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Josias Pereira
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14/05/18 - 03h00

Chegou o momento. O dia em que o Brasil começa a respirar Copa do Mundo. A força do futebol potencializada na pressão que estes 23 nomes carregarão nos ombros a partir desta data. Desde 1930, as convocações são sempre marcadas por polêmicas. O que dizer de Feitiço e Friedenreich que não foram à primeira Copa por conta de uma disputa bairrista entre São Paulo e Rio? 

O que dizer de Dirceu Lopes? Ele, que tão magistralmente envergou o manto celeste, não foi à Copa de 1970. A lista prossegue com nomes como Renato Gaúcho, Zico, Romário, Alex e até Neymar, que não foi à Copa de 2010 por birra de Dunga. 

Vamos então aos fatos. Se tudo caminhar dentro da lógica, a seleção que será anunciada hoje voltará a ter algum jogador de um time paulista, algo que não aconteceu em 2014. O Real Madrid, com Casemiro e Marcelo, será o time estrangeiro que mais cedeu atletas à seleção, chegando a um total de 11. Com Paulinho e Coutinho, o Barcelona chegará a 10 jogadores convocados em toda a história, empatando na segunda posição com a Roma, que cederá o goleiro Alisson. Engraçado pensar que Fernandinho abriu as portas da seleção para o Manchester City na última Copa, e neste ano poderemos ter nada menos do que quatro convocados vindo dos Citizens, praticamente uma base. Além de Fernandinho, as possibilidades do goleiro Ederson e do lateral Danilo, e Gabriel Jesus. 

É interessante também notar o “estrangeirismo” dessas listas. Tudo começou em 1934, quando o atacante Patesko, que atuava pelo Nacional do Uruguai, foi convocado. A seleção só voltaria a ter jogadores atuando fora do país no Mundial de 1982, quando Falcão e Dirceu, que atuavam respectivamente por Roma e Atlético de Madrid, foram chamados. O número só aumentou. Em 1990, Lazaroni convocou 12 nomes que jogavam fora do país. Uma lógica rompida em 2002, quando 12 atletas do futebol brasileiro integravam a seleção pentacampeã. Nas Copas seguintes, Parreira e Dunga tornaram-se recordistas “negativos”, com apenas três atletas de times brasileiros em suas listas. 

É de se lamentar a tendência de não termos nenhum jogador dos times de Minas entre os convocados deste ano. Em 2014, foram dois nomes, a dupla alvinegra Victor e Jô. Essa relação entre os clubes mineiros e a seleção começou em 1966, quando Tostão foi chamado. Até 1990, regularmente jogadores de Cruzeiro e Atlético figuravam na lista. 

Em 1994, com Ronaldo Fenômeno, o futebol mineiro voltou a ter um jogador em uma Copa. No Mundial seguinte, Taffarel e Dida representaram Minas. No time pentacampeão mundial, o atacante Edílson foi convocado jogando no Cruzeiro, enquanto o atleticano Gilberto Silva foi o outro representante do estado. Em 2006, nova ausência, com o retorno em 2010 quando o experiente Gilberto, do Cruzeiro, foi convocado por Dunga. Curiosamente, Cruzeiro e Atlético estão empatados em jogadores convocados: 11 para cada lado (Toninho Cerezo, do Atlético, foi chamado para duas Copas, a de 1978 e 1982. Bernard, quando foi chamado, já tinha sido vendido ao Shakhtar Donetsk). 

Hoje será a 21ª convocação da história da seleção para uma Copa. No total, 441 nomes foram chamados, que representaram 24 clubes nacionais e 44 estrangeiros. 

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Convocações: entre estatísticas e injustiças
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