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Passados pouco menos de dois meses após a Copa do Mundo da Rússia, a missão Catar domina o pensamento das seleções. Um novo ciclo se inicia, trazendo as ilusões que alimentam o mundo do futebol. Um momento que também significa reconstrução ou a solidez de um projeto que mostrou-se produtivo. Enquanto a Europa repagina o pensamento em relação aos falidos amistosos caça-níquel, nós, os latinos, sul-americanos, tentamos medir nossas forças com seleções como Guatemala e El Salvador.

O risco de uma incrível disparidade técnica nos cerca. É preciso repensar a estrutura visando ao fortalecimento, inclusive, das nossas Eliminatórias. A última Copa apontou para um domínio europeu que precisa ser novamente posto na balança. O mais curioso é que nos times de ponta do planeta, os latinos continuam tendo interferência direta nos resultados e conquistas. Há alguma coisa errada. E tudo, como sempre, esbarra na organização que nos falta. Na coluna de hoje, pontuarei situações que chamaram atenção neste período de data Fifa.

Titebilidade

A Copa foi um grande teste para Tite. E ele, mesmo não tendo um resultado ruim ou uma eliminação desastrosa, deixou a Rússia tendo seu discurso questionado. O comandante da seleção inicia este novo ciclo tendo muito a provar. Não há mais a confiança plena em seu trabalho. O amistoso contra os Estados Unidos poderia ser o pontapé para uma nova seleção, mas a mudança é tímida, temendo, claro, qualquer tropeço na Copa América. Uma pena!

Loucura na África

A África foi a grande decepção da Copa, mas aquele termo “futebol raiz” por lá é respeitado em puro estado quando notamos cenas como no empate entre Gâmbia e Argélia em 1 a 1, pelas Eliminatórias para a Copa Africana de Nações. Mais de 40 mil pessoas se amontoaram em um estádio que comporta 25 mil. Ainda pelas qualificatórias, o mais surpreendente foi o empate do saco de pancadas Comores com Camarões em 1 a 1. Camaroneses treinados por Seedorf.

Zebraças

As chaves B, C e D da Liga das Nações, o novo torneio de seleções da Europa, estão proporcionando alguns resultados para lá de engraçadinhos. Luxemburgo, por exemplo, enfiou 4 a 0 na Moldávia, a segunda maior goleada da seleção na história, atrás apenas de um 6 a 0 sobre o Afeganistão nos Jogos Olímpicos de 1948. E teve ainda as Ilhas Faroe, um arquipélago de 18 ilhas com pouquíssima tradição, fazendo 3 a 1 em Malta e assumindo a liderança do grupo D.

Vikings acuados

Donos de uma bela história no futebol nos últimos anos, quando chegaram ao mata-mata da Euro e ainda classificaram para o Mundial da Rússia, a seleção da Islândia, agora sob o comando do técnico sueco Erik Hamrén, iniciou muito mal o ciclo rumo ao Catar tomando uma goleada da Suíça de 6 a 0, a pior derrota da equipe nos últimos 17 anos. Os nórdicos terão um caminho árduo que se soma às aposentadorias de alguns atletas e a mudança no estilo de jogo.

Fúria em Londres

A Espanha tem se especializado em fazer grandes estreias. Foi assim na Copa em um 3 a 3 esplêndido com Portugal, e agora um 2 a 1 de alto nível com a Inglaterra. O início de Luis Enrique não poderia ter sido melhor. É o recomeço de um time que não conta mais com Piqué e Iniesta, mas possui bons valores como o zagueiro Nacho Fernández, os meias Saúl e Thiago Alcântara, além dos atacantes Aspas e Rodrigo, herói da vitória em Wembley.

Itália e Holanda

Fora da última Copa, Itália e Holanda iniciaram suas jornadas em ritmo lento. Os Azzurri saíram atrás no placar frente à Polônia e demoraram a engrenar em busca do empate por 1 a 1. O time de Roberto Mancini apresentou deficiências, mas contou com Federico Chiesa para dar novo ritmo à partida. A Holanda, por sua vez, conteve até onde pode a França, mas mostrou-se frágil frente às principais seleções da Continente, perdendo por 2 a 1.

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A Copa do Mundo do Catar começou
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