Bruno Voloch
22/10/21
09h11

'38 anos com corpinho de 28'

Fabíola ainda pensa em seleção: 'Sonho com uma medalha olímpica'

Multicampeã por Osasco e capitã do time, levantadora afirma que reencontro com a torcida foi de arrepiar

Bruno Voloch
22/10/21 - 09h11

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Ela tem a cara de Osasco.

A levantadora Fabíola voltou ao clube. É a terceira vez que veste a tradicional camisa do time paulista.

Aos 38 anos, conquistou recentemente o campeonato estadual aumentando a galeria de títulos que passa pelo mundial de clubes, sul-americano e superliga na temporada 2011/12.

Uma década depois ela pretende novamente fazer história e admite que jogar em Osasco é diferente:

'É um local que me sinto bem, sou muito bem tratada e tenho enorme indentificação com a comissão técnica e a torcida'.

Aliás, Fabíola admite que sentiu forte emoção ao pisar novamente no Liberatti para uma decisão:

'Honestamente fiquei arrepiada nesse reencontro com o torcedor. É uma sensação única'.

O carinho é recíproco.

O Flamengo, curiosamente, onde Fabíola jogou as duas últimas temporadas, não conseguiu tirar o que a jogadora tem de melhor:

'Sou grata aos profissionais, mas de fato o último ano foi bem difícil onde tivemos muitos problemas de lesões', limita-se a dizer.

Fabíola tem razão.

O histórico no Rio é exatamente esse.

O Flanengo é passado, mas seleção brasileira não.

Fabíola, diferente do que a maioria imagina, ainda pensa em convocação e sonha com uma medalha olímpica:

'Eu fui chamada em 2019 mas não pude me apresentar porque não tinha como deixar minhas flhas. Tenho e sempre tive o maior prazer em defender meu país. Sei que o momento é de renovação, mas quando precisarem de mim estarei pronta. Ainda sonho com uma medalha olímpica'.

Referência na base, ela fala com preocupação sobre o futuro e a crise nas categorias infanto e juvenil:

'No meu tempo a gente tinha muito orgulho de ser convocada e fazer parte das seleções de base. Hoje, não entendo os motivos, não funciona mais assim . Não posso generalizar, há exceções. Precisamos constatar os erros e voltar a dar atenção aos fundamentos básicos que também foram deixados de lado'.

A levantadora completará 39 anos em fevereiro e admite que se sente melhor aos 38 do que quando tinha 28:

'Sim, como mulher, mãe e atleta. Incrível. A gente amadurece em todos os sentidos e decisões que eu tomaria 10 anos mais nova, hoje repenso e faço tudo com mais cautela, responsabilidade e prudência'.

E ela avisa:

'38 anos com corpinho de 28'.

 

 

 

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Carioca, formado em jornalismo, 32 anos de atuação na área em diferentes veículos de comunicação como televisão, rádio, jornal e internet.

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