AFP
27/11/20
19h16

Funerária

Fotos clandestinas de Maradona morto no caixão causam indignação na Argentina

As imagens viralizaram nas redes sociais e o advogado de Maradona, Matías Morla, prometeu processar os culpados

Ao todo, três funcionários da funerária postaram foto mostrando o corpo de Maradona — Foto: Reprodução Twitter
AFP
27/11/20 - 19h16

As fotos de três funcionários de uma funerária posando com o caixão aberto de Diego Maradona causaram repulsa e indignação na Argentina, um país ainda em choque com a morte do ídolo.

“Peço desculpas a todos”, disse Claudio Fernández, um dos funcionários da funerária que aparece sorridente ao lado do caixão aberto de Maradona nas fotos, nas quais é possível ver o rosto sem vida do eterno camisa 10 da seleção argentina.

A agência funerária Pinier Sepelios, no bairro La Paternal, em Buenos Aires, responsável pelo serviço, desvincilhou-se da responsabilidade ao declarar ter terceirizado o serviço.

“Não são funcionários nossos. Somos três irmãos. Nós os contratamos para cuidar da capela, são de uma empresa de ambulâncias ou unidades de deslocamento. Às vezes terceirizamos esse serviço”, afirmou Matías Picón, um dos donos da Pinier Sepelios, que pediu desculpas à família de Maradona pelo ocorrido.

As imagens viralizaram nas redes sociais e o advogado de Maradona, Matías Morla, prometeu processar os culpados.

“Diego Molina é o canalha que tirou uma foto ao lado do caixão de Diego Maradona. Pela memória do meu amigo, não vou descansar enquanto não pagar por tal aberração”, ameaçou Morla em um tuíte ao identificar um dos funcionários.

Nas fotos, além de Fernández, aparece seu filho de 18 anos.

“Estávamos nos preparando antes de levá-lo, e meu filho, como todo jovem, ergueu o polegar e eles tiraram a foto”, explicou Fernández à Rádio 10. “Sei que muita gente se ofendeu, que não gostaram, sei que incomodou”.

Nas redes sociais, áudios com ameaças de retaliação da torcidas organizadas e até um tuíte com a informação de que um dos que aparecem na fotografia havia sido encontrado morto viralizaram, mas tanto a mensagem quanto a notícia eram falsas, conforme constatado pela AFP.

Um vídeo que mostra o suposto linchamento do sujeito também ganhou notoriedade nas redes sociais, mas era, na verdade, uma gravação de março, oito meses antes da morte de Maradona, verificou a @AFPfactual.

Um dos proprietários da funerária explicou que, junto com seus dois irmãos, se encarregaram de preparar o corpo antes de ser levado à Casa Rosada, onde foi realizado o velório.

“Saímos da sala funerária para falar com a polícia para coordenar o deslocamento do corpo para a Casa Rosada, foi quando essas pessoas tiraram as fotos. Foram dois minutos em que ficaram sozinhas”, explicou, afirmando se sentir “envergonhado” pelo ocorrido.

Insultos e ameaças de todos os tipos contra os funcionários choveram nas redes sociais.

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