Serginho do Vôlei
25/09/21
03h00

Serginho do Vôlei

Vamos falar sobre os cuidados com a saúde mental.

Neste mês, também conhecido como Setembro Amarelo, vamos falar sobre os cuidados com a saúde mental

Serginho do Vôlei
25/09/21 - 03h00

Essa semana uma das redes sociais “jogou na minha cara” uma das fotos que tirei logo após a minha despedida das quadras, juntamente com o período de “lockdown” na pandemia. Que susto! Não me reconheci. Tratei logo de deletar, porém não deixei de refletir sobre o momento. Neste mês, também conhecido como Setembro Amarelo, vamos falar sobre os cuidados com a saúde mental.

Por aqui, como de costume, vou trazer a conversa para o lado do esporte. Foi um período difícil, depressivo, literalmente. Dormia tarde, acordava mais tarde ainda, não praticava atividade física e fui deixando de cuidar de mim. Estava pedindo ajuda por dentro. Hoje, me reencontrei! Quantos ex-atletas não passaram e quantos ainda passarão por essa fase? Temos que nos preparar para o momento. 

Os clubes precisam orientar e acompanhar essa transição. Entendo perfeitamente que é negócio, o clube contrata, e o atleta joga. Quando acaba o contrato, acaba o vínculo totalmente. Porém, insisto em olhar para o ser humano pós-carreira. Atleta não é super-herói com poderes extraordinários!
Na outra ponta está a pressão por resultados expressivos, o sucesso e o fracasso. Pontos relevantes também quando se trata de saúde mental. Tivemos uma das maiores estrelas, a ginasta americana Simone Biles, desistindo de competir nos Jogos Olímpicos em Tóquio, fazendo um tremendo “barulho” no mundo após o anúncio. Foi mais um momento global de reflexão sobre a saúde mental.

Em 2017, um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) já apontava o Brasil como país com a maior incidência de transtornos de ansiedade nas Américas, com 9,3% da população, o equivalente a 18,6 milhões de pessoas apresentando esse problema, enquanto 5,8% dos brasileiros, ou 11,5 milhões de pessoas, já apresentavam transtornos depressivos.

Esses números foram agravados pela pandemia, e, em 2021, 53% dos brasileiros declararam que seu bem-estar mental piorou um pouco ou muito no último ano, segundo pesquisa do Instituto Ipsos, encomendada pelo Fórum Econômico Mundial.”
Dados preocupantes! A melhor maneira para evoluir é debater o tema com responsabilidade!

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