AFP
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20/04/15
19h07

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Para Suárez, 'canetas' em David Luiz foram 'instinto'

Cauteloso, uruguaio evita clima de "já ganhou" e lembra que do lado do PSG também há grandes jogadores

Luis Suárez desequilibrou para o Barcelona no primeiro embate com o PSG — Foto: MIGUEL RUIZ / FCB
AFP | @SUPER_FC
20/04/15 - 19h07

O atacante uruguaio Luis Suárez, destaque do Barça na vitória por 3 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, na partida de ida das quartas de final da Liga dos Campeões, afirmou que as duas "canetas" no zagueiro brasileiro David Luiz foram "instinto".

No Parque dos Príncipes, na semana passada, Suárez marcou dois gols com direito a dois dribles humilhantes entre as pernas do zagueiro da seleção brasileira, ajudando o Barcelona a abrir boa vantagem para decidir a vaga nas semifinais da competição continental no Camp Nou, nesta terça-feira.

"Não foi pensado, foi instinto. Temos que tentar driblar o adversário. Não pensamos em quem estamos driblando ou se já conseguimos fazer isso contra essa pessoa antes. Isso tudo acontece em um segundo", explicou o "Pistoleiro".

A vantagem sobre o PSG é boa, mas Suárez sabe que o "salto alto" pode acabar sendo o grande vilão para o Barcelona, que tem tudo para avançar às semifinais da Champions pela oitava vez nos últimos dez anos.

"Sabemos que o resultado joga a nosso favor, mas nada está definido, ainda mais contra um adversário forte como o PSG. O mais perigoso é o excesso de confiança, achar que já acabou. Não acabou. Eles têm grandes jogadores, que vão tentar virar essa situação", analisou o atacante.

Batigol e Francescoli como espelhos

Comprado por cerca de 90 milhões de euros no início da temporada junto ao Liverpool, Suárez demorou para engrenar no Barça, passando por um período de adaptação difícil, depois de um longo período de suspensão pela mordida na Copa do Mundo. Nas últimas semanas, porém, se tornou um dos grandes destaques da equipe, anotando 12 gols em 12 partidas.

"Eu ajudo a equipe com gols e assistências. O importante é que a equipe jogue bem, não importa quem faça gols. O importante é que a equipe se classifique. Não sou o melhor do mundo quando faço gol, nem o pior quando erro. É preciso assumir e tentar fazer melhor, manter a confiança. Meus companheiros me ajudaram muito, apesar das críticas", lembrou.

E não são quaisquer companheiros. Suárez forma um dos ataques mais assustadores do futebol mundial, ao lado do argentino Lionel Messi e do brasileiro Neymar, com quem vem ganhando entrosamento a cada partida.

"Quando você chega em uma nova equipe, você fica tímido. Mas quando cheguei, eles me disseram: 'joga como você jogava no Liverpool, faz a mesma coisa'. Fora de campo, eles são muito alegres, brincam muito. Me sinto bem com eles", elogiou o uruguaio, que lembrou dos ídolos de infância.

"Sempre admirei (o argentino Gabriel) Batistuta. Era um camisa 9 diferente, não era estático, se mexia muito. Eu via muito ele jogar na Fiorentina e na Roma. Como uruguaio, aprendi muito vendo Enzo Francescoli também", concluiu.

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