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Betim

Cinco homens encapuzados rendem motorista, interditam via e incendeiam ônibus

Condutor disse que foi obrigado a dirigir o coletivo até a Via Expressa, em Contagem

Betim
Foto: Google Street View
Publicado em 14/06/18 - 07h56
André Santos

Um ataque ousado e que teve como palco a Via Expressa, uma das principais vias de tráfego de veículos da região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Este foi o pano de fundo para o ataque que reduziu a pó um ônibus da linha 415, que liga os bairros Granja Verde ao Centro de Betim, no início da madrugada desta quinta-feira (14), no bairro Capelinha, em Betim, na grande BH.

Um veículo de passeio, que também estava estacionado próximo ao local do ataque ao coletivo, também ficou completamente destruído pelas chamas.

De acordo com a Polícia Militar (PM) cinco homens armados e encapuzados renderam o motorista da linha 415, que liga os bairros Granja Verde ao Centro de Betim, enquanto o coletivo estava parado no ponto final da linha, na divisa dos bairros Granja Verde e Capelinha.

O motorista do coletivo afirmou à polícia que foi obrigado a dirigir o coletivo até a Via Expressa de Contagem e atravessar o ônibus bloqueando completamente a via, no sentindo Belo Horizonte.

Após isso, os criminosos retiraram o motorista do coletivo e, usando gasolina, iniciaram o incêndio que se alastrou e atingiu uma pequena caminhonete de carga que estava estacionada em frente a uma borracharia que fica localizada às margens da Via Expressa.

Além disso, árvores e um ponto de ônibus também foram atingidos pelas chamas.

Os bandidos fugiram em dois carros. O Corpo de Bombeiros teve que ser chamado para conter as chamas. As redes de energia elétrica, de telefonia e de internet ficaram completamente destruídos.

Técnicos da Companhia de Energia Elétrica de Minas Gerais (CEMIG) tiveram que trocar três postes de sustentação de rede elétrica para reestabelecer o serviço de energia elétrica no local do ataque.

Moradores

Acostumados com o barulho e a grande movimentação de veículos em frente as suas casas, os moradores do bairro Capelinha, em Betim na RMBH, ficaram assustados com a ação dos criminosos que promoveram o ataque ao coletivo da linha 415.

Um borracheiro, que trabalha e mora a menos de 50 metros de onde o incêndio aconteceu, diz que nunca esperava presenciar as cenas vista nesta madrugada.

“Eu fiquei olhando tudo da janela do meu quarto. As explosões eram muito altas e o incêndio criou uma cortina de fumaça enorme. Nunca imaginava que os bandidos tivessem a coragem de fazer isso aqui, em plena Via Expressa”, avaliou, surpreso, o borracheiro que não quis se identificar.

Em uma outra casa, a aposentada Georgina de Santa Cruz, de 86 anos, olhava o trabalho de limpeza da Via Expressa ainda tentando entender o que aconteceu em frente a casa onde ela mora há mais de 30 anos. Ainda com lágrimas nos olhos e parecendo estar em estado de choque, a aposentada disse que apenas rezou para que as chamas não atingissem sua casa.

“Minha filha entrou no meu quarto e me levou nas costas para me levar para o mais longe que pudesse, porque a fumaça era muita. Eu só fiquei pedindo a Deus para que nada atingisse aqui, nem que o motorista do ônibus fosse machucado”, disse Georgina.   

Balanço

A Polícia Militar divulgou que desde o dia 3 de maio, um total de 68 ônibus foram incendiados em 41 cidades do estado de Minas Gerais. Noventa pessoas foram presas e 26 adolescentes foram apreendidos suspeitos de terem participação direta nos ataques aos coletivos.

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