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Super Histórias

Carlão assumiu a lateral do Galo com ajuda de Nelinho

Atlético 1988
João Leite, Carlão, Flávio, João Pedro, Lourenço e Éder Lopes. Agachados: Sérgio Araújo, Renato, Jason, Vander Luiz e Marquinho | Foto: arquivo Lourenço Caldeira
PUBLICADO EM 07/04/19 - 03h00
Wilson José

Carlão, 54, começou no Atlético em 1982, conseguindo vários títulos nas categorias de base. Assim que Nelinho encerrou a carreira, ele passou a ocupar a posição e contou com o apoio do antigo titular, que pediu à diretoria que o efetivasse. Só que Carlão não tinha a habilidade, a técnica e o chute de Nelinho. Era um jogador de mais força e velocidade e que não costumava levar bola nas costas.

Encontrou dificuldade para jogar no Galo, mas tinha o apoio dos familiares. Em 1986, foi emprestado ao Fabril. Voltou ao Atlético e teve passagem também pelo Sobradinho, do Distrito Federal. Carlão também jogou no XV de Jaú, no Grêmio e no Villa Nova. Pelo time profissional do Galo, entre 1988 e 1991, Carlão disputou 159 jogos e marcou 12 gols.

O mais bonito foi contra o São Paulo. Ele ainda deu assistência para mais um gol diante do tricolor. Foi campeão mineiro em 1988/89 e ajudou o Atlético a conquistar também o Torneio Ramon de Carranza, em 1990.

E Carlão jogou com feras como João Leite, Renato Morungaba, Vander Luiz, Sérgio Araújo, Éder Lopes e Marquinho Carioca. Nos encontros de ex-atletas do Atlético, a resenha come solta, e Carlão lembra dos bons tempos de clube. Ele valoriza também seu ex-treinadores, como Telê Santana, Jair Pereira, Procópio Cardozo e Brandãozinho. E conta que tinha a confiança de Telê Santana para as cobranças de pênaltis. “Aprendi muito com Telê, que era detalhista e perfeccionista”, diz.

Carlão sempre teve bom relacionamento também com os dirigentes do Atlético, como o ex-presidente Afonso Paulino, com quem tinha liberdade e conversava sobre diversos assuntos.

Valorizado pelo clube

O ex-lateral Carlão tem saudade do ambiente do futebol, dos jogos, dos amigos, da torcida atleticana no Mineirão. Ele se sentia valorizado pelo clube.

Certa vez, logo após renovar contrato, teve conhecimento de que o Internacional pediu sua contratação, mas a diretoria do Galo não quis negociá-lo.

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