Da Redação
@superfc
24/03/20
17h15

Jogos de Tóquio

Prestes a bater mais um recorde, Scheidt aprova adiamento dos Jogos Olímpicos

Bicampeão olímpico iria para sua sétima participação em Olimpíadas em julho, mas garante que pode esperar para fazer história

Scheidt, no Lago di Garda, na Itália, onde mora — Foto: Divulgação
Da Redação | @superfc
24/03/20 - 17h15

Em menos de três meses, Robert Scheidt, que já é o maior medalhista olímpico do Brasil, se tornaria o atleta nacional com maior número de Jogos no currículo. Agora, com o adiamento da Tóquio/2020 para 2021, ele vai ter que esperar mais um ano para concretizar o feito de sete participações e lutar pelo sexto pódio na maior competição esportiva do mundo. Para o velejador, a decisão do Comitê Olímpico Internacional (COI) e governo japonês foi a mais acertada, tanto em termos esportivos, mas, principalmente, em função da preservação da saúde em meio a pandemia do novo coronavírus.

"O adiamento é a decisão correta. Eu, que já participei de seis Jogos, sei que a Olimpíada é a maior celebração da humanidade, uma grande festa, o auge do esporte, o momento em que os atletas mostram o máximo do seu talento. Infelizmente, o mundo está vivendo um momento muito triste e a saúde é a prioridade. Considerando a possibilidade de se preparar de maneira igualitária, já que alguns ainda conseguem treinar e outros não,  e outras implicações, como processos seletivos, o COI optou pelo caminho certo”, declarou o velejador,  que é patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex e que conta com o apoio do COB e CBVela.

Robert mora na Itália com a família, na cidade de Torbole, às margens do Lago Di Garda, e apesar da quarentena em um dos países mais afetados pela COVID-19, não perde o otimismo. “Agora, vamos torcer para que consigamos superar esse problema no segundo semestre e entrar em 2021 com uma perspectiva de realizar grandes Jogos Olímpicos. Tenho certeza de que Tóquio estará ainda mais motivada para entregar um grande evento e aí, sim, vamos celebrar esse grande momento do esporte mundial”, afirmou.

Com o adiamento, Scheidt terá que refazer todo o planejamento para lutar pelo sexto pódio olímpico. Enquanto isso, aproveita o tempo livre em casa para manter o preparo físico. “Tenho uma bicicleta ergométrica, aparelho para remada, algumas anilhas e halteres para musculação. Dá para fazer variadas séries para o corpo todo. Manter uma rotina de treinos é importante. Todas as manhãs, faço 1h30 de exercícios físicos, alternando entre aeróbicos e de força, um dia para cada um. Infelizmente, qualquer outro tipo de treino está proibido. Uma coisa que gosto tanto, que é pedalar nas montanhas, não posso fazer, além de ir para a água velejar claro, que é o mais importante para mim”, completou.

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