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Mano tem mais experiência e currículo mais vitorioso do que o jovem companheiro de trabalho
Foto: Pedro Vilela/Light Press/Cruzeiro
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Daniel Ottoni | @superfc
16/05/18 - 05h30

 

No confronto entre Cruzeiro e Atlético-PR, nesta quarta-feira, pelo jogo da ida das oitavas de final da Copa Brasil, um duelo entre técnicos diferentes. Não somente de gerações distintas, mas também de estilos. Com passagem pela seleção e por alguns dos maiores clubes do país, com um currículo vitorioso e consagrado, Mano Menezes comanda os celestes, que farão a primeira partida no torneio fora de casa, na Arena da Baixada, em Curitiba, a partir das 21h45. 

Do outro lado, Fernando Diniz, um jovem de 44 anos, onze a menos que Mano, apenas 'começando' sua carreira como treinador. Mesmo já tendo treinado várias equipes, a expressão dos times que comandou como Audax, Oeste, Botafogo-SP e Guarani, é bem diferente do seu colega de profissão. Diniz ainda engatinha na carreira de treinador, mas possui talento suficiente para seguir os passos do adversário desta noite. 

Se a comparação entre os históricos é favorável a Mano, que já treinou até a seleção brasileira, a forma de condução das equipes, por parte dos comandantes, já se mostra mais equilibrada. Mesmo sendo um 'novato' na carreira, Diniz mostra qualidade para fazer sua equipe, sem grandes estrelas, bater de frente com as principais potências do país com um estilo incomum e ousado, ao mesmo tempo.

Sem dar chutões, privilegiando o toque de bola e com rápidos passos para sair no contra-ataque, o Furacão já tem a 'cara' do seu treinador. Com a marcação avançada, o time paranaense consegue sufocar seus adversários no seu campo de ataque, dificultando a saída de bola e conseguindo ter mais posse em boa parte do confronto. Se uma estratégia eficiente não for bem adotada, os oponentes do rubro-negro podem se ver em apuros, principalmente nos jogos na Baixada, quando o time cresce e conta com sua torcida para pressionar o adversário dentro e fora de campo. 

Já o Cruzeiro de Mano consegue ser eficiente de outras formas. Mais precavido para depois se lançar ao ataque, o time mineiro tem um estilo bem definido de jogo, tentando aproveitar bem as oportunidades que aparecem. A possível mudança de algumas peças pode tornar a missão cruzeirense mais complicada, mas longe de ser impossível.

Quem entrar, terá a missão de seguir os passos dos substituídos para cumprir a missão inicial do time chegar ao sexto jogo seguido sem tomar gols. Não ter suas redes balançadas, certamente, é uma das prioridades de Mano para o jogo de hoje. O trabalho para manter a boa média pode começar nos atacantes, sejam eles quais forem.

"Temos centroavantes que seguram bem a bola, tanto Sassá como Raniel. A decisão de acelerar o jogo ou cadenciar é tomada antes, no meio-campo. Ali a bola passa e podemos dar mais velocidade ou segurar a bola até encontrar um espaço adequado. Ainda podemos melhorar neste equilíbrio. Temos jogadores com características para acelerar. A formação pode se encaixar mesmo não sendo, exatamente, a que todos gostariam", comenta Mano, que havia indicado, no domingo, a possível presença de Thiago Neves entre os titulares. No entanto, o jogador voltou a sentir dores na panturrilha e ficará de fora. Quem deve jogar é Dedé, que não atuará no clássico do final de semana contra o Atlético, pelo Brasileirão. 

Diante de um adversário que deve ir pra cima, o técnico Mano Menezes espera sabedoria do seu time em campo. "Cobro os jogadores para dosar, saber que não pode ser lá e cá a todo momento. Às vezes, é preciso respirar, deixar as coisas se encaixarem para termos lucidez e pensar bem o jogo. Melhoramos neste aspecto e em vários outros, por isso temos subido de produção", avalia. 

Rival mostrou como vencer esquema do Furacão

Depois da saída de Ariel Cabral do time, o Cruzeiro melhorou sua saída de bola, acelerando o jogo e conseguindo ser mais agudo e agressivo. A troca de passes é um dos pontos fortes do time de Mano, que pode ter no meio-campo o setor-chave para conseguir superar as 

barreiras que aparecerão. Foi por este caminho que o rival celeste, o Atlético, conseguiu virar o jogo sobre o Furacão, no último domingo, depois de estar perdendo por 1 a 0. A virada veio após mudanças do técnico Thiago Larghi que começou a dominar a partida assim que mudanças permitiram que o meio-campo da sua equipe ganhasse mais espaço e posse de bola. 

Se conseguir controlar o jogo e for inteligente para rodar a bola com rapidez e velocidade, inibindo a marcação avançada do Atlético-PR, o Cruzeiro pode ter um caminho definido para ganhar terreno e chegar ao gol. Aproveitar as oportunidade será fundamental para um reusltado favorável, que deixe o time azul, para o jogo de volta, com a faca e o queijo em suas mãos. 

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Copa do Brasil

Cruzeiro e Furacão marca encontro de técnicos de gerações e estilos diferentes
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