Josias Pereira
@josiaspereira
16/10/20
23h22

Igualdade

Fábio pega pênalti, Cruzeiro empata com o Juventude e segue na vice-lanterna

Time celeste completou o quarto jogo seguido sem vencer na Série B; Raposa melhorou na etapa final, mas não conseguiu o gol

Fábio defendeu pênalti ainda no início de jogo contra o Juventude — Foto: Ramon Bittencourt / O TEMPO
Josias Pereira | @josiaspereira
16/10/20 - 23h22

Uma noite dos goleiros. Fábio, pelo lado celeste, defendeu um pênalti, enquanto Marcelo Carné, do lado adversário, fez duas intervenções precisas na etapa final. No fim, placar inalterado no Mineirão: 0 a 0. Diante do Juventude, no Mineirão, o Cruzeiro completou o quarto jogo seguido sem vitórias na Série B, o segundo empate sem gols. Resultado péssimo para a Raposa, que segue na vice-lanterna, com 13 pontos, catorze atrás da Ponte Preta, quarta colocada. 

Na próxima terça-feira, em Ponta Grossa, contra o Operário, a Raposa tenta virar a página e iniciar uma nova história sob o comando de Luiz Felipe Scolari, e ele terá trabalho, pois vários ajustes precisarão ser feitos para, inicialmente, tirar o clube da incômoda zona do rebaixamento. Ao menos, o segundo tempo do time foi mais produtivo e com bastante volume de jogo, o que pode inspirar um caminho.  

O jogo 

O primeiro tempo do Cruzeiro diante do Juventude foi sonolento, bastante parecido com o desempenho do time nas últimas partidas. Logo no início do jogo, aos seis minutos, Fábio teve que intervir para evitar que o time saísse mais uma vez atrás no placar, defendendo uma cobrança de pênalti de Renato Cajá após toque de mão de Rafael Luiz dentro da área. Foi o 31º pênalti defendido por Fábio pelo Cruzeiro, o terceiro só nesta temporada. 

Os problemas de saída de bola do time ficaram evidentes com o zagueiro Ramon sendo improvisado como volante. E, mais uma vez, a criação de jogadas deixou a desejar, com Maurício na esquerda e Régis pouco inspirados. As principais apostas ficavam mesmo nas subidas dos laterais. Na frente, o esforço de Sassá não compensava a pouquíssima produção ofensiva. 

O jogo melhorou mesmo na segunda etapa, com o Cruzeiro acumulando múltiplas chances, quase que seguidas, de derrubar a meta do Juventude. Mas o time encontrou resistência em belas intervenções do goleiro Marcelo Carné em cabeçadas de Marcelo Moreno, que foi a campo na vaga de Sassá, e também de Ramon. 

E quando não era Carné, o Cruzeiro tropeçava em seus próprios erros de finalização, como o belíssimo lance de Régis, que chapelou o defensor do Juventude, mas, cara a cara com o goleiro do time de Caxias, pegou muito mal e desperdiçou ótima chance.

Só no segundo tempo, o Cruzeiro teve 12 finalizações das 19 que o time teve durante todo o jogo. Mas das 19 apenas duas foram no gol.    

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