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Documentário resgata a história da Capela Imaculada Conceição, em Contagem
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Menina nem te conto

Maisa Silva e Eliana voltam a gravar programas no SBT

Maisa Silva e Eliana voltam a gravar programas no SBT

Aos poucos, o SBT tem retomado as produções de seus programas. Depois do “Domingo Legal” e do "The Noite com Danilo Gentili", agora será a vez das atrações apresentadas por Maisa Silva e por Eliana retornarem as gravações. 

Maisa volta a gravar seu programa neste sábado (6). A previsão é de que os episódios inéditos do talk show comecem a ser exibidos no dia 13 de junho.

Já Eliana volta a gravar no dia 10 deste mês com cuidados extras para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. De acordo com o site Notícias da TV, uma estrutura de plástico, o “plástico do abraço”, que ficará suspenso no palco, permitirá que a apresentadora abrace os convidados. O “Programa Eliana” volta inédito na TV no dia 21 de junho.

Segundo o SBT, as gravações serão retomadas seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Por isso, as duas atrações vão voltar ao ar sem plateia. 

Além de Eliana e Maisa, outros dois programas do SBT estão também estão com data marcada para retomar as gravações: “Esquadrão da Moda”, neste sábado (6); e  o “Fábrica de Casamentos”, no dia 27.

 

Ex-Band, Rafael Colombo assume vaga que era de Reinaldo Gottino na CNN Brasil

Ex-Band, Rafael Colombo assume vaga que era de Reinaldo Gottino na CNN Brasil

A CNN Brasil anunciou a contratação de Rafael Colombo, jornalista que vinha trabalhando na Band. Segundo comunicado divulgado pelo canal, ele apresentará o telejornal "CNN 360°" - programa antes apresentado por Reinaldo Gottino - ao lado de Daniela Lima.

"A partir de segunda, 8 de junho, estarei no 'CNN 360°'. Será uma alegria dupla: apresentar um jornal no maior canal de notícias do mundo, ao lado de uma das mais importantes jornalistas do Brasil, Daniela Lima", escreveu Colombo no Twitter. O programa ficará no ar das 15h30 até as 18h30.

 


Até o mês de maio, Rafael Colombo apresentava o "Band Notícias", na Band, além de passagens pelo canal pago Band News e pela rádio Bandeirantes, do mesmo grupo, onde trabalhou durante mais de 20 anos.

 

Gottino pediu demissão do canal para retornar à Record TV na última semana. Ele reestreia à frente do "Balanço Geral SP" na próxima segunda-feira (8).

Ex-BBB Íris Stefanelli é condenada a pagar R$ 2 mil por faltar a audiência

Ex-BBB Íris Stefanelli é condenada a pagar R$ 2 mil por faltar a audiência

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou a ex-BBB Íris Stefanelli a pagar uma multa de R$ 2.000 por ter faltado a uma audiência de conciliação em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Ela foi processada por uma clínica veterinária da cidade, que acusa a celebridade de difamação. A decisão cabe recurso.

Segundo o TJMG, Íris tentou desmarcar a audiência no dia que estava marcada para ser realizada, sem respeitar os dez dias de antecedência estabelecidos no Código de Processo Civil.  Ela alegou que, por residir atualmente na cidade de São Paulo, não poderia comparecer a audiência. 

De acordo com o juiz Carlos José Cordeiro, da 2ª Vara Cível de Uberlândia, o não comparecimento à audiência conciliatória é passível de compensação financeira, uma vez que o pedido de dispensa deve ser feito respeitando o prazo estipulado. A multa aplicada, em caráter liminar, refere-se a 2% do valor do processo, que é de R$ 100 mil.

Íris recorreu da decisão liminar, porém, a desembargadora Cláudia Maia, rejeitou o pedido sob a alegação de que o representante legal da celebridade foi intimado com mais de 30 dias de antecedência. “A envolvida e sua defesa tiveram mais de 20 dias legais para manifestar o desinteresse na conciliação, mas não o fizeram”, afirmou a desembargadora. A decisão ainda cabe recurso.

Íris foi processada por difamar uma clínica veterinária de Uberlândia. O caso aconteceu após o cachorro de estimação da ex-BBB morrer no local. O estabelecimento alega que prestou todo o atendimento ao animal, porém, ele não sobreviveu. No processo, a empresa afirma que, após a morte do cachorro, Iris usou diversos meios de comunicação para difamar a imagem da clínica.

A reportagem de O Tempo tenta falar com Íris Stefanelli, mas até a publicação desta matéria não teve retorno na tentativa de contato com a ex-BBB.

 

‘Globo Repórter’ exibe debate com jornalistas negros sobre racismo nesta sexta

‘Globo Repórter’ exibe debate com jornalistas negros sobre racismo nesta sexta

A edição da última quarta-feira (3) do programa “Em Pauta”, da GloboNews, que reuniu um grupo de jornalistas negros para falar sobre racismo e os protestos contra o assassinato de George Floyd nos Estados Unidos, será exibido na TV aberta.

A Globo anunciou que o painel, que Heraldo Pereira, Maju Coutinho, Aline Midlej, Flávia Oliveira, Zileide Silva e Lilian Ribeiro, vai ao ar na noite desta sexta-feira (5) no “Globo Repórter”. Gloria Maria vai reforçar o debate nesta edição especial do jornalístico. Sandra Annenberg fará a introdução do programa, explicando as razões da reexibição. O "Globo Repórter" vai ao ar após a novela "Fina Estampa".

A decisão foi tomada após a repercussão positiva que o “Em Pauta” teve ao reunir jornalistas negros para falar sobre racismo. Segundo a emissora, a reprise do painel é uma maneira de “ampliar o debate” sobre o preconceito racial. 

Entenda

A edição do “Em Pauta”, da GloboNews, exibido na quarta-feira (3) é considerada histórica por reunir seis jornalistas negros para fazer a cobertura e a análise sobre a onda de protestos antirracistas nos Estados Unidos. 

A iniciativa do programa especial foi tomada pelo Grupo Globo depois que viralizou uma imagem do painel de jornalistas do “Em Pauta” do dia anterior com a frase: “Rapaziada, a pauta era o racismo”.

“O programa entendeu o recado e convidou profissionais do mais alto gabarito para discutir um tema que eles conhecem muito bem, porque o enfrentam em suas vidas”, disse a Globo, em nota. 

 

Lives de sexta: Marcelo D2 e Mano Walter são destaques

Lives de sexta: Marcelo D2 e Mano Walter são destaques

O cantor Mano Walter abre, nesta sexta-feira (5), a temporada de lives com o tema de festa junina, com direito a fogueira, milho assado e muito forró.. Ele fará o “Arraiá do Mano”, que será transmitido ao vivo, a partir das 20h, no canal oficial do cantor no YouTube.

Outro destaque da programação de lives musicais é Marcelo D2. O cantor é a atração desta sexta do “Festa em Casa”, do Multishow. O rapper fará uma apresentação das 20h às 22h, direto do Rio de Janeiro, com músicas que marcaram a carreira dele. A live será transmitida na TV pelo Multishow e também no YouTube do canal.

Os sertanejos Edson Hudson vão cantar seus sucessos no “Música na Band Live”, a partir das 22h45. A apresentação também poderá ser vista no canal oficial da dupla no YouTube.

