Josias Pereira
@SuperFCoficial
02/07/19
22h30

Homofobia

Gritos de 'bicha' voltam no Mineirão mesmo após punição da Conmebol à CBF

Durante o jogo, os torcedores insistem em usar o grito homofóbico quando o goleiro adversário bate o tiro de meta

Josias Pereira | @SuperFCoficial
02/07/19 - 22h30

A CBF pode aguardar mais uma multa da Conmebol em breve. O torcedor brasileiro não aprende. Em um jogo com ingresos sendo comercializados próximos aos R$ 600, privilégio de poucos no país do futebol, com poucos minutos de bola rolando no Mineirão, torcedores brasileiros soltaram os gritos de "bicha" a cada reposição de bola do goleiro Armani. Os mesmos gritos homofóbicos foram ouvidos no primeiro jogo da seleção, a vitória da seleção brasileira sobre a Bolívia por 3 a 0, no Morumbi.

Na ocasião, a Conmebol aplicou uma multa de U$ 15 mil (cerca de R$ 57 mil) para a CBF, enquadrando a CBF nos artigos 8 e 14 do Regulamento de Disciplina da entidade. Os artigos falam em "insulto ou atentado contra a dignidade humana de outra pessoa ou grupo de pessoas, por qualquer meio, por motivos de cor de pele, raça, etnia, idioma, credo ou origem". 

O grito é uma herança maldita que os torcedores brasileiros herdaram da Copa do Mundo de 2014, quando os mexicanos estiveram em peso no Brasil e proferiam os gritos de "puto" a cada reposição de bola. A Federação Mexicana, inclusive, foi multada por diversas vezes pela Fifa por comportamento e tiveram que "educar" seus torcedores sobre a necessidade parar com os cânticos. A Fifa também já puniu a seleção brasileira por conta do comportamento, que segue, infelizmente, inalterado no país.

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