Daniel Ottoni
Enviado especial a Częstochowa (POL) *
02/12/18
06h25

Privilégio

Brasileiro do Resovia aproveita reta final de carreira no Mundial

Levantador Rafael Redwitz saiu cedo do país de origem para fazer sua história no vôlei no Velho Continente

Com 38 anos, Rafael está em sua segunda passagem pelo time polonês que é um dos anfitriões do Mundial — Foto: Piotr Gibowicz Asseco Resovia Rzeszów
Daniel Ottoni | Enviado especial a Częstochowa (POL) *
02/12/18 - 06h25

Brasileiros estão em toda parte do mundo, e no Mundial de clubes de vôlei masculino, que termina neste domingo (2) na Polônia, seria provável que representantes do país não estivessem somente no time do Sada Cruzeiro.

O primeiro adversário dos azuis na competição, o Resovia-POL, conta com um jogador nascido em Curitiba (PR), mas que se formou como pessoa e profissional, bem longe da capital paranaense. Os poloneses foram bem ao eliminar os celestes para chegar na fase final. Depois de derrota na semis para o Lube Civitanova (ITA), o Resovia encara o Fakel, da Rússia, na disputa da medalha de bronze. 

Com sobrenome alemão, que faz muita gente nem desconfiar da sua origem, Rafael Ledwitz tem nacionalidade francesa e atua na Europa há quase 20 anos. "Eu defendia o Petrópolis (RJ) na Superliga B, quando apareceu a chance de jogar os play-offs da segunda divisão espanhola. Fomos bem e o presidente montou um time de brasileiros jovens, que não tinham muita chance no Brasil. Chegamos a participar de competições europeias e, em uma delas, na França, recebi convite para jogar por lá. Foram muitos anos ali, antes de atuar em outros países como Itália, Polônia e Rússia. Agora estou aproveitando meus últimos anos como profissional", conta o jogador, em sua segunda passagem pelo Resovia. 

Entre os momentos especiais da carreira de Rafael, estar agora no Mundial é um deles. "Também lembro com carinho quando joguei pela França, contra o Brasil, em um jogo da Liga Mundial. Cheguei a defender a seleção brasileira em 2007, em Manaus, em uma Copa América. Tenho os dois países no meu coração, são as nações que tenho familiares próximos", afirma. 

Conhecidos pelo caminho

Com tantos anos 'nas costas', Rafael tem no Mundial uma oportunidade para reencontros. Um deles é com Marcelo Mendez, técnico do Sada Cruzeiro. "Atuei ao lado do filho dele, o Nico, nos dois últimos anos, na França. O Marcelo ia lá visitá-lo e a gente se encontrava vez ou outra", lembra. Quem é um novo adversário da PlusLiga, o campeonato polonês, é o técnico brasileiro Marcelo Fronckowiak, que comanda o Cuprum Lubin. 

"A gente teve bons embates quando estávamos na França, jogos pegados de semifinais e finais. São treinadores que tenho grande respeito e admiração, que foram recompensados por toda a dedicação que tiveram pelo vôlei. Eles são talentosos, claro, mas tudo que conquistaram foi fruto de muitos anos de trabalho. Não é nada fácil estar longe da família, é preciso abrir mão de muita coisa", pontua. 

* O repórter viajou a convite da organização

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