Daniel Ottoni
* repórter viajou a convite da organização
17/08/13
12h22

baixa temperatura

Grandes nomes do mountain bike brasileiro superam o frio e vencem o Uphill em Congonhas

Rubens Valeriano e Raíza Goulão superaram os 500m de ladeira e somaram 20 pontos no ranking da competição

Competição de mountain bike movimentou Congonhas nessa sexta
Competição de mountain bike movimentou Congonhas nessa sexta — Foto: Bruno Senna / Divulgação
Competição de mountain bike movimentou Congonhas nessa sexta
Competição de mountain bike movimentou Congonhas nessa sexta — Foto: Bruno Senna / Divulgação
Competição de mountain bike movimentou Congonhas nessa sexta
Competição de mountain bike movimentou Congonhas nessa sexta — Foto: Bruno Senna / Divulgação
Competição de mountain bike movimentou Congonhas nessa sexta
Competição de mountain bike movimentou Congonhas nessa sexta — Foto: Bruno Senna / Divulgação
Competição de mountain bike movimentou Congonhas nessa sexta
Competição de mountain bike movimentou Congonhas nessa sexta — Foto: Bruno Senna / Divulgação
Competição de mountain bike movimentou Congonhas nessa sexta
Competição de mountain bike movimentou Congonhas nessa sexta — Foto: Bruno Senna / Divulgação
Competição de mountain bike movimentou Congonhas nessa sexta
Daniel Ottoni | * repórter viajou a convite da organização
17/08/13 - 12h22

O uphill, evento de abertura da quarta etapa da Copa Internacional Levorin de Mountain Bike, que acontece na histórica cidade mineira de Congonhas, colocou em prova a capacidade que muitos atletas mostram em outros estilos, como o cross-country, quando voltas são dadas em pistas de 4 a 5km ou a maratona, que acontecerá neste domingo com um percurso de 57km.

Foram 500m de uma subida íngrime e muito desgastante, sobre pedras sabão, que deslizam e muito, impedindo um contato permanente com o solo, fazendo os atletas terem que se virar. Em um momento como este, não existe muita técnica. É mais na base de salve-se quem puder, pedalando tudo o que conseguir.  “Imagine se a organização resolve jogar baldes de água no caminho?”, brincou um dos competidores, que mostrou coragem e descontração.

Os amigos riram, longe de querer imaginar situação como esta. Por ‘sorte’, apenas o frio incomodou, não dando espaço para a chuva. A expressão dos atletas, já no meio do percurso, mostra a extasiante tarefa de completar o meio quilômetro.

A ladeira da Basílica de Bom Jesus foi o local da prova, que terminou com vitórias do líder da Elite Masculina, Rubens Valeriano, e de Raíza Goulão, uma das revelações do ciclismo brasileiro. As ruas de pedra, que há muitos séculos, eram usadas para percursos a cavalo dos moradores, na sexta-feira foram invadidas por 33 bicicletas. 

“Não esperava vencer pois estou em uma temporada desgastante. Acabo de chegar da etapa do Canadá na Copa do Mundo e vim mais para cumprir tabela. É uma prova dura, onde a explosão é mais do que necessária”, destacou a atleta, que assim como Rubinho, nunca havia participado de uma prova de uphill na vida. A dupla garantiu mais 20 pontos na classificação geral da competição, que terá a última etapa na Costa do Sauípe (BA), nos dias 4 e 5 de outubro. Rubinho fez o tempo de 2min32s e afirmou que ter encontrado a marcha correta foi fundamental para a vitória.

Outros atletas já haviam tido esta experiência, como Edvando Souza Cruz e Letícia Cândido, mas em percursos de aproximadamente 2km. “Mesmo tendo o sábado para descansar, o desgaste do uphill pode atrapalhar na maratona de domingo. As fibras musculares são muito exigidas”, detalha Letícia, que chegou para a prova em quinto lugar na classificação. Além do ciclismo, ela se divide entre as funções de mecânica de automóveis, costureira e dona de casa. Apesar disso, ela vem conseguindo bons resultados. “Enquanto ela vai, eu fico pra trás”, brincou a amiga Liége Walter, de 25 anos, que acabou surpreendendo ao ficar em quinto lugar no uphill, bem a frente de Letícia.

Sem sair do lugar...

Antes da prova, os atletas se aquecem em uma espécie de bicicleta ergométrica para começarem a subida bem preparados. “Alguns podem pensar que isso pode atrapalhar, mas pelo contrário, ajuda muito. Principalmente no uphill, que te dá um verdadeiro choque. Então, chegar aquecido é importante”, relata a mineira Érika Gramiscelli, um dos grandes nomes da competição. Ela ficou em terceiro e diminuiu a vantagem para a líder Isabella Lacerda, que chegou em segundo.

“Eu fiquei presa na estrada por causa das manifestações da BR-040 e já estava desesperada. Pedi ao pessoal que me deixasse passar para participar do desafio. Minha sorte é que encontrei uma pessoa da cidade que me guiou por um caminho alternativo e eu consegui chegar a tempo”, afirmou Lacerda, que contou com uma boa dose de sorte para participar.

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