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Guilherme
Curiosamente, a primeira chance de Guilherme na época de Cruzeiro foi dada também por Paulo Autuori
Foto: ASSOCIATED PRESS
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THIAGO PRATA | @SUPER_FC
11/04/14 - 16h55

No dia 8 de abril de 2007, o Mineirão foi o palco da estreia de um jovem de 18 anos, oriundo de Imperatriz-MA e com uma gana muito grande de vingar no futebol. Sete primaveras depois, será no Gigante da Pampulha que o agora experiente atleta chegará a uma marca importante em sua carreira. As cores do uniforme de trabalho mudaram - de azul e branco, para alvinegro - mas a avidez por títulos permanece.

Nascido em 22 de outubro de 1988, Guilherme Milhomem Gusmão está prestes a completar cem jogos pelo Atlético. Quis o destino que tal marca seja alcançada contra o arquirrival do Galo, o Cruzeiro, time que revelou o maranhense para o mundo da bola.

Curiosamente, foi Paulo Autuori, atual treinador atleticano, o responsável em dar a primeira chance a Guilherme na equipe profissional da Raposa, na vitória por 3 a 0 em cima da Caldense, com direito a um gol do estreante.

Quem um dia foi carrasco, hoje é a esperança alvinegra. Há três anos no Galo, completados no último dia 25 de março, data do aniversário do Atlético, o atacante é uma das armas do time para bater o Cruzeiro e conquistar o tricampeonato mineiro. Nada melhor que um título sobre o maior rival para coroar seu centésimo jogo pela agremiação.

"É uma marca importante para mim, independentemente do jogo que caísse. Não sinto um gosto a mais por ser contra o Cruzeiro. Mas se tratando de um clássico no Mineirão, é maravilhoso ter o centésimo jogo nestas condições. Vou trabalhar para conseguirmos o título", disse Guilherme.

Trajetória. O gol da vitória por 2 a 0 sobre o Newell's Old Boys, no Independência, pela semifinal da Libertadores do ano passado, mudou a vida de Guilherme no Atlético. De contestado, virou herói.

No entanto, ele sabe que tem muito mais a oferecer, como demonstrou nas duas partidas contra o Santa Fe e no duelo diante do Zamora, no Horto, na competição sul-americana deste ano. E o avante não quer parar por aí.

"O meu maior desafio neste ano é não viver daquele gol (contra o Newell's). E tenho conseguido isso com atuações. Minha meta é não ficar sendo lembrado só por aquele gol. Venho sendo bastante produtivo e quero continuar assim durante toda a temporada", destacou o atacante, que recorda os melhores momentos de sua trajetória no Galo, até agora.

"A semifinal e a final da Libertadores do ano passado foram os mais marcantes, principalmente aquele gol contra o Newell's, por tudo que representou para o clube, a classificação, e também as disputas de pênaltis. Com mais calma eu pensaria em outros momentos, mas estes que citei são os mais marcantes", afirmou ele, em meio a risos.

ENTREVISTA

Como está a cabeça do Guilherme, após tantas dificuldades que enfrentou?

Sofri muito durante muito tempo. E só Deus e minha família sabem tudo que passei. É um momento muito especial. Estou muito feliz com meu momento no Atlético. Estou conseguindo fazer o que se esperava de mim.

O que pensava quando aconteciam as lesões?

Pensei em tudo que se podia imaginar, pensei em muita coisa. Mas não adiantava muito pensar, quando tinha que encarar 15, 20 dias parado. Era preciso força de vontade, fé em Deus acima de tudo. Foram momentos tristes que passaram. Agora estou vivendo um momento bom.

Pensou que impaciência da torcida tinha relação com o fato de ter jogado no Cruzeiro? Pensou em deixar o clube?

A falta de paciência, sem dúvida, tem relação sim. O início foi muito aliado a isso, mas entendo a paixão do torcedor. Não é fácil aceitar de cara um ex-rival, e me vi muitas vezes sem luz no fim do túnel. Muitas vezes fiquei em casa pensativo. Sempre fui muito profissional, fui muito correto com minha família e meu trabalho. Me via sem ter pra onde correr, mas Deus é maravilhoso e as coisas mudaram.

O Jô te elogiou bastante pelos passes que você tem dado a ele. É uma parceria que vem dando certo, não é?

Um trabalho que a gente tem feito. Procuro dar a bola para ele em condições boas, porque dali pra frente ele resolve.

Qual a participação do Paulo Autuori nesse seu crescimento?

Tem sido muito grande. Meu mau rendimento em anos anteriores não foram provocados só por lesões. Muitas vezes estive à disposição e mesmo assim não jogava. E agora, quando o Ronaldo ou Tardelli ficam de fora, ou o Jô vai pra seleção, joga eu, o Marion, o Berola. Então, ele (Autuori) tem dado essa confiança. Estamos vendo como todos estão jogando. Ele tem passado confiança para todos jogarem em igualdade.

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MARCA HISTÓRICA

De contestado a herói: Guilherme dá volta por cima e chega a 100º jogo
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