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O esporte é uma vitrine e tanto para o mundo da política. É por isso que dezenas de ex-esportistas e dirigentes de clubes se candidataram país afora no pleito do último domingo. O desempenho nas urnas, no entanto, não foi assim tão satisfatório. São poucos os que conseguiram transformar suas glórias em votos, convencendo eleitores de que não são meros aproveitadores da fama e, sim, figuras políticas capazes de trabalhar para o bem comum. O futebol, esporte mais popular do país, foi quem mais lançou candidatos para todos os cargos, com exceção, de presidente da República. 

O destaque fica para o ex-atacante Romário, que já há alguns anos milita no mundo político. Senador eleito em 2014, ele postulou desta vez o posto de governador do Rio de Janeiro. Romário recebeu 661.493 votos, mas ficou só na quarta colocação na disputa estadual. Ele estava até bem nas pesquisas eleitorais, com chance de chegar ao segundo turno, mas acabou não conseguindo o número de votos suficientes.

Consagrados

Do futebol, alguns nomes bem conhecidos conquistaram cadeiras. Parceiro de Romário no tetra, Bebeto foi eleito deputado no Rio com 28 mil votos. Bobô, ex-atacante do Bahia, recebeu 57 mil votos e se elegeu deputado por lá. Ídolo o Grêmio, o ex-goleiro Danrlei, que já era deputado federal, se reelegeu com 102 mil votos no Rio Grande do Sul. Conhecido pelos mineiros, o ex-goleiro atleticano João Leite vai para o sétimo mandato consecutivo como deputado estadual de Minas.

De fora

A lista dos não eleitos é grande. Ademir da Guia e Marcelinho Carioca perderam para deputado estadual em São Paulo. O ex-atacante Luizão e o ex-lateral-direito Zé Carlos não se elegeram para federal, também por São Paulo. No Rio Grande do Sul, o ex-goleiro Galatto não conseguiu votos suficientes para federal. O mesmo aconteceu com o ex-atacante do Atlético-PR Paulo Rink para estadual no Paraná e o ex-zagueiro Fabiano Eller para federal no Espírito Santo.

Especializado

Nos esportes especializados, o destaque fica para a eleição da ex-jogadora de vôlei Leila ao Senado pelo Distrito Federal. Ela recebeu 467 mil votos e ficou em primeiro lugar no pleito. Também candidata ao Senado, mas pelo Estado de São Paulo, a ex-saltadora Maurren Maggi levou quase 3 milhões de votos mas não se elegeu. Ex-atleta olímpica nos jogos de 1988 e 1996, Magnólia Figueiredo perdeu a eleição para o Senado no Rio Grande do Norte. 

Palavra

No vôlei, Dante não conseguiu ser eleito deputado federal por Goiás e Xandó, Rodrigão e Tifanny Abreu, a primeira atleta trans da Superliga, pelo Estado de São Paulo. Do judô, o bicampeão mundial João Derley não conseguiu vaga para federal pelo Estado do Rio Grande do Sul. O ex-boxeador Popó, que tentava a reeleição para deputado federal, perdeu essa luta. Nadador medalha de bronze em Moscou 1980, Cyro Delgado não conseguiu ser eleito deputado estadual no Rio.

Dirigentes

Podemos citar a não eleição de Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo, a deputado federal no Rio. A situação do time pesou. Aqui em Minas, quem segue como deputado estadual é Alencar da Silveira Júnior, um dos presidentes do América. Outro integrante do conselho de administração do Coelho, Anderson Racilan não ganhou para federal, o mesmo acontecendo com o vice-presidente do Cruzeiro, Ronaldo Granata.

Suplência

Ex-presidente do Atlético, Daniel Nepomuceno foi candidato a suplente de Fábio Cherem, que não foi eleito para o Senado, ao contrário do que aconteceu com Castellar Guimarães, ex-presidente da Federação Mineira de Futebol e futuro vice-presidente da CBF, que é suplente de Carlos Viana. O jornalista foi eleito para o Senado por Minas com 3,5 milhões de votos. Se Viana for convidado para assumir algum ministério, Castellar assume.

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Esporte e política: eleitos e não eleitos
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