Josias Pereira e Rodrigo Rodrigues
@tempo
11/06/21
06h30

Novo ciclo

Cruzeiro: o que esperar do técnico Mozart Santos no comando do time estrelado?

Aos 41 anos, o jovem treinador inicia nesta sexta-feira (11), à frente da Raposa, o maior desafio da sua curta carreira

O técnico Mozart Santos chegou a BH nessa quinta e estreia no sábado — Foto: Ramon Bitencourt/O Tempo
Josias Pereira e Rodrigo Rodrigues | @tempo
11/06/21 - 06h30

Com 41 anos de idade e há oito como técnico, Mozart Santos assume o maior desafio da sua breve carreira nos túneis a partir desta sexta-feira (11), quando assumirá o comando do Cruzeiro. Não é novidade a situação pela qual passa o time da Toca, tendo como principal objetivo driblar a crise que o assola e fazer boa temporada na Série B do Brasileiro e retornar à elite.

“Temos a ambição de voltar à Série A, de onde o clube nunca deveria ter saído. Vai ser com muita luta, entrega, em um campeonato muito duro. Tive oportunidade de disputar ano passado e chegamos muito próximo do acesso com o CSA. Ficou aquele gostinho amargo. Tenho certeza de que conseguiremos coroar este campeonato com o acesso no final do ano”, projetou o treinador após ser oficializado na Raposa.

A experiência no time alagoano teve início em setembro de 2020, no decorrer da segunda divisão. O time nordestino se encontrava na zona de rebaixamento quando Mozart chegou, e conseguiu terminar a disputa em quinto lugar. Por pouco, não subiu.

O bom desempenho na equipe de Maceió despertou a atenção da Chapecoense. Em Santa Catarina, porém, Mozart não conseguiu se estabelecer. Disputou apenas oito partidas, venceu três, empatou outras três e perdeu duas. Foi demitido em 27 de maio, após a perda do título estadual para o Avaí.

Trabalho na Chape

O repórter Rangel Agnolin, da rádio Oeste Capital de Chapecó, acompanhou a curta passagem do treinador pela Arena Condá e avalia o trabalho de Mozart.

“Ele teve uma passagem muito breve na Chapecoense em 2021. Mesmo nas três vitórias, o time não teve um desempenho consistente, que agradasse. Em quase todas as partidas, o treinador utilizou quatro atacantes, mas, mesmo assim, a equipe não era ofensiva.  Mozart gosta daquele conceito de saída construída. Ou seja: sai tocando a bola desde o goleiro até o atacante. Numa das atividades que acompanhei, o treinador falou que o time dele não tem pressa para chegar ao ataque. Se precisar trocar passes 100 vezes, é isso que o time dele vai fazer”, informa Agnolin.

No entendimento do repórter catarinense, um dos problemas enfrentados pelo atual treinador Cruzeiro na Chape, assemelha-se ao atual momento do estrelado.

“É um treinador que tem conceitos interessantes, que fez um grande um grande trabalho no CSA na última temporada. Mas, na Chapecoense, não deu certo. Para dar certo, precisa de tempo e um bom elenco, coisa que ele não teve. O tempo foi muito escasso e o elenco também é bastante limitado no Verdão do Oeste”, aponta.

Estreia

O tempo citado por Rangel Agnolin é algo que Mozart não terá, pelo menos para o primeiro compromisso. No sábado (12), a Raposa recebe o Goiás, às 21h, no Mineirão, pela terceira rodada da Série B. O time celeste é o lanterna da competição, com duas derrotas e sete gols sofridos.

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