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Torres

Justiça manda grávida fazer cesariana contra vontade 

Médicos e Ministério Público do Rio Grande do Sul entenderam que as duas vidas estariam em risco

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Adelir, 29, que queria dar à luz por parto natural, passa bem
PUBLICADO EM 02/04/14 - 22h16

Porto Alegre. A Justiça de Torres, no litoral do Rio Grande do Sul, obrigou uma mulher grávida a fazer uma cesariana para garantir o direito à vida dela e do nascituro. A gestante, Adelir de Goes, 29, queria dar à luz por parto natural.

Os médicos, o Ministério Público e a Justiça entenderam que isso colocaria as duas vidas em risco por causa da posição do bebê e pelo fato de a mãe já ter se submetido a duas cesáreas.

A mulher, com 42 semanas de gravidez, procurou o Hospital Nossa Senhora dos Navegantes na tarde da última segunda-feira, se queixando de dores abdominais e lombares. A médica que prestou atendimento constatou que o bebê estava em pé dentro do útero e recomendou a cesariana. A mulher se recusou ao procedimento, assinou termo de responsabilidade, e voltou para casa.

Diante da recusa da gestante, o hospital avisou o Ministério Público, que acionou a Justiça em busca de medida de proteção.

Acompanhado de policiais, um oficial de Justiça foi à casa da mulher no início da madrugada. O parto por cesariana foi feita na madrugada de anteontem. Mãe e filha passam bem e devem ter alta hoje. O marido, Emerson Lovari, anunciou que vai consultar advogados para ver se há possibilidade de processar o hospital.

Na opinião do obstetra Alberto Jorge de Sousa Guimarães, mestre pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp) e defensor dos conceitos de parto humanizado, “a relação entre o médico e a paciente não conseguiu ser estabelecida com base no respeito e nas limitações de cada um”.

“Esse é um caso extremo que traduz uma falha do sistema de saúde de maneira geral, e na relação entre o papel do obstetra e da gestante em relação ao que cada um pode e deve fazer nesse momento. No pré-natal, têm que ser tratadas todas essas coisas – o tipo de parto –, e é quando irá se desenvolver uma relação de confiança e respeito”, aponta. (Com Litza Mattos)

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