Serginho do Vôlei
@otempo
19/01/21
03h00

Serginho do Vôlei

Vôlei de praia em Minas Gerais tem profissionais muito competentes

Estado tem vários trabalhos estruturados, mas ainda falta investimento

Serginho do Vôlei | @otempo
19/01/21 - 03h00

Hoje vamos falar de vôlei de praia na terra do pão de queijo, que não tem mar, mas tem areia e conta com profissionais competentes nessa curta e promissora trajetória. Durante a minha pesquisa sobre o tema, me deparei com os nomes de inúmeros profissionais que deram vida ao vôlei de praia no Estado e gostaria que todos se sentissem representados nessa coluna. A largada foi dada em 2013. Betim abriu as portas para o esporte que nunca foi o forte do nosso Estado. Giuliano Sucupira encabeçou o trabalho de formiguinha e tem colhido os frutos. Atualmente, é o técnico das seleções brasileiras sub-19 e sub-21. A frase do treinador deve ser aplicada aos projetos do Mackenzie, com o Clube Palmeiras, em Belo Horizonte, do tradicional Olympico Clube e do Centro de Treinamento Uai, entre outros: “Hoje temos trabalhos estruturados, mas ainda falta investimento.”

Falta de investimento no esporte especializado não é novidade, convenhamos. Fato é que o nosso Estado vem evoluindo gradativamente independentemente da falta de recursos. O grande público geralmente valoriza mais os atletas que estão disputando mundiais e olimpíadas. Entretanto, devo ressaltar a importância dos atletas que não atingem esse patamar, mas que fazem diferença na construção da modalidade. Érica Freitas, atleta de Pará de Minas, atua no circuito nacional, está sempre bem ranqueada e é um grande exemplo de atleta “operário”. No masculino, Zé Ricardo e Hamilton sāo referências e, quando me arriscava na areia, nas categorias de base, “apanhei” e aprendi com essa dupla. Eles e muitos outros têm um valor imensurável e pouco valorizado. 

O presente tem nome e o caso de sucesso mais recente é o da atleta Ana Patrícia Ramos, que estará em Tóquio na próxima Olimpíada. Aos 23 anos,  tem passagem por Betim entre 2013 e 2015. Foi campeã dos Jogos Olímpicos da Juventude em 2014, um currículo considerável pela pouca idade. Posso citar a atleta Rúpia, também de Betim, como uma atleta promissora. Ela despontou nas categorias de base do Minas, jogou e estudou nos Estados Unidos, rodou o mundo profissionalmente e desembarcou em Betim. Hoje, ela está bem ranqueada, em franca evolução. Ponto para o time que tem trabalhado incansavelmente, inclusive aos sábados e domingos. Frase batida e clichê resume bem o momento: sucesso só vem antes do trabalho no dicionário. 

A Federação Mineira de Vôlei vem apoiando e crescendo junto com a modalidade. Por outro lado, a cada dia que passa, entendemos mais sobre a gestão na Confederação Brasileira de Vôlei devido ao racha, a divergência na linha de raciocínio e acusações sérias sobre a atuação do mesmo grupo desde 1975. Uma novela de 45 anos que começou a ser contada recentemente e prejudicou o esporte como um todo e ainda terá muitos capítulos pela frente. 

Ao vôlei de praia mineiro, seus protagonistas e operários, minha sincera admiração e torcida por mais sucesso!

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