Josias Pereira
@superfcoficial
22/10/19
17h12

Novo encontro

Henrique admite ambiente conturbado na era Ceni, mas descarta rancor

Capitão do Cruzeiro elogiou trabalho que vinha sendo implementado por técnico, todavia salientou que resultados sacramentaram saída

Com Ceni, Henrique manteve a braçadeira de capitão do Cruzeiro — Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro
Josias Pereira | @superfcoficial
22/10/19 - 17h12

Capitão do Cruzeiro, Henrique presenciou de perto o desgaste da relação com o técnico Rogério Ceni, que acabou saindo da Raposa após o empate sem gols com o Ceará, pela 21ª rodada do Brasileirão. A relação de embate entre alguns veteranos do elenco e o ex-jogador do São Paulo foi exposta para todo o Brasil com a revelação de que Dedé teria intercedido por Thiago Neves, e Ceni acabou dando as costas ao discurso odo defensor. 

Henrique, na condição de capitão da Raposa, elogiou o trabalho técnico desenvolvido por Ceni, mas confessou o ambiente ruim, principalmente sem os resultados esperados. Rogério permaneceu no Cruzeiro por oito partidas, foram apenas duas vitórias e um aproveitamento de 33%. 

"Acho que não deu certo pela maneira que foi se construindo. O trabalho era excelente, mas dentro de campo os resultados não vinham com o trabalho, pela fase que o Cruzeiro estava. Se jogava bem, mas não vencia. E o futebol acaba caindo nos resultados, infelizmente. Com ele não foi diferente", disse Henrique, em coletiva na manhã desta terça-feira, na Toca. 

"Os resultados não vieram, depois o ambiente começou a não ficar tão bom, pela maneira como foi conduzido. Tudo é questão de experiência, coisas que te fortalecem para seguir o trabalho, seguir a vida da maneira que a vida vai lhe dando", complementou o capitão celeste. 

Por todas as situações que foram expostas, inclusive opiniões públicas de Ceni, existiria um certo tipo de rancor de parte dos atletas neste reencontro? Ao menos para Henrique, o combustível do seu futebol é outro. 

"Acho que o sentimento, neste caso (de os jogadores ficarem "mordidos"), seria rancor, outros sentimentos que um ser humano possa ter. A gente não trabalha com esses sentimentos. Eu não gosto de trabalhar com rancor. Faz parte do futebol. Aconteceu, não foi da melhor maneira, mas faz parte do passado. A gente vive um novo ciclo com o Abel, onde estamos muito contentes com o trabalho, então isso faz parte da vida, do futebol. Às vezes vem para dar certo. Às vezes as coisas não acontecem da maneira que é para ser, mas é vida que segue. Estamos felizes aqui", comentou Henrique.

Na 17ª posição do Brasileiro, com 28 pontos, o Cruzeiro não sabe o que é ser derrotado há cinco partidas no Brasileirão, acumulando duas vitórias. O Fortaleza, de Rogério Ceni, é o 14º, com 31, e vem de uma importante vitória sobre o Grêmio por 2 a 1, em casa. 

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