DANIEL OTTONI
@super_fc
24/07/13
15h45

Copa Butija

BH recebe torneio de tênis em cadeira de rodas

Campeonato contará com dupla mineira vice-colocada no ranking sul-americano, além de atletas da Colômbia e Chile

daniel alves e rafael medeiros tenis em cadeira de roda
Daniel Alves e Rafael Medeiros representaram o Brasil nas Olimpíadas de Londres — Foto: LÉO BUTIJA
tenis em cadeira de roda
Léo Butija lamenta falta de investimento em algumas modalidades paralímpicas, como o tênis em cadeira de rodas — Foto: LÉO BUTIJA
copa butija cadeira de roda
Cadeira dos atletas é adaptada para a modalidade — Foto: LÉO BUTIJA
rafael medeiros tenis em cadeira de rodas
Rafael Medeiros é um dos melhores tenistas paralímpicos do Brasil — Foto: LÉO SANTOS
leo butija tenis em cadeira de roda
Léo Butija é o treinador da seleção brasileira de tênis em cadeira de rodas — Foto: LÉO SANTOS
daniel alves tenis em cadeira de roda
Daniel Alves é um dos duplistas de destaque da competição — Foto: LÉO SANTOS
copa butija de tenis em cadeira de roda
Todos os participantes irão receber prêmios, até mesmo os que forem eliminados na primeira rodada — Foto: LÉO SANTOS
DANIEL OTTONI | @super_fc
24/07/13 - 15h45

Muitos não sabem, mas Minas Gerais também vai muito bem no tênis em cadeiras de rodas. A dupla formada por Daniel Alves e Rafael Medeiros, que esteve nos Jogos Olímpicos de Londres, é a segunda no ranking sul-americano e segue os mesmos passos de duplistas como Marcelo Melo e Bruno Soares. Daniel e Rafael são apenas alguns dos atletas que estarão presentes, entre amanhã e domingo, na Copa Butija de Tênis em Cadeira de Rodas, que contará ainda com a presença internacional de um colombiano e seis chilenos. Ao todo, serão 40 atletas, a maioria do Distrito Federal, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro,Goiás e Espírito Santo. O torneio tem a chancela da ITF (Federação Internacional de Tênis), da CBT (Confederação Brasileira de Tênis) e da FMT (Federação Mineira de Tênis).

Nas duplas, Daniel e Rafael são os favoritos, fazendo do Estado uma referência na modalidade. "Temos, também, o Fabio Filgueiras Neto, de Uberlândia. Ele é  melhor jogador Junior do Brasil", comenta Léo Butija, técnico da Seleção Brasileira de tênis em cadeira de rodas.

A experiência da dupla mineira é apenas um dos fatores que deve contar a favor dos donos da casa. "Eles têm mais horas de treino, já vivenciaram mais torneios e situações de jogo que os atletas novatos. O tênis em cadeira de rodas é um esporte que exige muito da mente. Então, os atletas mais experientes já estão mais acostumados a lidar com a pressão de jogos decisivos", relata Butija.

Mudanças são mais do que necessárias

Algumas importantes mudanças para o tênis tradicional são essenciais não somente para que os atletas possam atuar em sua melhor condição, mas para recebê-los. "Para ir bem, um bom condicionamento físico é necessário, já que o atleta deve manter a cadeira em movimento dura todo o tempo. Além disso, cadeiras especiais são usadas. Elas são importadas e custam caro. Elas fazem toda a diferença para diminuir o desgaste físico e aumentar o foco do jogador", indica o técnico.

A logística para facilitar o transporte e hospedagem dos atletas também teve que ser pensada. “Foi preciso pesquisar e fazer as reservas em um hotel com quartos adaptados ou aptos a receber cadeirantes. Isso é básico. Tivemos, ainda, o cuidado de escolher um hotel que oferece outras áreas, como piscina e restaurante, com acessibilidade" explica Butija.

No espaço das quadras, sobre o piso original de brita, foram colocadas estruturas de madeira para que a locomoção dos atletas fosse facilitada. No entanto, o que os atletas encontrarão na AESEV, infelizmente, não condiz com a realidade das cidades por onde eles passam. "Vários municípios sofrem com a extrema falta de acessibilidade, bem como com a falta de consciência das pessoas. É comum calçadas sem nenhuma condição de uso por cadeirantes, bem como carros estacionados nas rampas de acesso as calçadas. Outro problema é o transporte público, falta de um número maior de ônibus com elevadores e também problemas de manutenção nos poucos ônibus que possuem o equipamento", lembra Butija, que indica outras dificuldades.

"Falta estrutura adequada para proporcionar o máximo do rendimento para que possamos jogar de igual para igual com atletas de outros países. Se tivéssemos 1% do dinheiro investido no futebol teríamos com certeza um medalhista em tênis em cadeira de rodas no Rio em 2016", garante o treinador, que dá exemplo de perseverança e orgulho de seus comandados.

O torneio terá as categorias masculina, feminina e júnior mista. Em todas as modalidades, os atletas poderão competir em dupla ou individualmente. Na junior participam atletas de até 18 anos. Para reconhecer o valor, dedicação e o esforço de cada competidor, todos os participantes serão premiados, mesmo aqueles que forem eliminados na primeira rodada. Ao todo, serão distribuídos US$ 2.000 em premiação. No tênis em cadeira de roda, é permitido que a bola quique duas vezes na quadra antes do jogadores lançá-la para a quadra adversária.

Serviço

Copa Butija de Tênis em Cadeira de Rodas - entre quinta e domingo, a partir das 8h

Entrada gratuita

Local: AESEV (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 7030, na Pampulha, em Belo Horizonte)

Informações (31) 8802-4537 e www.butijatennis.com.br

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