Helenice Laguardia
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Trigueirinho

A energia da vontade-poder manifesta o propósito da criação

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Foto: Equipe Divina Madre
PUBLICADO EM 15/04/18 - 03h00

No princípio da criação cósmica foi o raio da Vontade-Poder a primeira energia manifestada e, então, os sistemas solares puderam surgir.

Duas energias nos são mais conhecidas: a Atividade Inteligente (terceiro raio), já incorporada nos seres, por ter sido desenvolvida num sistema solar anterior ao nosso, e a energia do Amor-Sabedoria (segundo raio), que está se desenvolvendo atualmente. A Vontade-Poder será totalmente conhecida no futuro, num outro sistema solar que sucederá o atual. O conhecimento dessas energias nos faz perceber claramente que a atividade deve vir acompanhada da inteligência, e o amor acompanhado da sabedoria, pois a pura atividade e o puro amor não nos levam necessariamente à meta, podendo ao contrário transformar-se numa dispersão de forças.

O que somos em essência primordial é o que nos é mais desconhecido.

O Pai é o símbolo do que temos na essência do nosso ser. Assim, quando entro em mim mesmo, fechando-me para o que está fora e para o que é supérfluo, alinhando-me com o mais profundo do ser, não preciso falar ou pedir nada, e nada de externo pode me alcançar, porque busco o Pai, Aquilo que está na origem primordial de todas as coisas e de mim.

Isso faz com que se desenvolva, ao máximo, em mim, a própria capacidade de ter vontade, porque nada pedi, apenas me decidi a abrir-me ao mistério. Fazer isso é um ato de decisão. Pedindo algo, ao voltar-me para o Pai, estarei me desviando daquela proposta original da energia, que era decidir fazer, simplesmente. Ao ficarmos em silêncio e sem nada pedir, conectados com o nosso íntimo, ou Pai, acontece o melhor, o inédito, desvendando-se o misterioso e desconhecido segredo que está dentro de nós, vivo e atuante.

A possibilidade de se lidar com a energia da Vontade se dá, então, em dois graus diferentes, a saber: o primeiro refere-se aos que desejam chegar à meta e, não sabendo como fazê-lo, pedem ajuda; o segundo refere-se à situação por inteiro: “aquieta-te e volta-te para dentro de ti”.

Se optarmos pelo primeiro tipo, a verdadeira energia da Vontade-Poder não é desenvolvida, principalmente se adotarmos a posição de vítimas ou de necessitados, contando com uma ajuda externa. Poderemos até alcançar certa ajuda, que pode ser útil no início do processo, mas isso é outra energia, não a do primeiro raio. Para captar a energia do primeiro raio, deveremos colocar-nos, decididamente, no segundo grau.

É mister, então, que num dado momento paremos de pedir e decididamente sejamos ao mesmo tempo Aquele que é, O que dá e O que recebe. Antes disso, dificilmente a ação do primeiro raio será vivida nas reais proporções em que pode ser manifestada por nós.

E o processo da percepção da energia da Vontade-Poder começa a ocorrer de maneira pura quando estamos recolhidos, em absoluto silêncio. Cuidar, pensar e trabalhar as próprias resistências é o caminho mais longo; abrir-se ao desconhecido, ciente das resistências, mas fechando-lhes a porta, é o caminho breve e direto, indicado pelo primeiro raio.

Cada ser poderá perceber seu próprio ponto e dele dirigir-se ao próximo passo, mas, seja qual for sua situação, saiba que no final deverá dizer: “Seja feita a Tua vontade”. A vontade superior é, pois, este primeiro raio, o da Vontade-Poder.

É a Vontade-Poder que, fluindo no indivíduo que adotou livremente a autodisciplina, transforma a Terra e manifesta o propósito de toda a Criação.

Para conhecer as obras do autor, acesse o site www.irdin.org.br e o site www.comunidadefigueira.org.br

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