Josias Pereira
@SuperFCoficial
26/08/19
11h36

Veterana

Zagueira do Cruzeiro se emociona com apoio da torcida; assista ao vídeo

Veterana zagueira do Cruzeiro vai às lágrimas com apoio da torcida e dá depoimento emocionado

Lia, de 32 anos, foi a síntese do que foi a jornada celeste no Campeonato Brasileiro feminino da Série A2 — Foto: Josias Pereira/O Tempo
Josias Pereira | @SuperFCoficial
26/08/19 - 11h36

Uma das veteranas do Cruzeiro, a zagueira Lia, de 32 anos, foi a síntese do que foi a jornada celeste no Campeonato Brasileiro feminino da Série A2. Após o empate com o São Paulo por 1 a 1, no Sesc Venda Nova, nesse domingo, as lágrimas da defensora expressavam a emoção de quem vive o futebol feminino há 15 anos.

O título pode até não ter vindo, mas em meio a tantas dificuldades que já atravessou, para Lia, o vice-campeonato foi mais do que um troféu. A zagueira falou ao Super FC após a partida e com a voz embargada destacou a satisfação de fazer parte de um grupo que se dedicou de todas as formas. O gelo nas duas pernas davam conta do esforço da atleta. As Cabulosas foram à exaustão. 

“Cara, eu estou com 32 anos. Isso aqui (a torcida), eu nunca vi na minha trajetória toda. Tenho 15 anos de futebol. Ver as pessoas nos apoiando, esse segundo lugar não teve gosto maior que primeiro não. Isso aqui foi para nós uma conquista gigantesca. Estamos na Série A1. Subimos”, disse a defensora, recordando a média de idade das meninas que compõem o grupo do Cruzeiro. 

As Cabulosas tiveram bastante cabeça para driblarem um início ruim na série A2, quando perderam para o Taubaté por 2 a 1, e emendaram uma sequência de resultados positivos até atingirem a final do torneio nacional. 

“Essas meninas aí, são todas mentes fechadas, são meninas novas, todas sub-23. Elas tiveram cabeça, coisa de gente grande, deixou muita coisa de lado para focar no que queria, o trabalho. Eu só tenho que agradecer. Tenho muita gratidão e orgulho dessas meninas”, destacou Lia, que após tantos dissabores na jornada, crê que o crescimento do futebol feminino é um caminho sem volta. 

“Quem chega hoje e fala assim, não muda, não muda, se for bem lá atrás, cresceu demais e a tendência é só aumentar.  Porque é muito carinho, as pessoas pegam um carinho muito rápido com a gente, mulher tem mais isso, pegação. É isso. Está crescendo cada dia mais o futebol feminino”, encerrou.

Assista ao vídeo:

 

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