Confira as lives desta sexta-feira (5) e como assistir:

Projeto Pimenta Brasileira - Bloco do Sargento Pimenta convida  Lia de Itamaracá para bate-papo

Quando: 17h

Onde: Facebook e YouTube


Mateus e Cristiano

Quando: 18h

Onde: YouTube

 

Teresa Cristina (Em Casa com Sesc)

Quando: 19h

Onde: Youtube

 

Marcelo D2

Quando: 20h

Onde: No Multishow e no YouTube

 

Mano Walter (“Arraiá do Mano”)

Quando: 20h

Onde: YouTube

 

Thiago e Graciano

Quando: 20h

Onde: YouTube

 

Ponto de Equilíbrio

Quando: 21h

Onde: YouTube

 

Duelo de MCs

Quando: 21h

Onde: YouTube

 

Rashid (Festival #CulturaEmCasa)

Quando: 21h30

Onde: YouTube

 

Edson e Hudson

Quando: 22h45

Onde: Na Band e no YouTube

‘13 Reasons Why’: última temporada da série já está na Netflix

‘13 Reasons Why’: última temporada da série já está na Netflix

A quarta e última temporada da série “13 Reasons Why” já está disponível na Netflix. Os dez episódios inéditos com o desfecho da história estrearam nesta sexta-feira no catálogo da plataforma de streaming. Vai rolar muito suspense e sangue - atenção que, a partir de agora, contém spoiler!.

 A quarta temporada  é curta do que as outras anteriores, que têm 13 episódios cada uma, e vai mostrar a formatura do alunos colégio Liberty High. Segundo a sinopse oficial divulgada pela Netflix, a turma da Liberty High School está se preparando para a formatura, mas antes que os alunos possam se despedir da escola, terão que manter um segredo perigoso enterrado, bem como enfrentar “escolhas comoventes” que podem impactar seus futuros para sempre. 

Em um dos trechos, os estudantes chegam à escola e se deparam com uma pichação: “Monty foi incriminado”. “Não pire agora”, diz Justin Foley (Brandon Flynn) a Clay Jensen (Dylan Minnnette). A mensagem é uma referência ao personagem de Timothy Granaderos (Montgomery de La Cruz), que foi acusado de assassinar Bryce Walker, que cometeu diversos crimes, como estuprar Hannah Baker (Katherine Langford), Jessica Davies (Alisha Boe) e Chlöe Rice (Anne Winters).

A terceira temporada foi sobre quem estava por trás da morte de Bryce e, através dos flashbacks, a verdade foi sendo revelada. No final, os espectadores descobrem que Jessica e Alex Standall (Miles Heizer) foram as responsáveis. Elas foram confrontar Bryce após ele ter sido espancado por Zach Dempsey (Ross Butler). No episódio final, Ani Achola (Grace Saif) diz à polícia que era Monty quem estava por trás do assassinato.

Agora, Clay passa a ser pressionado. “Temos um problema", questiona Tony Padilla (Christian Navarro). Os personagens, então, começam a se questionar se vão conseguir manter o segredo. "Precisamos resolver isso pelo Monty", diz Winston Williams (Deaken Bluman). No episódio final, Monty e Winston aparecem dormindo juntos. Clay passa a ser atormentado por imagens de Monty e passa a frequentar um terapeuta, Dr. Robert Ellman (Gary Sinise).

 

 

Eduardo Sterblitch estreia talk show no Globoplay nesta sexta (5)

Eduardo Sterblitch estreia talk show no Globoplay nesta sexta (5)

Eduardo Sterblitch conta que nunca quis fazer TV. “O Edu raiz é do Tablado”, disse ele, em referência ao famoso espaço do Rio de Janeiro onde ingressou para estudar teatro. De lá para cá, muita coisa coisa mudou. Sterblitch, que ficou conhecido nacionalmente por meio do extinto “Pânico na TV” (2012), já participou de filmes e até de uma novela, estreia nesta sexta-feira (5), no comando do “Sterblitch Não Tem um Talk Show: O Talk Show”, atração do Globoplay que gravada durante as lives apresentadas por ele. 

Apesar de o nome trazer “talk show”, o humorista fez uma ressalva: “Ele não é um talk show nem precisa ser. Minha peça de teatro tem o mesmo nome, e nela eu brinco, com a ajuda da plateia, de fazer TV. Na verdade, o espetáculo foi parar na internet, em um programa de 30 minutos do Globoplay”. “Talk show é só uma piada para popularizar”, contou.

A diferença de “Sterblitch Não Tem um Talk Show: O Talk Show” para o espetáculo de teatro é que o programa terá linguagem de web com direito a muitos memes e trollagens, garante o apresentador. Além disso, a atração terá a participação de convidados famosos - o primeiro episódio conta com a presença do casal Michel Melamed e Letícia Colin e da cantora Ivete Sangalo - e também de anônimos. 

O programa terá plateia sim, só que virtual. É aí que entram os rostos desconhecidos por grande parte do público. Para participar, os interessados precisam se inscrever no site GShow. Após uma triagem, são escolhidas 12 pessoas para plateia, e de lá surgem os temas das conversas das lives. 

“Uma grande inspiração para mim é o Jô (Soares), que trazia gente desconhecida, como um vereador, um cobrador de ônibus ou até mesmo uma garçonete para contar suas histórias. Minha ideia é recriar um pouco esse conceito, trazendo essas pessoas do Brasil inteiro para dar protagonismo ao público”, afirmou Sterblitch. 

“Quero conversar com o maior número de pessoas possível e mostrar como somos um povo interessante. Ter o convidado famoso também vai ser muito legal, pois vai gerar uma mistura interessante”, detalhou o humorista.

Sterblitch acredita que o programa pode ser uma forma de “a gente lidar com essa pandemia de um jeito criativo, e não ficar só consumindo a informação que chega a nós”. “Esse momento de isolamento social também é uma oportunidade para darmos chance à nossa criatividade, de se conectar, de interagir”, explicou. 

Episódios

Eduardo Sterblitch é um dos criadores do “Sterblitch Não Tem um Talk Show: O Talk Show”. Edu grava o programa de sua casa e também participa da edição. Segundo ele, o “Sterblitch Não Tem um Talk Show: O Talk Show” terá 12 episódios. “O combinado com o Globoplay”, disse ele, revelando que, ao todo, ele vai realizar 24 lives para a gravação do do programa, duas por semana - elas acontecem sempre às segundas e terças-feiras, às 22h. “Espero que acabe rápido (o programa), para ele não fazer sentido quando a gente estiver fora da pandemia (do novo coronavírus)”, contou Sterblitch.

Quarentena

Eduardo Sterblitch revelou que o período da quarentena tem sido muito delicado para ele. “MInha mãe está doente, então tenho que sair de casa com ela algumas; e minha avó teve Covid-10”, contou. Por isso, ele afirma que lidar com esse projeto do “Sterblitch Não Tem um Talk Show: O Talk Show” neste momento tem sido muito bom para ele. “Está sendo minha salvação, onde estou jogando minha energia”, disse.

Cam girl, ex-BBB Clara Aguilar revela que clientes pagam para vê-la dormindo

Cam girl, ex-BBB Clara Aguilar revela que clientes pagam para vê-la dormindo

Clara Aguilar, de 32 anos, a terceira colocada da 14ª edição do "Big Brother Brasil", revelou em uma entrevista ao programa "Conversa com Bial", exibido na noite dessa quarta-feira (3), que recebe "pedidos exóticos" de seus clientes nas redes sociais. A ex-BBB, que virou cam girl (mulher que grava vídeos sensuais para terceiros, como forma de arrecadação de renda), diz que tem sido procurada para servir de companhia, mais do que para o show sensual que faz na internet.

"Agora na quarentena tem gente que está pagando para ter companhia até na hora de comer; para almoçar e jantar junto [...] Tem uns que perguntam: 'Tudo bem se eu pedir uma pizza e a gente ficar só conversando?'", disse Clara no bate-papo com Pedro Bial. 

