Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Proteção

União Europeia exige fim dos incentivos brasileiros a carros

Medidas para setores de computação, smartphones e semicondutores também são questionadas

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Brazil End of the VW Van
Briga de gente grande. Benefícios a indústrias de automóveis, smartphones, computadores e semicondutores geram revolta no exterior
PUBLICADO EM 19/12/13 - 22h50

SÃO PAULO. A União Europeia abriu um questionamento ao Brasil na Organização Mundial de Comércio (OMC), pelas políticas brasileiras adotadas para beneficiar a indústria nacional e dificultar a entrada de importados – de carros a computadores. A consulta formal feita pelo bloco dá início a um procedimento entre as partes na entidade, em busca de solucionar as divergências. Os dois lados terão 60 dias para negociar uma solução que evite um painel de disputa (uma espécie de julgamento) na OMC.
 

Medidas adotas para os setores de computação, smartphones e semicondutores também são alvos. O principal foco, contudo, é a indústria automotiva e o programa Inovar-Auto.

O programa alivia o adicional de 30 pontos percentuais do tributo sobre os importados para quem também produz no país. Incentivadas pela medida, marcas como Mercedes-Benz, BMW, Audi, Jaguar e Land Rover, hoje importadas da Europa, decidiram instalar fábrica no país. O governo tentou minimizar as críticas adotando uma cota de importação de 4.800 veículos para cada importador.

“Essas medidas têm um impacto negativo nas exportações da União Europeia, que enfrenta maior tributação do que os competidores locais. As medidas restringem o comércio e resultam e aumento de preços para os consumidores brasileiros, menor oferta e acesso restrito a produtos inovadores”, afirma o texto dos representantes do bloco na OMC.

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, defendeu que as medidas não violam as regras internacionais de comércio. “Obviamente estamos analisando o caso, (mas) temos confiança de que nossos programas são conformes às regras da OMC e, portanto, vamos demonstrar aos nossos parceiros europeus que os nossos programas questionados, sim, estão em conformidade com as regras internacionais”, disse a jornalistas.

“Em anos recentes, o Brasil aumentou o uso de seu sistema tributário de formas incompatíveis com suas obrigações perante a OMC, oferecendo vantagens a indústrias domésticas e protegendo-as de competição”, disse a União Europeia, citando o aumento de 30 pontos percentuais que o Brasil impôs, em 2011, a veículos importados. Ao mesmo tempo, o governo reduziu o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos veículos nacionais, medida que vigorará até o final deste ano, e de outros setores industriais.

Outros reclamaram. O adicional de impostos aos carros importados já havia sido tema de reclamação em reuniões da OMC. Além dos europeus, também houve críticas por parte de japoneses e norte-americanos. A medida tentava conter, sobretudo, a importação dos modelos chineses, em franca expansão.
 

Acordo fixa sistema para liquidar bancos em crise

Bruxelas, Bélgica.
Os ministros das Finanças da União Europeia (UE) chegaram a um acordo para estabelecer um novo sistema para centralizar o controle de falência de credores da zona do euro, com o objetivo de encerrar crises bancárias capazes de arruinar as finanças de países inteiros.

O acordo põe fim a um impasse de várias semanas entre a Alemanha e outros países sobre o mecanismo único de resolução, cujo objetivo é liquidar ou resgatar um banco em dificuldades. Este é considerado o segundo pilar da união bancária. O mecanismo será responsável pelo fechamento ou reestruturação de 130 bancos.

O que achou deste artigo?
Fechar

Proteção

União Europeia exige fim dos incentivos brasileiros a carros
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório
Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter