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Dormindo ao relento

Doze presos albergados dormem em colchões em pátio, conhecido como gaiolão, por falta de vaga na cadeia de Três Corações

Presos buscaram em casa colchões e cobertores para dormirem no chão do pátio
Doze presos albergados dormem em colchões em pátio, conhecido como gaiolão, por falta de vaga na cadeia de Três Corações | Foto: OSVALDO RAMOS
Publicado em 01/06/10 - 23h05

A falta de vagas na cadeia pública de Três Corações, no Sul de Minas, tem gerado transtorno para 12 presos albergados que, desde a última sexta-feira, estão dormindo em colchões no pátio do prédio.

Acostumados a chegarem do trabalho e passarem a noite em uma cela, no fim de semana, os detentos foram surpreendidos com a informação de que passariam a dormir ao relento. Conforme a direção da cadeia, naquela noite, os presos foram orientados a buscar colchões e cobertores na casa de parentes.

O diretor da cadeia, delegado José Aparecido Quintães, disse que a decisão de levar os albergados para dormir no pátio - local sem telhado, cercado de grades, conhecido como gaiolão - surgiu após uma das sete celas da prisão ser destruída em uma rebelião causada por adolescentes que aguardavam vagas em centros de internação. "Com a superlotação, a falta de uma cela deixou a situação insustentável", disse.

Como a lei determina que os adolescentes infratores não podem ficar juntos com detentos maiores de idade, os jovens foram transferidos para as celas que abrigavam os albergados.
Insatisfeitas com a situação sub-humana e o frio que os detentos estavam passando, anteontem, mulheres e mães dos albergados foram à cadeia pedir uma solução.

O Centro de Climatologia Tempo Clima da Puc Minas previa para a madrugada de hoje a temperatura mínima de 6°C em Três Corações.

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