 

"Tem muito cliente que entra para ficar falando sobre o coronavírus, sobre o que está fazendo na quarentena, quais livros está lendo e quais os filmes que está assistindo", continuou. "Tem um cliente que passa a noite inteira comigo. Ele gosta de me ver dormir e paga só para me ver dormindo", contou a ex-BBB.

Ela ainda revelou que um outro cliente seu tem fetiche por seu pé, e que costuma direcionar a câmera para ele enquanto assiste a um filme e "fico lá enquanto o dinheiro vai entrando".

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Colorful 🏳️‍🌈

Uma publicação compartilhada por Clara Aguilar Daga (@clara) em

Outros clientes, ela diz, apenas procuram por companhia. "Muita gente pensa que cam girl é só para tirar a roupa e tal, mas eu sempre digo que uma camgirl de sucesso faz mais dinheiro com roupa do que sem, porque acabamos fazendo papel de psicóloga e amiga", afirmou.

Linn da Quebrada e Jup do Bairro celebram volta à TV com o talk show TransMissão

Linn da Quebrada e Jup do Bairro celebram volta à TV com o talk show TransMissão

O Canal Brasil estreou, na última segunda-feira (1º), uma programação especial em homenagem ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQI+, comemorando no dia 28 de junho. Até o fim do mês, o canal pago vai debater e exaltar a diversidade, o empoderamento e o respeito em programas e filmes. Entre os destaques desta programação está o talk show “TransMissão”, que estreou a segunda temporada nesta semana sob o comando das artistas trans Linn da Quebrada e Jup do Bairro. 

 

Exibida pela primeira vez em 2019, a atração voltou à grade do Canal Brasil com novos  bate-papos, sempre exibido às segunda-feira, à 0h (o programa também é reprisado em outros dias da semana), abordando questões de gênero, sexo, raça e temas variados do cotidiano. Entre os convidados, estão Pedro Bial, Liniker, Criolo, Amara Moira, Xico Sá, Matheus Nachtergaele e Rennan da Penha. Para Jup, ela e Linn voltaram mais maduras para a segunda temporada do “TransMissão”, mas ressalta que o projeto continua sendo um desafio. 

“O mais interessante é que a gente quer criar um pensamento em conjunto com o convidado, queremos saber os limites e, principalmente, deixá-los à vontade para construirmos esse diálogo. Creio que esse é um programa muito mais de conversas do que de entrevistas”, disse Jup. “A gente quer pegar assuntos e temas e destrinchar. Tudo isso pode gerar uma grande euforia de ambas as partes, pode gerar um silêncio porque é um ‘atrito’ com o outro. Creio que nesta temporada nós duas estamos mais ‘porosas’ quando comparada a primeira”, afirmou a apresentadora. 

 

Linn da Quebrada celebra a volta do “TransMissão” e a parceria com Jup, que começou fora da TV - as duas são cantoras e ativistas sociais - e segue no programa do Canal Brasil. “Eu acredito que a nossa escolha, enquanto apresentadoras, seja um privilégio para a televisão brasileira. Para além de sermos artistas trans, somos artistas inquietas que têm atuado sobre seu tempo. Nosso tempo”, disse Linn, referindo-se à escolha das duas, que são trans, para apresentar o talk show que enfatiza a questão da diversidade e o respeito.

“Temos pensado e produzido conhecimento, e podemos, através de nosso papel dentro do programa, dividir com o público a dádiva da dúvida. O privilégio de poder pensar diferentemente de como já se pensa. E essa é uma possibilidade que desfrutamos coletivamente. Não se sai ilesa dessa experiência. Nenhuma das partes”, explicou Linn.

Jup do Bairro destaca a importância da escolha dela e de Linn da Quebrada, duas artistas trans, para apresentar um programa de TV. Entretanto, ela faz uma ressalva: “Somos exceções”. “Quando as pessoas trans receberem os mesmos valores de pessoas cis, tiverem a mesma demanda de contratações, aí sim poderemos considerar que estamos evoluindo”, explicou a apresentadora.

‘Bixa Travesty’

Além do programa “TransMissão”, Linn da Quebrada também poderá ser vistas no documentário ‘Bixa Travesty’, que também faz parte da programação especial sobre o orgulho LGBTQI+ preparada pelo Canal Brasil. O premiado filme, que vai ao ar no próximo sábado (13), às 23h10, tem a performer como ponto central de uma discussão ampla sobre identidade de gênero, homofobia e padrões sociais, tudo isso a partir de uma mescla de momentos que vão desde a vida privada e caseira da artista, encenações em banheiros e saunas até os espetáculos extravagantes por ela realizado.

Linn fala com orgulho de “Bixa Travesty”, da repercussão em torno dele e comemora o fato de o filme ser exibido na TV. “Tudo isso é muito gratificante. Me sinto extremamente feliz por poder experienciar isso tudo em vida. De ter meus pensamentos propagados. De ter minha obra gerando movimento. Poxa, já faz tanto tempo que o filme foi gravado e agora, antes da pandemia, esteve nos cinemas, e ainda vive através do canal! E eu vivo junto com o filme”, afirmou.

“O filme é parte de mim. Ele é ponto de partida de diálogo e tem feito uma linda trajetória. Sou muito orgulhosa de poder viver isso. E espero que o filme possa ser motor e inquietar e mover e comover muitos outros corpos por esse Brasil e mundo”, finalizou. 

 

 

Na Semana do Meio Ambiente, evento antecipa bons longas em plataforma digital

Na Semana do Meio Ambiente, evento antecipa bons longas em plataforma digital

A Mostra Ecofalante de Cinema realiza sua 9ª edição em agosto - se a pandemia permitir, é claro. Mas, durante a quarentena, e lembrando a Semana do Meio Ambiente, o evento lança, como aperitivo, uma seleção de cinco filmes que tratam da questão ambiental. Estarão acessíveis, até a terça, dia 9, na plataforma Videocamp (www.videocamp.com)

Os filmes são "Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra", de Jorge Bodansky e João Farkas; "Amazônia Sociedade Anônima", de Estêvão Ciavatta, "A Grande Muralha Verde", de Jared P. Scott, "O Golpe Corporativo", de Fred Peabody, e "Ebola: Sobreviventes", de Arthur Pratt.

A mostra inicia com "Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra". Conta a saga do personagem-título, fazendeiro do Pantanal em sua luta para salvar suas terras do alagamento causado pelo assoreamento do Rio Taquari, no Mato Grosso do Sul.

Com imagens belas, porém terríveis, o filme mostra o desastre ambiental que pode destruir o paraíso ecológico do Pantanal. No início ficam meio em suspenso as causas da tragédia, afinal provocadas por um rio entupido como uma artéria doente e que não pode mais circular suas águas. Alaga e assim transforma em charco tudo o que antes era vida em suas margens. Mais tarde, liga-se efeito à causa e descobre-se que a origem do problema reside rio acima, na utilização predatória do solo pelo agronegócio.

O outro brasileiro da Mostra é "Amazônia Sociedade Anônima", que entra na plataforma às 17h desta sexta-feira (5). Atenção: este fica disponível por apenas 24 horas. E é filme para não perder. Tem como foco a resistência dos indígenas Sawré Muybu, que promoveram uma autodemarcação de suas terras como forma de barrar a invasão dos madeireiros.

