
Aproveitando o jogo da Copa do Brasil, nesta quarta-feira (13), contra o São Raimundo, em Roraima, pela primeira fase da Copa do Brasil, o América fez uma parceria para ajudar refugiados venezuelanos. Em união com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o Coelho doou materiais esportivos para uma escola de futebol no centro de Boa Vista.
Foram cerca de 150 peças de uniforme do alviverde, entre camisas, shorts e meiões. A Federação Mineira de Futebol (FMF) cedeu cinco bolas oficiais de campo. O projeto esportivo é mantido por Madrid, um venezuelano de 41 anos que mora o Brasil há mais tempo. Ex-atleta, ele já trabalhou como treinador juvenil de clubes e da seleção venezuelana.
Agora, ele tenta ajudar os conterrâneos que chegam em busca de uma vida melhor em solo brasileiro. Madrid treina cerca de 100 jovens, entre crianças e adolescentes brasileiros e da Venezuela, relação que ajuda na adaptação e aceitação dos refugiados. Os jovens venezuelanos são dos abrigos São Vicente, Rodoviária e Rondon 1 e 3, enquanto os brasileiros vêm de outras regiões da cidade. Os treinos, divididos em faixa etária, ocorrem três vezes por semana.
“Quando cheguei ao Brasil, me perguntaram o que vim fazer aqui e eu respondi: 'dedicar os anos de vida que me restam a ensinar o futebol'. Se há algum país que marcou minha vida, é o Brasil. É um prazer trabalhar pela sociedade e ter ao meu lado essas crianças. Esse projeto busca apenas o desenvolvimento dessas crianças e, quem sabe, no futuro, saia um jogador profissional daqui. Talvez, até mesmo, para o América”, comenta Madrid.
A capital Boa Vista vem recebendo milhares de refugiados da Venezuela, que deixaram o seu país para buscar melhores condições de vida.
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