DA REDAÇÃO
@SUPER_FC
28/01/15
11h28

DESABAFO NA WEB!

Após sofrer racismo, central Fabiana pede fim ao preconceito

A jogadora do Sesi-SP foi xingada de “macaca” por um torcedor que acompanhava a partida contra o Camponesa Minas pela Superliga, nessa terça-feira (27/01)

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Fabiana foi a maior pontuadora da partida, com 19 anotações — Foto: Douglas Magno
Facebook Fabiana
A central usou as redes sociais para desabafar sobre o racismo no Brasil — Foto: Divulgação/ Facebook
DA REDAÇÃO | @SUPER_FC
28/01/15 - 11h28

A cada dia, novos episódios de racismo “invadem” o mundo do esporte. E foi a vez do vôlei brasileiro registrar um caso de intolerância racial. A central Fabiana do Sesi-SP e da seleção feminina foi alvo de xingamentos racistas durante a partida contra o Camponesa-Minas, em Belo Horizonte, nessa terça-feira (27/01). A jogadora foi ofendida por um torcedor, que acompanhava o jogo, e que a chamou de “macaca”, entre outros insultos. Nas redes sociais, Fabiana fez o seu desabafo e agradeceu ao Minas por ter retirado o torcedor do jogo.

“Vivenciar isso é difícil e duro!Vivenciar isso na minha terra, torna tudo pior! Ontem durante o jogo contra o Minas, um senhor disparava uma metralhadora de insultos racistas em minha direção. Era macaca quer banana, macaca joga banana, entre outras ofensas. Esse tipo de ignorância me atingiu especialmente, porque meus familiares estavam assistindo a partida. Ele foi prontamente retirado do ginásio pela direção do Minas Tênis Clube e encaminhado à delegacia. Agradeço a atitude do Minas, em não ser conivente com esse absurdo. Clube este, onde comecei a minha história e onde até hoje tenho pessoas queridas”, disse Fabiana no Facebook.

Natural Belo Horizonte, Fabiana, de 29 anos começou a sua carreira no Minas Tênis Clube. A mineira é uma dos destaques da seleção brasileira, e já faturou dois ouros olímpicos com a equipe nacional.

Após o jogo, a central ainda fez um apelo aos brasileiros pelo fim do preconceito no país.

“Refleti muito sobre divulgar ou não, mas penso que falar sobre o racismo ajuda a colocar em discussão o mundo em que vivemos e queremos para nossos filhos. Eu não preciso ser respeitada por ser bicampeã olímpica ou por títulos que conquistei, isso é besteira! Eu exijo respeito por ser Fabiana Marcelino Claudino, cidadã, um ser humano. A realidade me mostra que não fui a primeira e nem serei a última a sofrer atos racistas, mas jamais poderia me omitir. Não cabe mais tolerarmos preconceitos em pleno século XXI. A esse senhor, lamento profundamente que ache que as chicotadas que nossos antepassados levaram há séculos, não serviriam hoje para que nunca mais um negro se subjugue à mão pesada de qualquer outra cor de pele. Basta de ódio! Chega de intolerância!”, concluiu Fabiana.

 Na partida desta terça, a central do Sesi foi a maior pontuadora, com 19 anotações, mas a sua equipe não conseguiu superar o Minas, que venceu o jogo por 3 a 1 (25/23, 15/25, 25/19 e 25/18).

O Sesi-SP é o vice-líder da Superliga com 41 pontos. Já o Minas é o sexto, com 30. 

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