Josias Pereira / Thiago Prata
18/10/14
03h00

Atlético

Espírito de mais uma decisão 

Jogadores têm se doado ao máximo em campo para manter o time no esquema ofensivo

Fundamental. O meia argentino Dátolo vem cumprindo um papel muito importante no novo esquema tático adotado por Levir Culpi — Foto: JOAO GODINHO / O TEMPO
Josias Pereira / Thiago Prata
18/10/14 - 03h00

“Ele é louco”. A frase repetida por vários torcedores do Atlético era destinada a Levir Culpi, no momento em que todos souberam que o treinador iria armar o time alvinegro com apenas um volante de origem e cinco atletas de características ofensivas contra o Cruzeiro, no último clássico mineiro, num Mineirão lotado de aficionados celestes. Só que a fórmula considerada suicida rendeu ao Galo vitórias emocionantes naquela e em outras ocasiões – ante São Paulo e Corinthians – e mostrou à Massa aquilo que ela quer ver sempre: uma equipe aguerrida e que disputa cada jogo como se fosse uma decisão.

E é exatamente esse empenho e essa mentalidade que a torcida anseia assistir novamente neste sábado, às 21h, contra a Chapecoense, no Independência, pela 29ª rodada do Brasileiro, a fim de manter o embalo na temporada e encostar no líder, Cruzeiro, que tem 56 pontos, nove a mais que o quarto colocado, o Atlético.

Muito dessa postura que o Galo tem atualmente se deve a Levir Culpi, responsável por criar mais do que um esquema tático para o time. Com sua personalidade e competência, o comandante devolveu ao time a raça, a gana e a vontade que estavam desaparecidas no primeiro semestre, por meio da montagem do sistema de jogo.

Em outras palavras, o fato de a equipe entrar em campo com um volante obriga todos os atletas a se sacrificarem para ajudar na marcação. Consequentemente, cada um deles se doa muito mais a fim de roubar uma bola ou para diminuir os espaços do adversário. Em termos ofensivos, com cinco atletas peritos em atacar, a agressividade também se torna maior.

“Cada técnico procura extrair o que tem de melhor no elenco. A partir da qualidade do elenco, se constrói a parte tática. Tem que ser ofensivo e saber defender também. É possível fazer um time ofensivo e se defender. E vice-versa”, disse Levir.

O meia Dátolo, que vem atuando praticamente como segundo volante, aumentou o poder de marcação e segue colaborando com assistências. “Essa formação é boa quando o atacante também defende. Se nós temos a mesma missão de atacar, nós temos que ter a mesma humildade para defender. Para esse esquema dar certo, isso precisa ser muito bem-feito. Hoje o futebol moderno é assim”, afirmou o hermano.

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