O trabalho dribla um dos problemas recorrentes do cinema ambiental, a falta de contextualização política. Aqui, pelo contrário, mostra-se como o processo de grilagem das terras se resolve em escritórios de ar refrigerado, entre senhores que falam em milhões em dólares como se fossem trocados. Isso porque, ao longo do filme, ouvimos trechos de uma gravação da Polícia Federal, que desvenda os meandros da negociação ilegal de terras no país.

O desmatamento é um grande e milionário negócio - e, por isso, é tão difícil combatê-lo. Alguns depoimentos, ao vivo, ostentam o cinismo de alguns poderosos grileiros locais. Um deles se destaca, colocando para a câmera a seguinte questão: "Será que as futuras gerações gostariam mesmo que nós preservássemos a floresta amazônica? Seria como defender a preservação dos dinossauros". Precisa comentar?

"O Golpe Corporativo", Fred Peabody (vencedor do Emmy), coprodução entre EUA e Canadá, sugere que a origem da destruição ambiental deve ser buscada na distopia política de um mundo controlado por corporações e lobistas. A erosão da democracia, com tipos como Trump e seu discípulo Bolsonaro à frente, só pode mesmo ter a destruição do planeta como consequência lógica.

Em tempos de covid-19, ganha atualidade "Ebola: Sobreviventes", de Arthur Pratt. O longa trata da epidemia em países africanos, tendo por foco alguns personagens de um dos países atingidos, Sierra Leoa. Em particular, um menino, uma enfermeira e um motorista de ambulância. Filme comovente, porém lúcido, que mostra a explosiva interação entre doença e miséria, coisa que conhecemos muito bem no Brasil.

"A Grande Muralha Verde", de Jared Scott, com produção executiva do brasileiro Fernando Meirelles (diretor de Cidade de Deus), mostra o ambicioso projeto de construção de um "muro" verde. Oito mil quilômetros de árvores, atravessando Senegal, Mali, Nigéria, Níger e Etiópia, para tentar barrar a degradação do solo africano e servir como legado às gerações futuras. Ganhou o prêmio do público como melhor documentário na Mostra de Cinema de São Paulo do ano passado.

Confira abaixo a programação:

Mostra Ecofalante – Especial Semana do Meio Ambiente de 3 a 9 de junho de 2020 grátis evento online acessível através da plataforma Videocamp (www.videocamp.com)

 

4 DE JUNHO (QUINTA-FEIRA)

17h - “Golpe Corporativo” - Fred Peabody (“The Corporate Coup d’Etat”, Canadá/EUA, 90 min, 2018, livre) e “Ebola: Sobreviventes” - Arthur Pratt (“Survivors”, EUA, 83 min, 2018, 12 anos) *disponibilizados até o final do dia 9/06 (terça-feira).

19h - Debate com Jorge Bodanzky e João Farkas, diretores de “Ruivaldo, o Homem que Salvou a Terra” e mediação de Flávia Guerra.

5 DE JUNHO (SEXTA-FEIRA)

15h - Debate "O papel do cinema na comunicação de questões socioambientais" com os diretores Fernando Meirelles, Jorge Bodanzky, Estêvão Ciavatta e Walter Salles (a confirmar) e mediação de Flávia Guerra.

17h - “Amazônia Sociedade Anônima” – Estevão Ciavatta (Brasil, 72 min, 2019, livre) *disponibilizado por 24 horas, até às 17h do dia 6/6 (sábado).

19h - Debate “Conservação: Ataque ao Meio Ambiente e aos Povos Tradicionais”, com Adriana Ramos (ISA), mediação de Claudio Angelo e outros nomes a confirmar.

6 DE JUNHO (SÁBADO)

17h - “A Grande Muralha Verde” - Jared P. Scott (“The Great Green Wall”, Reino Unido, 92 min, 2019, livre) *disponibilizado por 24 horas, até às 17h do dia 7/06 (domingo).

19h - Debate “Mudanças Climáticas: desertificação, conflitos, migrações e outros impactos imediatos", com Fernando Meirelles, Paulo Artaxo, mediação de Daniela Chiaretti (a confirmar).

7 DE JUNHO (DOMINGO)

19h - Debate “System Error: como o atual sistema econômico leva à destruição ambiental, ao fim do trabalho digno e ao abalo da própria democracia", com Ladislau Dowbor, Sueli Carneiro (a confirmar) e mediação de Silvio Caccia Bava.

8 de JUNHO (SEGUNDA-FEIRA).

19h - Debate “Saúde - Como Comunicar em Tempos de Crise Sanitária e Fake News?”, com Douglas Rodrigues, Átila Iamarino (a confirmar) e mediação de Mariluce Moura.

 

Debate sobre racismo no 'Encontro' repercute na internet; veja depoimentos

Debate sobre racismo no 'Encontro' repercute na internet; veja depoimentos

O “Encontro com Fátima Bernardes” desta quinta-feira (4) promoveu um debate sobre racismo e abriu espaço para o ator Rafael Zulu, a influenciadora digital Tia Má e os jornalistas Manoel Soares e Valéria Almeida contarem experiências próprias de quando foram vítimas do preconceito racial. Os depoimentos emocionaram o público e o nome do programa foi parar na lista de assuntos mais comentados do Twitter

“Essa luta não começa hoje, começa desde o nascimento e vem de muita gente que veio antes da gente. Há menos de 130 anos você me compraria por R$ 200 reais e com R$ 5.000 mil reais você (Fátima) compraria todo mundo nesta tela”, disse Manoel Soares.

Ele, que é repórter do “Encontro” e do “É de Casa”, contou que foi parado pela polícia nesta semana e que chegou a ser algemado. "Eu, por exemplo, essa semana fui parado pela polícia. Quando eu saí do carro, o policial viu que eu era grande, ele teve uma postura um pouco mais agressiva. Inclusive, foi incentivado pelos seus colegas de trabalho a me algemar”, relatou o jornalista. "Quando eles me pararam, eu fiquei com muito medo”, disse Manoel.

 

O jornalista também falou sobre a criação dos filhos em uma sociedade racista. "Primeira coisa que eu tive que fazer... A gente faz isso há um bom tempo, mas ensinar meu filho a tomar uma geral da polícia. É horrível fazer isso. Você tem um filho lindo, Fátima, não sei se em algum momento da sua vida, você teve que chegar no seu filho quando ele tinha nove anos de idade, encostá-lo na parede como se você fosse um policial e simular uma abordagem", contou Manoel. 

“Eu tive que fazer isso com os meus filhos e faço com meus sobrinhos. Eu sei o que isso representa. E quanto mais escura é essa pele, mais você precisa ensinar o seu filho a, na hora que tiver recebendo a abordagem policial, manter as mãos em local visível, falar sempre 'sim, senhor', evitar poses que transmitam arrogância", afirmou. 

Racismo na escola

Rafael Zulu contou a filha Luíza, hoje com 13 anos, sofreu racismo na escola. Na época, a garota tinha 10 anos e uma colega de classe disse que ela não poderia assumir o papel principal de uma peça de teatro porque “ela era preta”. 

“Ontem eu tava conversando com a Luiza e a pauta era essa. Eu sempre falo para ela: o fato de você ser filha de alguém que tem vida pública não te isenta de absolutamente nada”, disse o ator. 

“Por mais empoderado que a gente seja, a gente ainda toma porrada. Era uma menina que tinha 10 anos. O racismo existe sim e não é velado nesse país. A gente toma porrada diariamente", completou o artista.

O crime de racismo

Tia Má contou que, apesar de tudo, ainda tem esperança que um dia o racismo acabe. Entretanto, ela ressaltou que ainda é preciso percorrer um grande caminho. “O que aconteceu nos Estados Unidos é uma realidade aqui no Brasil há mais de 400 anos. A gente fala muito de racismo estrutural, mas a gente não discute como a gente o percebe no cotidiano”, afirmou. 

