Ayrton Senna

30 anos de morte: Força Aérea Brasileira presta homenagem a Ayrton Senna

FAB relembra momentos que marcaram a relação do piloto com a instituição

Por O TEMPO SPORTS
Publicado em 30 de abril de 2024 | 19:50
 
 
 

Há 30 anos, em 1º de maio de 1994, o Brasil despediu-se de um de seus maiores ídolos: Ayrton Senna da Silva. Mas, ainda hoje, seu legado está presente no cotidiano da maioria dos brasileiros.

Nesta data marcante para o esporte nacional, a Força Aérea Brasileira (FAB) lembra a relação com Senna, que rendeu importantes parcerias.

Em 29 de março de 1989, uma quarta-feira, por exemplo, ocorreu um dos fatos que misturam a história do piloto com a da FAB. Amanhecia nas instalações do Esquadrão Jaguar (1º GDA), na Base Aérea de Anápolis (BAAN). Naquele dia, dois Mirage III do Esquadrão decolaram para interceptar e conduzir a aeronave PT-ASN, matrícula que referenciava as iniciais de Ayrton Senna, até o pouso seguro na BAAN. A bordo, o então campeão mundial da Fórmula 1.

Naquele dia, o piloto conheceu as instalações da unidade e embarcou a bordo do Mirage III, onde realizou um voo no supersônico.

Senna havia sido campeão mundial pela primeira vez em 1988. Ele estava no início da temporada de 1989 da Fórmula 1, protagonizada pelo seu duelo com Alain Prost dentro e fora das pistas. Até o precoce fim de sua carreira na categoria, ainda conquistaria mais dois títulos mundiais (1990 e 1991) e obteria números impressionantes.

O Coronel Alberto de Paiva Côrtes, hoje militar da reserva, lembra detalhes do voo que fez com Senna em 89. "Eu quero sentir a velocidade", contou o militar sobre o pedido do piloto antes do voo. Em 87, Ayrton Senna já havia voado nas asas da FAB. Daquela vez, em um caça F-5 do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA), sobrevoou o hoje extinto Circuito de Jacarepaguá.

Em 1991, após a conquista do tricampeonato mundial de Fórmula 1, no GP de Suzuka, no Japão, a aeronave em que estava foi interceptada pela FAB e recebeu as boas-vindas.

Em 3 de maio de 2019, a lembrança do herói brasileiro esteve presente na Base Aérea de Anápolis (BAAN) como 30 anos antes. O Esquadrão Jaguar, o mesmo que voou com Ayrton, recebeu a visita do irmão do tricampeão, Leonardo Senna, para rememorar o voo inesquecível nos céus de Anápolis (GO).

Após a adrenalina do voo, outra emoção tomou conta da área operacional da BAAN. Em celebração ao voo do ídolo nacional e aos 40 anos do Esquadrão Jaguar, a aeronave Mirage FAB4940 recebeu uma pintura alusiva ao tradicional capacete do automobilista.

Senna também foi condecorado pela FAB com a Medalha Mérito Santos Dumont, em 1987, e com a Medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico, Grau Cavaleiro, em 1993.

A Medalha Mérito Santos Dumont é destinada a militares e civis, brasileiros ou estrangeiros, que hajam prestado ou prestarem destacados serviços à FAB, e para distinguir aqueles que, por suas qualidades ou valor em relação à Aeronáutica, forem julgados merecedores dessa condecoração.

A Ordem do Mérito Aeronáutico é destinada a premiar os militares da Aeronáutica Brasileira que tenham prestado notáveis serviços ao País ou se hajam distinguido no exercício de sua profissão, assim como para reconhecer assinalados serviços prestados à Aeronáutica por personalidades civis e militares, brasileiras ou estrangeiras e, ainda, por Organizações Militares e Instituições Civis, nacionais ou estrangeiras.

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