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17/12/10
20h32

Cruzeiro descobre que Taça de 1966 não foi roubada

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17/12/10 - 20h32

O Cruzeiro resgatou um capítulo glorioso de sua história e descobriu o paradeiro do troféu da Taça Brasil de 1966, um mistério antigo no clube. Ao contrário do que sempre se imaginou, a antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos), entidade que organizava o futebol brasileiro à época, não confeccionou uma nova taça a cada edição da competição. O troféu só ficava definitivamente com a equipe que conquistava três títulos consecutivos ou cinco alternados.

Ao longo de dez anos em que a Taça Brasil foi disputada, apenas dois foram produzidos. Um deles ficou com o Santos, campeão em 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965. O segundo troféu, que tem um desenho diferente do primeiro, se encontra na sede do Botafogo, último vencedor em 1968.

Essa informação acabou com o mistério que durou 44 anos e finalmente foi obtida após um profundo estudo nos arquivos do Clube, Foram encontrados documentos da CBD, datados de março de 1966, e da Federação Mineira de Futebol (FMF), com informações técnicas e regulamento da competição.

No artigo 1º do documento, a CBD informou que “a Taça Brasil (...), disputada, anualmente, pelas associações campeãs das federações que dirigem o futebol profissional e sua posse só será definitiva quando alcance um clube três vitórias consecutivas ou cinco alternadas”.

“Já há algum tempo, a gente vinha trabalhando e levantando informações sobre a taça de 66. O Cruzeiro tem um departamento de pesquisa e história, onde ficam armazenados todos os documentos do Clube. E, em uma de nossas várias pesquisas, descobrimos documentos da CBD e da FMF que informavam que a posse da taça era transitória e só seria definitiva para a equipe que conquistasse três títulos seguidos ou cinco alternados”, afirmou o diretor de marketing da Raposa, Marcone Barbosa.

A diretoria do clube estrelado já estuda a confecção de uma réplica da taça, que deverá estar no Clube no início do mês de fevereiro do próximo ano, como símbolo de uma das maiores glórias do futebol de Minas Gerais.

“Esse foi um assunto que ficou indefinido durante muitos anos e, como o brasileiro é pobre de história, tivemos muitas dificuldades. Quando o Zezé (Perrella) assumiu, encontramos muitas coisas em estado lastimável, filmes de jogos praticamente perdidos e foi dada a falta do troféu de 66”, comentou o gerente de futebol Valdir Barbosa.

“Só que a informação que tínhamos era que ele tinha sido roubado, extraviado e agora, com o reconhecimento da CBF (das conquistas de 1959 a 1970 como títulos do Campeonato Brasileiro), os departamentos de marketing e de comunicação do Clube fizeram uma pesquisa e constataram que não houve roubo, já que a taça era transitória e está com o Botafogo”, finalizou.
 

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