 

 

 

Manoel Soares disse que enxerga esse momento doloroso como necessário para aumentar os debates sobre o crime de racismo e também para reconhecimento. “É um momento único para a gente se entender como tal. Boa parte de nós, não se reconhece negro”, pontuou.

A jornalista Valéria Almeida disse que crê em futuro melhor. “Eu realmente acredito para ter o melhor efeito a gente precisa ter mais que discussão, mais que movimentos nas redes sociais, a gente precisa de ações efetivas, políticas públicas”, opinou.

 

 

Internautas repercutiram o assunto nas redes sociais:

 

 

 

 

'O errado é não dizer nada', diz Meghan Markle a jovens sobre caso George Floyd

'O errado é não dizer nada', diz Meghan Markle a jovens sobre caso George Floyd

A atriz Meghan Markle, 38, gravou um vídeo para a formatura de um grupo de estudantes de sua antiga escola, a Immaculate Heart, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e falou sobre George Floyd, morto por policiais brancos, o que motivou uma série de protestos antirracismo em vários países.

"Eu não tinha certeza do que poderia falar a você. Eu queria dizer a coisa certa, e fiquei bem nervosa que eu não conseguisse. E percebi que a única coisa errada a dizer é não dizer nada (...) Eu sinto muito, sinto muito que vocês tenham que crescer em um mundo onde isso ainda acontece", afirmou ela.

Meghan reafirmou que a vida de George Floyd importa, listando vários outros negros que também foram vítimas da violência nos Estados Unidos. "Assim como tantas outras pessoas, cujos nomes a gente sabe e aquelas cujos os nomes a gente não sabe", afirmou ela, que é canadense e se mudou em março para Los Angeles.

A mulher do príncipe Harry também recordou situações que ela presenciou na adolescência, em Los Angeles, semelhante às que o país vive hoje, destacando uma série de protestos ocorridos quando ela tinha em torno de 12 anos, também provocados por um "ato de racismo sem sentido".

"Eu me lembro do toque de recolher e de voltar correndo para casa vendo cinzas caírem do céu, sentindo o cheiro de fumaça, vendo pessoas correndo de prédios com sacolas. Lembro de ver homens atrás de uma van segurando armas, de ver uma árvore completamente carbonizada. E essas memórias não vão embora".

Meghan também falou que essa não é a graduação que os alunos de suas antiga escola imaginavam que teriam e recordou uma frase que ouviu de uma professora quando tinha em torno de 15 anos: "Sempre lembre de colocar a necessidade dos outros na frente de seus próprios medos".

Ela finalizou o vídeo parabenizando os estudantes e disse que tem orgulho deles. "Vocês estão equipados, prontos e nós precisamos de vocês. Estou muito ansiosa para ver o que vocês farão. Estou torcendo por vocês o tempo todo".

A duquesa Meghan Markle e o príncipe Harry participaram em março do último compromisso da realeza e anunciaram que buscavam um "novo papel progressivo", baseados principalmente na América do Norte, e que será financiado por eles mesmos.

Embora Harry continue sendo príncipe, o casal decidiu não utilizar seus títulos de "sua alteza real" - e não utilizará a palavra "real" em suas marcas, embora eles tenham dito que não há jurisdição da monarquia ou do governo que os impeçam de usar a palavra no exterior.

Depois de 13 anos, o Ira! volta com novo álbum relevante em uma cena combalida

Depois de 13 anos, o Ira! volta com novo álbum relevante em uma cena combalida

Seria um disco do Ira!, um bom disco do Ira!, com as guitarras timbrando e as composições de Edgard Scandurra em plena forma criativa, mesmo nas métricas nem sempre polidas para a interpretação que Nasi conseguiu reinventar a si mesmo usando as limitações da própria voz.

Um disco importante, lançado 13 anos depois do que havia sido o último de inéditas antes da confrontação entre os integrantes e o fim, "Invisível DJ". "Ira", o novo álbum, não por acaso sem o acento de exclamação, já seria um marco importante se fosse lançado até janeiro de 2020, mas agora ganha ainda outra significância quando soa como se estivesse atendendo a um chamamento. No momento em que o país desmorona, o rock and roll, ou a parte de resistência que lhe restou depois da debandada conservadora, também pode soar como uma esperança.



A esperança que soa em "Ira", o primeiro disco da banda paulistana a levar seu próprio nome no título, não é das passeatas na Paulista, apesar de letras como "O Homem Cordial Morreu" trazer versos como "e se eu me distanciar do que clama meu interior / que seja por um instante e que eu saia do torpor / de ver tudo acabar, tudo o que se sonhou / esperando por alguém que vá e lute por mim / não pode ser assim / que eu esteja ao seu lado / lado a lado por favor".

A força de canções inteiramente novas - e o inteiramente não é pleonasmo no caso de canções - é uma quase milagrosa reação em si de uma banda liderada por dois homens de 58 anos dada por muitos como produtivamente extinta mesmo com um show redentor para milhares de pessoas na Virada Cultural de 2014, no pós-rompimento.

Seu retorno às rotativas, sobretudo com músicas como "O Amor Também Faz Errar", "Mulheres À Frente da Tropa", "A Torre" e "O Homem Cordial Morreu", acessa os matizes do Ira! sem acessar o velho Ira! E quando um fã sente isso, ele percebe que, apesar de algumas baixas, muitos de seus heróis ainda caminham a seu lado.

"O Ira sem acento é para traduzir os tempos da ira em que estamos vivendo, esse sentimento de confronto. Não tínhamos também nenhum álbum com o nome da banda", diz Nasi. O disco já estava praticamente pronto quando a pandemia atropelou o mundo, por isso não entenda errado a frase da música "Nossa Amizade" quando ela diz "deixemos assim, alguns metros de distância, agora é assim. Atrás das paredes de concreto, deixamos assim".

Ao olhar para trás, Nasi diz o que vê. Ele não queria fazer o projeto Ira! Folk, foi resistente, mas acabou aceitando o argumento do irmão, Airton Junior, de que o formato o colocaria em teatros que nunca viram as bandas de rock com muito carinho. Sobre o disco "Invisível DJ", de 2007, ele avalia com ressalvas. "Eu fui convencido a fazer, mas entendo que aquele é um disco mais ou menos do Ira!"

O tempo passou e a banda volta em uma configuração que redistribui a política interna, o que pode facilitar o fluxo de operações. Com o baterista Evaristo Pádua e o baixista Johnny Boy, como diz Nasi, a sonoridade dos registros da banda é respeitada ao mesmo tempo que as decisões não precisam mais passar pelas desgastantes votações dos quatro integrantes originais. "Não que Johnny e Evaristo não sejam importantes, claro que são, mas quero dizer que a tocha está nas nossas mãos."

Aos fãs que perguntarem até onde pode durar o novo armistício entre Nasi e Edgard, ou Nasi e seu próprio irmão que também trabalha a seu lado, Junior, Nasi diz: "Olha, sendo bem sincero, nós do grupo sabemos que um dia podemos decidir uma parada, mas isso não será mais da forma como foi, com brigas. Podemos hoje fazer isso com tranquilidade."

