Daniel Ottoni
@superfcoficial
09/11/19
07h00

Representando

Minas Gerais terá tripla força para ir longe na Superliga masculina

Sada Cruzeiro, Fiat Minas e América estarão na maior competição do país, que começa hoje com três jogos

bloqueio sada cruzeiro x lavras
Cruzeiro conta com seis novidades para a temporada 2019/2020 — Foto: Flávio Tavares
pablo ponta america volei
Ponta Pablo é um dos seis jogadores do América que foram cedidos pelo Sada Cruzeiro — Foto: Uarlen Valério
minas volei masculino comemora ponto
Último título do Minas na Superliga veio em 2002 — Foto: Orlando Bento
sada cruzeiro comemora ponta temporada 2019/2020
Sada Cruzeiro soma seis títulos da Superliga no currículo — Foto: Flávio Tavares
Daniel Ottoni | @superfcoficial
09/11/19 - 07h00

A Superliga masculina de vôlei, maior torneio do país na modalidade, começa neste sábado para as 12 equipes participantes. Destas, três representarão Minas Gerais com objetivos diferentes, pelo menos em um primeiro momento. O Sada Cruzeiro, cinco vezes campeão, chega como favorito ao título para recuperar a taça que ficou pelo caminho na última temporada.

O time do técnico Marcelo Mendez tem um dos maiores investimentos ao lado de Sesi (SP), Sesc (RJ) e EMS Taubaté Funvic (SP). No primeiro jogo, duelo fora de casa diante do Pacaembu Vôlei Ribeirão (SP), às 19h30, com transmissão do Sportv, encontro que sucede a final da Supercopa, na última quinta-feira, quando os celestes foram derrotados para o Taubaté. 

"Vejo o time em uma crescente, cada dia jogando melhor, mesmo sabendo que ainda falta muito para o entrosamento ideal que buscamos. O time tem respondido bem e pouco a pouco estamos colhendo frutos", comenta Mendez. O título estadual sobre o maior rival, o 11º na história, foi um rápido retorno após as chegadas recentes da dupla da seleção formada pelo levantador Fernando Cachopa e o central Isac. Outros destaques do time são os pontas estrangeiros, o argentino Conte e o canadense Perrin. 

“A temporada passada foi muito importante para mim porque entrei na Superliga e conseguimos ganhar o título. Foi uma experiência incrível e tive a possibilidade de abrir o mercado brasileiro e de vir para o Cruzeiro. Fiquei agradecido pela temporada do ano passado e feliz que escolhi ficar no Brasil”, destaca Conte, que foi campeão pelo Taubaté na edição anterior.

O Fiat Minas entra pensando alto, mas correndo por fora. Sem o mesmo poder econômico do quarteto, a ideia é 'comer pelas beiradas', fazer sua parte diante dos demais, beliscar pontos dos grandes e dar o bote no momento decisivo para se firmar entre os quatro. Uma presença na semifinal serviria como um título para o técnico Nery Tambeiro, que está na sua sexta temporada seguida à frente do clube da Rua da Bahia. A estreia será fora de casa, às 19h, diante do Itapetininga (SP), com transmissão da TV Cultura.

As referências ficam por conta do oposto Roque e do líbero Maique, que estiveram com a seleção brasileira na conquista invicta da Copa do Mundo. Os pontas argentinos Ocampo e Lazo chegam para dar consistência e os jovens Pinta e Davy estarão prontos para seguir crescendo. A tradição é uma das aliadas do Minas, maior vencedor da Superliga e torneios equivalentes com nove taças. A última conquista veio em 2002.

O América Vôlei, de Montes Claros, retorna à competição depois de ceder, na última edição, seu CNPJ para o Corinthians Guarulhos (SP). A montagem do time aconteceu com suporte do Sada Cruzeiro, que cedeu seis jovens atletas para o time do técnico Henrique Furtado, também emprestado pelo clube de BH. A ideia é dar rodagem e experiência para os jogadores, dando a eles a oportunidade de atuar em alto nível.

A evolução parece ser inevitável com partidas seguidas em um campeonato que vai exigir da parte física, mental e técnica. O time alviverde estreia no domingo, às 10h, em casa, contra o Sesc (RJ) com transmissão da TV Cultura, contando com joias como do levantador Rhendrick e dos pontas Rammé e Pablo, com um bom futuro pela frente dentro do voleibol.

Briga boa

A Superliga terá formato de jogos em turno e returno com os oito melhores se classificando. A briga promete ser acirrada em torneio que tem nível próximo entre os times que não estão entre os quatro maiores candidatos. “Existem, pelo menos, seis times em condições de chegarem fortes no playoff. Sem contar as equipes que acabam se encaixando no meio da competição e fazem uma boa campanha. Vai ser mais uma Superliga bastante equilibrada e intensa. A preparação vai ser muito importante porque temos vários confrontos decisivos para depois começar a pensar no playoff. Todo jogo será fundamental para o cruzamento lá na frente”, analisou Renan Dal Zotto, técnico da seleção brasileira e do Taubaté, atual campeão. 


Confira os jogos da primeira rodada

9 de novembro, sábado

18h30 - Denk Academy Maringá (PR) x Vôlei Renata (SP) - Canal Vôlei Brasil
19h - Vôlei Um Itapetininga (SP) x Fiat Minas - TV Cultura
19h30 - Pacaembu Ribeirão Preto (SP) x Sada Cruzeiro - Sportv

10 de novembro, domingo

10h - América Vôlei x Sesc (RJ) - TV Cultura

13 de novembro, quarta-feira

20h - EMS Taubaté Funvic (SP) x Apan Blumenau (SC) - Canal Vôlei Brasil

28 de novembro, quinta-feira

19h - Ponta Grossa (PR) x Sesi (SP) - Canal Vôlei Brasil

Transmissões

Pela primeira vez nos 26 anos de Superliga, o torneio terá todos os jogos transmitidos. Além dos canais Sportv e Cultura, a parceria com meios digitais TV NSports, Globoesporte.com e Canal Vôlei Brasil) foi fundamental para que 100% das partidas chegassem aos torcedores. Algumas partidas ainda entrarão no sistema de payperview, organizado pela Confederação Brasileira de Vôlei no site canalvoleibrasil.cbv.com.br.

O pacote para ter acesso a jogos da fase de classificação da Superliga masculina e feminina sairá a R$ 99,90, valor de menos de R$ 1 por partida. Se o torcedor quiser comprar apenas os jogos do masculino ou somente os do feminino, o valor será de R$ 59,90. Um duelo avulso sairá por R$ 19,90.

“Nos últimos dois anos transmitimos gratuitamente em nossa plataforma uma parcela importante dos jogos e, analisamos a demanda, concluímos que a modalidade está pronta para ter 100% de seus jogos transmitidos e ainda gerar uma nova receita para os clubes e para a Superliga, vindo da venda dos jogos direto ao consumidor, assim como fazem as grandes ligas americanas e europeias”, esclareceu Guilherme Figueiredo, diretor executivo da TV NSports – plataforma que hospeda o Canal Vôlei Brasil.

 

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