Folhapress
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02/12/20
18h51

Futebol feminino

"Deixamos picanha para essa nova geração", diz Cris sobre seleção feminina

Nos últimos anos, Cris percebeu a evolução do futebol feminino no Brasil. Na seleção brasileira não é diferente.

Atacante Cristiane é referência para a nova geração de jogadoras — Foto: CBF - Divulgação
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02/12/20 - 18h51

A atacante Cristiane Rozeira, 35, pôs à prova a maior relação de amor que construiu em anos de carreira no futebol feminino em 27 de setembro de 2017, quando anunciou em tom de desabafo o fim do seu ciclo na seleção brasileira por discordar de decisões da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Disse sofrer de cansaço físico e emocional.
Na ocasião, a atacante fez um último apelo, que passou quase despercebido: "por favor, melhorem essa diária de R$ 250 que as meninas recebem".

Menos de um ano depois, em abril, convencida por Vadão, ela estava de volta para a disputa da Copa América, no Chile. Ao lado das lideranças de Formiga e Marta, ansiava ser ouvida. "Voltei para ter voz aqui dentro", dizia.
Mais de três anos após a desistência inicial, a jogadora abre um sorriso ao ouvir falar sobre seleção e a medida anunciada pela CBF no último 2 de setembro.

A entidade decretou pagamentos igualitários de diárias e premiações equivalentes entre homens e mulheres.

"É uma vitória não somente minha, mas de toda uma geração anterior. Não foi pouca coisa, não, viu?", diz Cristiane à reportagem. "Aliás, eu falo para as meninas que deixamos picanha para essa nova geração comer. Deixamos churrasco para elas porque o nosso sonho virou realidade. É uma briga nossa de muitos anos, é um baita de um orgulho."

Dona de marcas expressivas dentro das quatro linhas -participou de cinco Mundiais e é a principal artilheira da história dos Jogos Olímpicos, com 14 gols, a atacante do Santos se diz mais madura.

"Entendi que não dá mais para abraçar o mundo. Muitas vezes, fiz sozinha e a porrada veio. Acabei tomando algumas por fazer barulho e é impossível ter retorno de um grupo inteiro junto. E, se não tem, acaba tomando bronca sozinha." afirma.

Na mira está principalmente a Olimpíada de Tóquio, adiada para o próximo ano por conta da pandemia de Covid-19.

"Eu quero estar jogando. Tudo vai depender de como vou me cuidar, sei disso, porque o nosso corpo é a nossa ferramenta de trabalho, a nossa máquina. Estou fazendo tudo o que não fiz em anos anteriores para chegar, primeiro, em 2021", afirma a jogadora.

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