ANTÔNIO ANDERSON
@super_fc
17/09/13
15h53

NA JUSTIÇA

Aparecidense promete recorrer ao Pleno do STJD até a próxima quinta-feira

Equipe goiana foi desclassificada da Série D por conta do incidente em que o massagista do clube invadiu o campo e impediu gol certo do Tupi

Em primeira instância, STJD eliminou Aparecidense do campeonato — Foto: TUPI/DIVULGAÇÃO
ANTÔNIO ANDERSON | @super_fc
17/09/13 - 15h53

Punido em primeira instância pelo Superior Tribunal de Justiça de Desportiva (STJD) com a eliminação na Série D por causa da invasão do massagista para evitar o gol do Tupi, o Aparecidense (GO), através de seu presidente, Wilson Queiroz, confirmou nesta terça-feira em entrevista a reportagem de O TEMPO/SUPER FC que vai recorrer ao Pleno da entidade para tentar continuar na competição.

O clube goiano argumenta que a desclassificação da denúncia no artigo 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (atuar de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente) para o artigo 205 (impedir o prosseguimento da partida, prova ou equivalente que estiver disputando, por insuficiência numérica intencional de seus atletas ou por qualquer outra forma) prejudicou a defesa do clube.

“Não houve interrupção da partida. Também não fomos notificados desta desclassificação para o artigo 205 e não tivemos como preparar a nossa defesa”, afirmou Wilson Queiroz, que acredita na agilidade do pleno do STJD para julgar o recurso do Aparecidense. “Até mesmo porque, existe uma vontade de evitar que a Série D seja paralisada. A situação seria muito ruim para o futebol brasileiro, principalmente por causa das datas para as partidas”, ressaltou o dirigente do clube goiano.

Por 3 votos a 1, na noite da última segunda-feira, os auditores do STJD decidiram retirar os pontos da Aparecidense no polêmico jogo em que o massagista Romildo Fonseca da Silva, o Esquerdinha, entrou em campo e evitou o gol da vitória do Tupi. O massagista foi punido com 24 partidas e multa de R$ 500. Além da eliminação em primeira instância, a equipe goiana levou um multa de R$ 100.

“Estamos atentos aos nossos direitos e não vamos medir esforços para tentar garantir na justiça, ao menos, a marcação de outro jogo. Assim, teremos chances de tentar buscar no campo a nossa vaga”, destacou Wilson Queiroz. O dirigente da Aparecidense afirmou que iria se reunir na tarde desta terça-feira para discutir a nova estratégia de defesa do clube antes de entrar com o recurso no STJD, o que deve acontecer até quinta-feira.

“O ideal seria que a partida fosse anulada e um novo confronto remarcado”, argumentou o especialista em Direito Desportivo, Márcio Cruz. O jurista entende que a desclassificação dos artigos acabou por provocar a mudança substancial no resultado, já que as penalidades previstas nos dois artigos são distintas. “O julgamento nos remete a um verdadeiro contrassenso. A desclassificação pela qual optaram os auditores do STJD não é plausível. Embora o julgamento tenha se aproximado do que é mais justo, vai de encontro com o texto da lei”, disse Márcio Cruz.

Segundo o jurista, para se fazer justiça desta forma seria importante uma proposta de mudança do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (STJD), inclusive, prevendo novos tipos penais.”Nesse sentido, a Aparecidense tem possibilidades de reverter a decisão. Por outro lado as penas de multa aplicadas (R$ 100 ao clube e R$ 500 ao massagista), foram brandas demais, incentivando novas condutas semelhantes, o que não se espera, pelo bem do esporte”, declarou Márcio Cruz.

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