O Ira!, assim como o próprio rock and rol, surge de um universo majoritariamente masculino, muitas vezes machista. Assim, vira um outro marco do disco a canção Mulheres à Frente da Tropa, composta e cantada por Edgard Scandurra. "Achei ótimo quando ele pediu para cantar essa, sempre tivemos algo no disco em que ele canta", diz o vocalista. A canção tem algumas das ideias de arranjos mais belas do álbum, aquelas que o grupo costuma acertar quando sai do formato de front do rock e parte para cordas e outras sensibilidades. Scandurra lembra que sua trajetória está cercada de trabalhos com mulheres, desde sua passagem pelo grupo As Mercenárias, em 1983, até produções e participações em trabalhos de cantoras, além das parcerias que fez para criar as novas canções, como as duas com Silvia Tape (Respostas e Você Me Toca) e uma com Virginie Boutaud (Efeito Dominó).

Mas reconhece também que era preciso marcar território, posicionando-se em uma causa dos novos tempos. "Era importante para o Ira! entrar nesse terreno. O rock carrega muito esse estigma do sexo-drogas-rock and roll, existem as lendas das groupies (as mulheres que seguiam as bandas oferecendo-se aos roqueiros), as tietes, um olhar sempre de exploração das fãs, aquele olhar de cima para baixo." Sua canção, com cordas de violão dedilhadas em acordes abertos, cria um clima reconfortante para versos implacáveis: "Ouçam os gritos das ruas / peito à mostra, vozes agudas / ouçam as bombas que caem no solo / tremem os corpos das crianças de colo / mulheres à frente da tropa... / Jovens mulheres, adolescentes / lutam por todos até os descrentes / imóveis ficamos sem reação / somente nos restam os calos nas mãos / mulheres à frente da tropa." Há um coro de mulheres, entre elas a cantora Virginie Boutaud, da banda Metrô, e um belo clipe gravado nas dependências da Ocupação 9 de Julho, dirigido por Luciana Sérvulo, que conta uma história a partir do sonho de uma senhora que cochila em sua poltrona.

Manter a sonoridade do Ira! relevante em 2020 foi também, na fala dos integrantes, uma conquista do produtor Apollo 9, um conhecedor de anos da sonoridade sem grandes concessões da banda O que se ouve é um álbum de solos de guitarra elásticos, sem as métricas de tempos milimetrados de outros discos, e com canções com muitas possibilidades de aberturas para serem destrinchadas em shows ao vivo, assim que for possível fazê-los. "O conceito de guitarra nesse disco acabou se tornando algo superforte, o que nem sempre aconteceu em outros álbuns", diz Scandurra. "A gente às vezes se preocupa com as canções, os arranjos, a estética, e quando vê, a guitarra está escondida lá atrás, pequena na composição."

A crítica muitas vezes chamou a atenção para uma certa adolescência nas letras de Edgard em outros discos, o compositor de quase tudo no grupo. Os anos precisavam passar para que pudesse contar aquilo que se viveu, ou o que não viveu, assim que chegasse vivo a 2020.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Lea Michele é acusada de transfobia por atriz, após ser apontada por ato racista

Lea Michele é acusada de transfobia por atriz, após ser apontada por ato racista

A atriz Lea Michele, 33, famosa pelo seriado "Glee" (Fox, 2009-2015), voltou a ser acusada de intolerância e preconceito por colegas de profissão. Agora, foi a modelo e atriz trans Plastic Martyr, que afirmou nas redes sociais ter passado por uma "experiência transfóbica" com ela ao encontrá-la em uma premiação.

Plastic Martyr contou ter conhecido Lea Michele durante uma premiação do Emmy, há alguns anos, quando ainda estava no seu processo de transição. Na ocasião, segundo seu relato, ela encontrou a atriz de "Glee" no banheiro, que questionou: "Você percebeu que está no banheiro feminino?".

A atriz, que classificou Lea Michele como uma pessoa muito desagradável, diz que estava se sentindo "tão bonita naquele dia, mas saiu daquele banheiro se sentindo muito envergonhada".

O relato de Plastic Martyr acontece apenas alguns dias depois de a atriz Samantha Ware, 28, que também fez "Glee", acusar Lea Michele de racismo. Na ocasião, ela comentou um post em que Lea apoiando o movimento #BlackLivesMatter (vidas negras importam), após o assassinato de George Loyd nos Estados Unidos.

"Lembra quando você fez do meu primeiro show de televisão um inferno? Porque eu nunca esquecerei", escreveu Samantha. "Acredito que você tenha dito a todos que, se tivesse a oportunidade, 'cagaria na minha peruca', entre outras microagressões traumáticas que me fizeram questionar uma carreira em Hollywood", completo.

Outros membros do elenco, incluindo Alex Newell, Amber Riley e Dabier Snell, também reagiram às acusações, mostrando apoio a Ware e lançando mais dúvidas sobre Michele Lea. "Garota, você não deixava eu sentar na mesma mesa com os outros atores porque "eu não pertencia". Vai se ferrar", escreveu Snell.

Lea Michele se manifestou, nesta quarta-feira (3) sobre as acusações de racismo em suas redes sociais. "Peço desculpas por meu comportamento ou por qualquer dor que eu tenha causado. Todos nós podemos crescer e mudar e eu definitivamente tenho usado os últimos meses para refletir sobre minhas falhas."

A atriz afirmou que não se lembra de ter feito os comentários apontadas pelos colegas, mas destaca que esse não é o ponto importante: "O que importa é que eu claramente agi de uma maneira que machucou outra pessoa", afirmou ela, que terminou falando que quer ser um bom exemplo para o filho que espera.

Casada desde março do ano passado com o empresário Zandy Reich, Lea Michele anunciou a gravidez de seu primeiro filho há pouco mais de um mês.

Inquérito sobre suposto estupro cometido por Felipe Prior está na reta final

Inquérito sobre suposto estupro cometido por Felipe Prior está na reta final

Responsável pelo inquérito que investiga acusações de estupro e tentativa de estupro de três mulheres contra o arquiteto Felipe Prior, 27, a delegada Maria Valéria Pereira Novaes afirma que as apurações estão na reta final. Ela explica que o caso ficou moroso devido à pandemia do novo coronavírus e à antecipação dos feriados em São Paulo.

"Tivemos que parar (a apuração), porque as pessoas não podem vir à delegacia. Acredito que -por mais vontade que eu tenha de terminar esse inquérito - nós ainda vamos demorar um pouquinho. Não estamos procrastinando, mas pelo fato de termos que ouvir as testemunhas do suposto autor, vamos nos adequar à possibilidade de eles virem, já que alguns são de São Paulo, mas outros não", diz Novaes. "No máximo, até o meio de junho já tenha ouvido a todos e siga para o Ministério Público."

O caso de abuso sexual envolvendo o ex-BBB Felipe Prior completa dois meses nesta semana. Os crimes teriam acontecido entre 2014 e 2018, e foram revelados pela revista "Marie Claire" e confirmados pela reportagem. Por meio dos seus advogados e por seu Instagram, Prior negou as acusações.

O inquérito foi instaurado pelo Ministério Público na 1ª Delegacia da Defesa da Mulher no Cambuci, região central de São Paulo, na primeira semana de abril. Desde então, a polícia judiciária investiga o caso. Todas as três vítimas que acusaram Prior inicialmente, além das testemunhas das vítimas foram ouvidas. Das sete testemunhas de defesa do arquiteto, apenas três foram depor.

A delegada Maria Valéria Pereira Novaes é a única pessoa à frente do caso, e que media os depoimentos dos envolvidos e de suas respectivas testemunhas. Todas as oitivas também são acompanhadas por duas promotoras e uma escrivã.

