Bruno Voloch
14/09/21
11h56

Sul-Americano

Rizola joga favoritismo para o Brasil: 'Está muito à frente dos demais'

Técnico brasileiro esperava seleção remodelada e diz que meta é classificar Colômbia para o mundial de 2022

Bruno Voloch
14/09/21 - 11h56

O vôlei com conhecimento e independência jornalística

Na próxima quarta-feira começa o sul-americano feminino na Colômbia.

Barrancabermeja receberá o evento entre os dias 15 e 19.

O blog conversou com Antônio Rizola, técnico brasileiro que dirige a seleção colombiana desde 2017. A mudança de patamar da Colômbia passa pelas mãos dele, um dos mais vitoriosos treinadores quando comandava a base do Brasil na gestão passada da CBV.

Rizola admite que esperava uma seleção brasileira diferente e com caras novas no campeonato, algo que não aconteceu.

Para ele, o Brasil é muito favorito.

Rizola entretanto espera disputar a terceira final seguida continental.

O técnico comenta a evolução do vôlei local, o atual estágio do time e assume que a classificação para o mundial é o objetivo número 1.

Qual a responsabilidade da Colômbia sediando o sul-americano?

A responsabilidade não aumenta, se queremos, e queremos, clasificar para o campeonato mundial, temos que assumir está responsabilidade. Jogamos bem em casa.

Essa condição muda o status da seleção?

Acredito que ajuda um pouco. O povo colombiano gosta de festa e jogar em casa, perto da família, acrescenta um tempero.

O que mudou desde a sua chegada em 2017?

Estamos conseguindo ter o carinho da população, apoio da televisão e com isso os apaixonados pelo voleibol aumentam a cada dia. Nos jogos colegiais, nacionais, o vôlei foi o segundo esporte em número de inscrições e no número de treinadores participando das capacitações que promovemos.

O Brasil ainda é o favorito?

Sem dúvida nenhuma. O Brasil nesta categoria está muito à frente dos outros países. Esperava que o Brasil viesse com a equipe toda remodelada, o sistema de classificação para o mundial, considera como primeiro critério os 2 primeiros nos campeonatos continentais. Depois entram os 11 primeiros do ranking mundial, não os clasificados nos continentais. Esta fórmula dificulta países em crescimento de buscarem uma maior participação internacional. O Brasil feminino, estaria clasificado ao mundial, mesmo sendo último no sul-americano. Seria a possibilidade de ter 3 equipes sul-americanas no mundial. Porém, quero deixar claro que entendo a escolha do Zé Roberto. No masculino, tanto Brasil e Argentina, também estariam classificados por ranking. O ranking deveria ser a primeira forma de classificação, depois os clasificatorios continentais.

A Colômbia pode repetir 2019?

A Colômbia fez a final com o Brasil nós dois últimos sul-americanos desde que estou aqui. Este é o objetivo, fazermos a terceira final. Pesou muito a pandemia para a equipe, não jogamos por muito tempo e a condição física caiu muito. Mas acredito que recuperamos este tempo e está condição.

Qual seria o objetivo final da Colômbia no sul-americano?

Clasificar ao mundial. Estamos com um processo de continuidade e renovação e o intercâmbio internacional é fundamental para o crescimento da equipe. Hoje a média de idade da equipe é 22 anos e meio, tenho no grupo jogadoras jovens que podem evoluir muito. Estamos com as 14 jogadoras com contratos nas Ligas da Europa. Esse fato também demonstra a evolução do voleibol colombiano.

 

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Carioca, formado em jornalismo, 32 anos de atuação na área em diferentes veículos de comunicação como televisão, rádio, jornal e internet.

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