Daniel Ottoni
@dottoni
26/10/20
14h54

Olhando para o todo

Projeto 'Apoiador do Vôlei' quer deixar egos de lado pra fortalecer a modalidade

Ideia da ação é que atletas publiquem em suas redes sociais brindes fornecidos pelos adversários para reforçar presença de empresas que investem no esporte

Brindes seriam trocados antes dos jogos ou deixados nos vestiários das equipes — Foto: Agência I7
Daniel Ottoni | @dottoni
26/10/20 - 14h54

Olhando para o fortalecimento do vôlei e sabendo como iniciativas que começam pequenas podem crescer e fazer a diferença, Rodrigo Canhoto, gestor do Itapetininga (SP) tenta colocar em prática o projeto 'Apoiador do Vôlei'. A ideia já foi abraçada pela Comissão dos Atletas, que tem Amanda, ponta do Sesc Flamengo (RJ) e Rapha, levantador do EMS Taubaté Funvic (SP) como cabeças, para se tornar mais abrangente. 

O projeto sugere que jogadores de todos os times da Superliga postem, nas suas redes sociais, brindes que podem receber dos clubes adversários antes e depois das partidas da Superliga. A marcação das empresas nas postagens divulgaria o trabalho de apoiadores do vôlei para um leque grande de pessoas, mostrando quem está ao lado da modalidade. 

O caminho já começou a ser trilhado, mas ainda precisa superar algumas barreiras. "A vaidade de alguns clubes pode atrapalhar. Isso precisa ser deixado de lado. Apesar de ser gestor do Itapê, quero o Campinas e o Guarullhos cada vez mais fortes, com orçamentos maiores. Estou pensando no todo, sei como essa ação pode agregar valor e fazer um patrocinador ver sua marca fortalecida", comenta Canhoto. 

Caso a divulgação da empresa entre em conflito com patrocinador do clube do atleta ou algum apoiador pessoal do jogador, ele ficaria livre para não publicar. Por meio de um grupo, Canhoto enviou o projeto para todos os clubes da Superliga, ainda sem obter retorno. O envolvimento dos times é fundamental para traçar uma estratégia com seus patrocinadores, que também precisariam aderir à ideia.

"As redes sociais são uma das únicas formas que os atletas têm para ganhar voz. Eles podem ajudar bastante e precisamos olhar para os dois lados, dos times e do esporte de uma forma geral", pontua o gestor. 

Esportivamente

Esportivamente

Daniel Ottoni é repórter de esportes especializados do jornal O Tempo, do portal Super.FC e da rádio Super. Com experiência de cobertura em Copa do Mundo, Olimpíada e Mundiais de vôlei, tem uma predileção por bastidores e lado B. Por aqui, espaço para os esportes que têm uma religião chamada futebol como concorrente em muitos momentos.

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