Concluído o inquérito, ele é encaminhado para o Ministério Público, e o juiz designado pode acatar ou não a denúncia, o que segundo Novaes, deve acontecer de maneira mais célere. "A hora em que eu terminar o relatório -que eu acredito ser antes de julho -, já em julho, ou agosto, eu acho que haverá uma decisão do Ministério Público. Acho que isso tem que ser resolvido o quanto antes, porque as pessoas sofrem. As vítimas, o acusado e as famílias dos dois lados", diz.

"O inquérito serve justamente para isso: investigar os fatos e fazer o levantamento de provas, com todas as testemunhas. É um caso delicado, então precisa ser uma coisa cuidadosa, porque é um crime muito grave e existem pessoas envolvidas -tanto da parte das supostas vítimas, quanto do suposto autor. Temos que fazer um trabalho minucioso para que não haja dúvidas no inquérito", acrescenta.

"Diz respeito à vida de uma pessoa, e à possibilidade de ela ser presa. Em caso de violência real, mesmo passado tanto tempo, ele pode ser condenado. Nós temos que ter certeza absoluta, seguir uma linha de muita legalidade, sem levar para o lado emocional. Mas as testemunhas estão nos dando os subsídios que precisamos", completa.

No meio do percurso da investigação, uma nova suposta vítima apareceu acusando Prior de estupro. Apesar de não ter sido ouvida -a vítima mora fora no Brasil-, sua alegação foi anexada ao inquérito para conhecimento da Justiça. Assim como as outras três vítimas, que tem os nomes protegidos por lei e não podem ser revelados. "Se eles tiverem interesse em intimar essa pessoa, que ela venha ao Brasil ou algo assim, cabe à Justiça. Para mim, são três vítimas apenas", diz Novaes.

Entenda o caso
O arquiteto e ex-BBB Felipe Prior é acusado de estupro e tentativa de estupro por três mulheres. Os crimes teriam acontecido entre 2014 e 2018 e foram noticiados pela revista Marie Claire. Os relatos dos supostos crimes foram confirmados à reportagem pela advogada Juliana de Almeida Valente, que representa as vítimas.

Prior negou as acusações. Ele disse ser inocente e afirmou que jamais cometeu violência sexual. "Estou muito chateado mesmo. Desconheço os fatos apresentados, nunca cometi nenhuma violência sexual contra ninguém. Sou inocente. O que me deixa mais chateado é saber que depois que eu entrei na casa [BBB 20] as pessoas apresentaram uma denúncia pesada contra mim"

Segundo a advogada Juliana, os três crimes teriam acontecido após festas dos jogos universitários InterFAU, que são realizados anualmente e reúnem alunos de várias faculdades de arquitetura de urbanismo do Estado de São Paulo. As três mulheres não teriam registrado boletim de ocorrência na ocasião por vergonha e medo.

Uma das vítimas afirma, segundo a advogada, que estava com uma amiga, em uma festa de comemoração dos jogos universitários na cidade de São Paulo, quando pegou carona com Prior. Ela conta que, depois de deixarem a amiga em casa, ele teria encostado o carro em uma rua escura e teria ido para cima dela, que estava embriagada.

Prior teria puxado a jovem para o banco de trás e teria forçado a relação sexual de forma violenta e incisiva, apesar de ela dizer não. A violência teria provocado um ferimento na região vaginal da vítima, o que teria levado a um grande sangramento. Ele então teria parado e se oferecido para levá-la ao hospital, o que ela teria recusado.

A jovem teria ido posteriormente ao pronto-socorro, onde teria sido questionada sobre um possível abuso sexual, mas ela teria se recusado a falar sobre o ocorrido por vergonha. Segundo a advogada, ela ficou uma semana de cama e posteriormente teve abalo emocional, crise de pânico e dificuldade em relacionamentos.

Outro caso teria ocorrido na cidade de Biritiba Mirim, interior paulista, durante o InterFAU 2016. Segundo a "Marie Clare", ela acompanhou Prior até sua barraca de camping, mas teria desistido da relação sexual por não ter camisinha. Ele então teria tentado força-la e impedi-la de deixar o local, mas ela teria conseguido se desvencilhar.

Valente afirmou que a vítima resolveu procurá-la apenas depois do início do "Big Brother Brasil 20", após um tuíte apontar casos de assédio e abuso relacionados a Prior. O post acabou sendo apagado pela autora, mas a partir daí a jovem encontrou as outras duas vítimas.

O caso mais recente teria acontecido em 2018, também no InterFAU, em Itapetininga. Ainda de acordo com a revista, ela também teria aceitado ir até à barraca de camping do arquiteto e teria tido relações sexuais com ele, mas em certa altura ele teria passado a ser agressivo e ela falou que não queria mais, mas ele não teria parado.

O InterFAU afirmou, em nota, que Prior não poderia ingressar e tampouco participar das atividades do evento desde outubro de 2018, justamente por causa de denúncias envolvendo-o em casos de assédio "além de uma acusação de crime sexual durante o InterFAU de 2018".

A advogada das três vítimas encaminhou uma notícia-crime à Justiça. Segundo ela, o caso poderá dar origem a um ou mais inquéritos, a depender da decisão do Ministério Público. A partir daí, as denúncias serão apuradas e poderão levar Prior à julgamento. Ela disse ainda que recebeu notícias de que existiriam mais relatos de vítimas, apesar de nenhum caso ter chegado diretamente a ela. Um pedido de medida protetiva chegou a ser feito, mas foi negado pela juíza Patrícia Álvares Cruz, do Foro Criminal da Barra Funda em São Paulo.

Apresentadora da Globonews relembra episódio de racismo que sofreu na Record

Apresentadora da Globonews relembra episódio de racismo que sofreu na Record

A apresentadora do Jornal da Globo News Edição das 10h, Aline Midlej, narrou ao vivo, na noite desta quarta-feira (3), um episódio em que foi vítima de racismo por parte de um ex-chefe quando trabalhava na Record.

Sem citar a emissora, ela contou que era produtora no departamento de jornalismo e que, para ganhar uma oportunidade na frente das câmeras, foi dito a ela que mudasse seu penteado, porque seus cabelos não seriam bem recebidos pelo público. Ela encarou a prerrogativa como um ato racista. 

 "Eu tinha 22 anos. Meu chefe dessa emissora me disse: 'Aline, eu só acho que a gente precisa mudar algumas coisinhas'. Eu falei: 'Em que sentido?'. Ele falou: 'Algumas coisinhas. Você é bonita, você tem presença, sua voz é boa, mas sabe o cabelo? Acho que não vai ser bem assimilado, acho melhor'", comentou ela. 

Ela conta que, na época, recusou a oferta. ”Eu falei: 'Então não é aqui que eu vou começar'. E depois eu acabei começando num outro lugar. E a vida dá voltas, né? Depois de poucos anos eu fui chamada pra voltar pra essa emissora e não voltei", contou.

Em 2010, Aline foi trabalhar na Band, sendo promovida a apresentadora em seguida. Em 2016, foi contratada pela GloboNews.

 

Ex de Hulk alfineta e fala da lei do retorno, e ele responde nas redes sociais

Ex de Hulk alfineta e fala da lei do retorno, e ele responde nas redes sociais

A influenciadora Iran Ângelo de Souza usou suas redes sociais nesta quarta-feira (3) para falar sobre a "lei do retorno", o que foi interpretado por alguns seguidores como uma alfinetada no ex-marido, o jogador de futebol Hulk Paraíba, 33, que hoje está namorando a sobrinha dela.

