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Aos 79 anos, goleador Nilson fala de seu orgulho alvinegro

Atlético 1954
1954 - Bueno, Grapete, Marcelino, Bené, Luiz Perez, Décio. Agachados: Buião, Viladonega, Nilson, Buglê, Noêmio | Foto: Buião/arquivo pessoal
PUBLICADO EM 05/05/19 - 03h00
Wilson José

Nilson tem hoje 79 anos e sente orgulho por possuir o nome registrado de forma brilhante na história do Atlético. Foram 272 partidas disputadas com a camisa alvinegra e 125 gols marcados entre os anos de 1955 e 1966. Na maioria das vezes, ele balançou as redes do estádio Independência, então conhecido como “Campo do Sete de Setembro”. Essa marca de 125 gols deixa Nilson na galeria dos principais artilheiros do clube, sendo o 11º maior goleador da história do Galo.

Nilson fez mais gols que Éder Aleixo, por exemplo, que Marcelo Oliveira, Everton, Paulo Isidoro e Diego Tardelli. Era bom no jogo aéreo e chutava tanto com a perna direita quanto com a esquerda. Muito raçudo, não era medroso, e os zagueiros ficavam com receio de jogar contra ele. Ainda criança, ele sonhava em ser jogador de futebol e pensava em atuar como Zizinho ou Telê Santana.

O começo. Antes de se tornar jogador do Atlético, Nilson esteve no Flamengo. Ficou 30 dias no Rio de Janeiro e o rubro-negro carioca quis sua contratação. Porém, a saudade dos familiares falou mais alto e Nilson voltou para casa.

Não demorou muito, ele estava jogando no Atlético, após ser apresentado por Kito Nolasco. No primeiro treino coletivo, no antigo estádio Antônio Carlos, Nilson foi levado pelos torcedores até o presidente Nelson Campos para que fosse contratado, o que acabou acontecendo.

Sem tempo ruim. Aos 19 anos, o atacante já era relacionado para jogar no time profissional do Atlético. E Nilson conta que gostava de fazer gols e não escolhia adversário. Estava sempre motivado contra os grandes do Rio de Janeiro e de São Paulo e não admitia ficar fora dos clássicos locais contra os arquirrivais América e Cruzeiro.

Segundo Nilson, ele marcou 18 gols em cima do Cruzeiro. O ex-jogador comenta também que “não era qualquer “dorzinha” que o tirava dos jogos.

Ele foi também um bom aluno com os treinadores com quem trabalhou, como Fleitas Solich, Kafunga, Yustrich, Martin Francisco, Mário Celso e Gradim.

Títulos e artilharia

Nilson ajudou o Atlético a ganhar os títulos do Campeonato Mineiro de 1958, 62 e 63, sendo o artilheiro. Chegou a recusar proposta do Fluminense, mas depois de 11 anos de Galo se transferiu para o Campo Grande. Permaneceu no Rio de Janeiro por 60 dias e encerrou a carreira.

No Atlético, desde cedo, Nilson dava apoio aos jogadores mais jovens do time e era contra “panelinhas” no elenco. Muito profissional, ele recusava convite dos colegas para participar de noitadas.

Ele conta que ganhou mais fama do que dinheiro no futebol, além de muitos amigos, como Procópio Cardozo e Buião, considerados irmãos. Nilson mora atualmente em Itabirito, na região metropolitana de Belo Horizonte.

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