Daniel Ottoni
@dottoni
31/10/20
00h52

Caneco antes da Superliga

Supercopa: Sada Cruzeiro faz jogo duro mas volta a cair para Taubaté na decisão

Equipe celeste ficou no quase diante de grande rival em duelo decidido no tie-break

Dois maiores investimentos do país fizeram grande jogo neste sábado — Foto: Célio Messias - Inovafoto - CBV
Daniel Ottoni | @dottoni
31/10/20 - 00h52

Mais do que 'descontar' a derrota sofrida na última semana, na final do Super Vôlei, para o EMS Taubaté Funvic (SP), o Sada Cruzeiro tinha, nesta sexta, a missão de mostrar um melhor jogo, com mais equilíbrio, diante de um dos seus maiores rivais no cenário nacional valendo a Supercopa. O objetivo celeste foi cumprido, mas em parte. O título não veio, apesar da evolução em duelo de cinco sets. A barreira paulista novamente deixou o gosto amargo do vice no time de BH, que caiu por 3 a 2 (19/25, 25/21, 30/28, 14/25 e 15/11). Em seis edições da Supercopa, o Taubaté venceu duas.  

A decisão aconteceu em Campo Grande (MS), sendo acompanhada de perto por 600 pessoas, que tiveram o privilégio de estar no ginásio, em momento raro do esporte em meio à pandemia do coronavírus.

Agora, é o momento do Cruzeiro ir em busca do hepta da Superliga. No domingo, a equipe faz sua estreia às 21h30, contra o novato Vedacit Guarulhos (SP), com transmissão do Sportv.  O torneio nacional será de longa duração e exigência para os azuis, que tem a meta de ir longe viva em seu planejamento. 

O Cruzeiro teve boa atuação da sua dupla de ponteiros, que mostram estar crescendo e em sintonia. Até então, Conte e López oscilaram nos jogos do Mineiro e Super Vôlei, chegando a revezar posição dentro de quadra com Rodriguinho e Filipe. A recepção celeste, com ajuda da dupla, esteve mais estabilizada e as bolas de fundo pelo meio funcionaram bem na maior parte do jogo. 
 
Por outro lado, os ataques com os centrais ainda não engrenaram e certamente estão no foco do levantador Cachopa para começar a dar bons resultados. Quem também tenta fazer seu jogo encaixar é o oposto Alan. Contratado para decidir, ele tem pecado nas viradas de bolas e saques, com o time sentindo sua falta em momentos de definição.

A partir do terceiro set, ele entrou no jogo para ter um melhor desempenho, correspondendo e sendo um importante escape na saída de rede. O saque celeste, uma das armas mais importantes nos últimos anos, faz a diferença quando entra, precisando ser mais bem trabalhado para facilitar o trabalho nos duelos que seguirão na temporada. 
 
Bom começo antes de virada e decepção
 
O primeiro set teve o Sada Cruzeiro forçando os saques para tentar quebrar a recepção paulista. A defesa azul se mostravam bem postada, com o time organizado e tocando nas bolas para gerar contra-ataques.

Os erros do Taubaté interromperam a troca de pontos com os celestes abrindo 14 a 10. A mudança de ponteiros no Taubaté, com João Gabriel dando lugar a Yudi, melhorou o fundo de quadra e o time de Javier Weber encostou no placar. Foi correspondendo nas viradas de bola que o Cruzeiro freou a reação e saiu na frente. 
 
O começo favorável do Sada no segundo set durou pouco tempo com sequência de erros que colocaram o Taubaté no jogo. O time do Vale do Paraíba abriu vantagem de três pontos e via o ataque azul cair de rendimento. Mendez sacou Alan para colocar Oppenkoski, que fez o que pôde, mas sem conseguir impedir o empate do Taubaté, que foi eficiente nos bloqueios. 
 
As bolas de fundo meio com López e Conte foram bastante usadas por Cachopa para incomodar a defesa paulista. A ausência do levantador Bruninho, com incômodo na panturrilha, foi uma barreira a mais para ser superada pelo Taubaté no terceiro set.

O 22 a 19 e 24 a 21 não foram bem aproveitados pelo Cruzeiro, que pecou na hora de decidir e viu o adversário reagir, com seu bloqueio voltando a fazer a diferença. A decisão foi para além dos 25 pontos, sendo a favor do Taubaté em lance de interpretação do árbitro, que viu dois toques de Cachopa na última bola da parcial. 
 
O Sada Cruzeiro foi arrasador no quarto set, comandando as ações do começo ao fim. O ataque esteve impiedoso diante de um Taubaté que teve dificuldades para se encontrar e pareceu ter 'jogado a toalha' já no meio da parcial. O tie-break veio para decidir o novo campeão. 

O quinto set foi 'lá e cá'. O bloqueio do Taubaté foi o responsável por fazer o time abrir 7 a 4 antes da virada celeste. O Cruzeiro equilibrou o jogo, mas voltou a pecar em decisões precipitadas, vendo o adversário ser mais maduro para fechar o jogo e vencer duas finais em uma semana no confronto direto. 
 
ESCALAÇÕES
 
Sada Cruzeiro: Cachopa, Alan, Isac, Otávio, Conte, Lopez e Lukinha. Entraram: Resley, Rodriguinho, Cledenílson, Oppenkoski. Técnico: Marcelo Mendez
 
Taubaté: Bruninho, Roque, Lucão, Maurício Souza, João Rafael, Maurício Borges e Thales. Entraram: Rapha, Fabiano, Gabriel Cândido, Yudi. Técnico: Javier Weber. 
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