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Que propostas os candidatos à Presidência da República têm para o esporte? Raciocínio rápido: você se lembra de ter ouvido alguma menção dos presidenciáveis para a área do desporto, seja nas propagandas políticas na TV, nas redes sociais ou mesmo nos debates? Se ouvi algo, foi muito pouco, posso afirmar. E olha que o Brasil vive, em tese, sua “década de ouro do esporte”, período em que recebeu os dois maiores eventos esportivos do planeta – a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

“É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais”, diz a Constituição Federal. Mas será que os candidatos à Presidência sabem da importância do esporte, essa atividade lúdica, que traz benefícios tanto para a saúde quanto para a educação? Dos 13 candidatos a presidente, seis não têm sequer uma linha sobre esporte em seus planos de governo: Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL), João Goulart Filho (PPL) e Vera Lúcia (PSTU).

Levantamento

Para conhecer as intenções dos candidatos para o esporte, esta coluna verificou os planos de governo disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, em alguns casos, nos documentos descritos mais detalhadamente em seus sites oficiais. Por ser humanamente impossível, não foi feita uma varredura sobre citações durante os atos de campanha de todos eles. É um levantamento baseado em pesquisa e números, sem qualquer posicionamento político.

Preocupados

Reitero também que este colunista não fez questionamentos diretos às assessorias dos candidatos que não explicitaram suas diretrizes sobre esporte em documentos. Os candidatos a presidente do Brasil que colocaram no papel as suas propostas para o futuro do esporte brasileiro foram: Ciro Gomes (PDT), Eymael (DC), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), João Amoêdo (Novo) e Marina Silva (Rede).

Regionalismo

Em seu plano, Ciro Gomes diz que pretende desenvolver programas de incentivo ao esporte, com iniciativas regionais e o Bolsa Atleta, implantar e qualificar o esporte nas escolas e criar espaços de lazer para jovens nas cidades. O candidato Eymael quer universalizar o acesso ao esporte amador por meio de um plano nacional, reconhecendo sua importância na formação do caráter dos jovens e no combate às drogas, e “fazer do Brasil uma nação olímpica”, sem detalhar como.

Sistemas

Fernando Haddad vem com várias propostas. Nelas, o candidato indica a criação do Sistema Único do Esporte, da Universidade do Esporte, articulando ensino, pesquisa e extensão, do Programa de Modernização da Gestão do Futebol e melhorias no Plano Brasil Medalhas e o Rede Nacional de Treinamento. Boulos tem uma ampla lista de projetos para o esporte, com 36 diretrizes ou programas, relacionados a novos talentos, alto rendimento, pesquisas e equipamentos.

Práticas

João Amoêdo faz citação ao esporte dentro da proposta de educação, indicando “novas formas de financiamento de cultura, do esporte e da ciência com fundos patrimoniais de doações”, mas sem explicar como. Marina Silva dedica um capítulo de seu plano ao esporte e diz que vai incentivar a prática esportiva nas escolas e construirá quadras em espaços públicos. Sobre o alto rendimento, ela espera usar menos recursos públicos.

Discussão

Alckmin tem um projeto para o esporte com 24 itens. Ele pretende instituir um planejamento de longo prazo, alterar a Lei de Incentivo, estimular o investimento privado, e faz menções diretas de apoio aos atletas para os jogos de Tóquio 2020. Embora os candidatos que estabeleceram diretrizes para o esporte o fizeram constar em seus planos, o certo é que muito pouco se viu de debate sobre essa ferramenta tão poderosa para nosso desenvolvimento.

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Esporte é tema raro nas propostas de campanha
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