Daniel Ottoni
@Supernoticaifm
25/03/19
07h10

Exclusivo

Leandrinho fala sobre ida para a NBA e revela quem foi 'seu pai' nos EUA

Em entrevista exclusiva ao Super FC, o ala do Minas Tênis Clube falou sobre detalhes dos anos em um dos principais esportes dos Estados Unidos

Daniel Ottoni | @Supernoticaifm
25/03/19 - 07h10

Chegar na NBA, no campeonato mais valorizado do mundo, sem saber falar a língua local e precisando render, foi apenas uma prévia do que o ala-armador Leandrinho, hoje no Life Fitness-Minas, teve que enfrentar em 2003. Com apenas 19 anos, seu caminho poderia ser bem mais complicado se não fosse a ajuda de companheiros. 
Mesmo em um meio em que o ego fala alto, o brasileiro teve suporte de um jogador que fez total diferença na sua carreira nos Estados Unidos.

"O Stephon Marbury, com certeza, foi uma família inteira pra mim. Logo que cheguei, ele percebeu a minha dificuldade de não conhecer a cultura e como as coisas aconteciam. Ele me abraçou, me deu um carro, comprou 15 ternos maravilhosos que tenho até hoje. Ele me levava pra casa dele, ficávamos conversando na piscina e passando o tempo. Onde ele ia, me levava. Ele foi mais que um pai e uma mãe pra mim, me deu o apoio que eu não tinha. Por causa dele, eu fui convencido a ficar quando quis embora, trabalhou com a minha parte mental", revela Leandrinho.

Foi somente na terceira temporada que o ala/armador percebeu melhor a realidade em que se encontrava e o que era preciso fazer para ter sucesso. Era isso ou uma volta precipitada para o Brasil.

"Demorou três anos para eu colocar o pé no chão e entender onde estava. Foram dois anos vendo aquilo tudo de perto, aquela ilusão, tudo do bom e do melhor, com uma situação de vida maravilhosa. Precisei, depois deste período, colocar na cabeça que eu precisaria ir bem senão estaria fora na temporada seguinte. Foi quando comecei a treinar mais forte, muitas vezes sozinho", afirma. 

A presença de um novo companheiro de time fez grande diferença para o jogo de Leandrinho evoluir. "Neste período, o Nash chegou ao time e mudou o meu jeito de jogar. Ele implantou uma correria no jogo, que mudou a característica e o ritmo do basquete norte-americano. Meu jogo encaixou demais com o dele, passei a trabalhar mais e entender que não havia sido escolhido por acaso", conta. Foi com a presença de Nash que Leandrinho evoluiu e se ganhou o título de melhor sexto homem na temporada 2006/2007. 

"Foi um título particular, mas que não teria acontecido se não fosse meus companheiros e meus técnicos. Sempre me lembro da época do Dan D'Antoni e Mike D'Antoni, que me deram oportunidades e reconheceram meu trabalho, acreditaram pra eu ser esse primeiro cara do banco e fazer média de 18,9 pontos por jogo. Não foi à toa, foi um trabalho de muita dedicação, foco e vontade. O Steve Nash me deu várias bolas e oportunidades de fazer cesta, dedico esse título para meus companheiros", completa. 

Sobre ser campeão, Leandrinho sabe que é um privilegiado, com um título que muitos correm atrás, mas poucos possuem. "É algo único. Se for colocar em uma mão jogadores de All Star Game que ganharam o anel de campeão, você talvez não consiga. Só quem está ali sabe explicar o que é ser campeão da NBA", completa. 

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