"A lei do retorno anda bem devagarinho, mas pode apostar... Ela chega sem avisar e faz o mundo girar", postou ela em seu Instagram. Apesar de não citar Hulk, ele também publicou a respeito em suas redes sociais, logo em seguida. "Muitos falam da lei do retorno...", intitulou ele.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A implacável lei do retorno!!!Um abençoado dia para todos🙏🏻❤️🙏🏻#blackouttuesday 🖤🖤🖤

Uma publicação compartilhada por Iran Angelo 🙏🏻❤️😘😍 (@iran_angelo) em

"Só Deus sabe o quanto que eu sofri para chegar até aqui. Fome, humilhação, tinha que acordar as 5h para ir na feira buscar R$ 1 com o pai para comprar pão para eu, minha mãe e minhas irmãs tomarmos café para irmos a escola. Apanhei muito na vida, mas venci! Hoje deito na cama e consigo dormir leve", disse ele.

Hulk continuou dizendo que não precisa de "noitada, mulheres, bebidas, vida de mentiras. Hoje sim eu vivo de verdade!".

O jogador, que ficou casado com Iran por 12 anos e com quem teve três filhos, terminou o casamento no fim de 2019 e pouco depois anunciou que estava namorando a sobrinha dela, Camila, 31. Após meses de disputa, o casal fechou um acordo com a divisão igualitária dos bens adquiridos por ele durante a união.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Blessed and protected dinner, by GOD. 💍🙏🏽❤️⭐️

Uma publicação compartilhada por Givanildo V. De Sousa- Hulk (@hulkparaiba) em

Desde o anúncio do novo namoro, Hulk foi alvo de boatos de que teria se casado com Camila e de que ela estaria grávida, coisas que ele desmentiu nos últimos meses. Ele também ameaçou processar jornalistas e se defendeu de comentários, como o de Mara Maravilha no programa "Fofocalizando" (SBT).

"Mara Maravilha que de maravilha não tem nada. Não tenho religião, mas aprendi a respeitar todas. Se formos falar do seu passado, é aquele ditado: 'Meu passado me condena'. Quando você for abrir a boca, fale a verdade, não fale para aparecer, porque você tentou de todas as formas aparecer, usou de religião para aparecer e não conseguiu", chegou a afirmar.

 

Cantora gospel Fabiana Anastácio morre após luta contra o coronavírus

Cantora gospel Fabiana Anastácio morre após luta contra o coronavírus

A cantora gospel Fabiana Anastácio, 45 anos, intérprete de hits pentecostais como “Sou Eu” e “Adorarei”, perdeu a luta contra a Covid-19 e morreu nesta quarta-feira (3). Ela, que era hipertensa e diabética, estava internada há alguns dias em um hospital em São Paulo. Um boletim, divulgado nos canais oficiais da artista e da gravadora Todah Music informava que ela apresentava dificuldades na respiração e que a recuperação estava lenta por conta de seu peso.

O marido da cantora, o pastor Rubens Nascimento, também apresentou sintomas, mas foi liberado do hospital para repousar em casa. Ele chegou a convocar uma campanha de oração e jejum em benefício da esposa.

O comunicado do falecimento foi feito na manhã desta quinta-feira (4) pelo irmão da cantora, Felipe Anastácio, nas redes sociais: “Deus decidiu levar, nossa irmã e segunda mãe (Fabiana Anastácio Nascimento) para seus braços”, escreveu Felipe.

Fabiana teve uma carreira longa no meio gospel, mas ganhou notoriedade quando um de seus vídeos, cantando em um congresso, viralizou nas redes sociais. Nele, ela interpreta a canção ‘Pai Eu Confiarei’, de Bruna Karla. A cantora chegou a realizar duas lives durante o período de isolamento social por conta do coronavírus. A última delas aconteceu há duas semanas.

Fabiana deixa o marido e três filhos.

Relembre um dos sucessos da cantora, a música "Eu Adorarei", que tem quase 78 milhões de visualizações no YouTube.

José de Abreu anuncia saída da Globo após 40 anos na emissora

José de Abreu anuncia saída da Globo após 40 anos na emissora

Após cerca de 40 anos na Globo, o ator José de Abreu, 74, anunciou que vai deixar de fazer parte do elenco fixo da emissora a partir do próximo dia 30 de junho. Ele fez a revelação em live realizada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais, na noite desta quarta-feira (3).

Segundo Abreu, há dois meses ele vinha negociando a sua saída. "Eu acabei de fechar um destrato com a Globo de uma maneira extremamente boa para os dois lados. Tive uma boa conversa com (o diretor artístico Carlos Henrique) Schroder na semana passada. Vou me desligar no dia 30", afirmou.

O último trabalho do ator na emissora foi em 2019, quando interpretou o empresário milionário Otávio, da novela "A Dona do Pedaço". Abreu disse que pode continuar atuando em novelas e séries da Globo, mas contratado por obra certa. "Essa é uma nova maneira da Globo se relacionar com os seus artistas", afirmou.

Ele revelou também o seu desejo de tentar a carreira internacional. Atualmente, Abreu está vivendo com a noiva, Carol Junger, 22, na Nova Zelândia. " "Agora vou tentar carreira internacional. Vou me renovar. Estou aqui (na Nova Zelândia) melhorando o meu inglês."

Na conversa com o Lula, ele ainda reclamou da cotação do dólar. "Também estava muito difícil sobreviver com o salário em real fora do Brasil. Quando eu saí do Brasil, pela primeira vez, em 2014, o dólar estava em R$ 2,22. Quer dizer, eu precisava de R$ 2,22 para comprar US$ 1. Hoje, eu preciso de R$ 6. Ou seja, a conta não ia fechar nunca."

Globo News Em Pauta tem edição histórica e emocionante só com jornalistas negros

Globo News Em Pauta tem edição histórica e emocionante só com jornalistas negros

Em meio a uma onda de protestos ao redor do mundo após a morte do negro George Floyd, nos Estados Unidos, o programa Em Pauta, da Globo News, foi apresentado na noite desta quarta-feira somente por jornalistas negros da emissora tendo como pauta o racismo.

Dividindo a tela do principal canal fechado de notícias do país, Heraldo Pereira apresentou a edição que incluiu as comentaristas Aline Midlej, Flávia Oliveira, Zileide Silva, Maju Coutinho e Lilian Ribeiro.

Na edição histórica contra o racismo, os jornalistas comentaram o momento político e compartilharam o drama de quem vive de perto a desigualdade racial no Brasil.

Em um dos momentos mais emocionantes, Lilian Ribeiro contou aos telespectadores que enquanto cursava a faculdade seu pai tinha apenas uma calça jeans para ir trabalhar, mas não tinha como comprar outra porque tinha que arcar com os custos dos estudos dela. Para secar a roupa entre uma lavagem e outra, ele era forçado a colocá-la atrás da geladeira para secar.

Zileide Silva e Aline Midlej, ambas filhas de mestres de obras, compartilharam as dificuldades para conseguirem romper as barreiras da desigualdade racial.

Midlej contou um episódio de racismo que ocorreu logo que deixou a produção e passou para a frente das telas e o chefe lhe disse: "Aline, eu só acho que a gente precisa mudar umas coisinhas. Sabe, você é bonita, você tem presença, sua voz é boa, mas sabe o cabelo eu acho que não vai ser bem assimilado". Ela contou então que rejeitou a mudança e disse que não seria naquela emissora que começaria como apresentadora e depois rejeitou um convite para voltar á emissora. 

As histórias levaram o apresentador Heraldo Pereira às lágrimas no penúltimo bloco. E o apresentador encerrou o programa com o punho cerrado erguido, gesto símbolo do movimento negro. Antes disso, ele agradeceu a um usuário do Twitter, que levantou a bola de a Globo News não ter comentaristas negros no jornal em que a pauta principal era o racismo.