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Formação voltada ao mercado

Cursos técnicos permitem que estudantes obtenham qualificação com menor tempo e custo

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Aulas dão ênfase para as demandas diárias da profissão
PUBLICADO EM 21/06/17 - 03h00

Em um momento de crise, os cursos técnicos estão se apresentando como uma saída para aqueles que querem ingressar no mercado de trabalho com qualificação e um salário acima da média. Com duração, em geral, entre um ano e meio e dois anos, muitas formações técnicas levam menos da metade do tempo de um curso superior. Outra vantagem dos cursos técnicos são os preços, que em geral representam 30% do valor da mensalidade em uma faculdade particular.

Edmar Alcântara, gerente de educação profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), afirma que no país existe uma supervalorização do diploma de curso superior entre os estudantes, o que não se confirma no mercado. “Um exemplo é a construção de um prédio. Lá existem um engenheiro, 15 técnicos e 60 trabalhadores que possuem o ensino médio. O jovem acha que vai ser o engenheiro e, por isso, deixa de pensar que ele poderia ocupar outro cargo, em que há maior demanda de profissionais e com bons salários”, argumenta. “Existem formações técnicas em que o salário de entrada, para quem ainda não tem experiência, é de mais de R$ 2.000. Esse é um rendimento muito maior do que o pago à maioria dos recém-formados em administração, por exemplo”, avalia.

A empregabilidade também pode ser bastante alta. Bernardo Hamacek, diretor da Enferminas, afirma que 90% dos estagiários do curso de técnico de enfermagem terminam a formação já com um trabalho garantido. “Existe uma demanda muito grande pelos profissionais de saúde. Cada vez mais aumenta a pressão social sobre os governos para melhorar a qualidade desse setor, e isso acaba criando vagas”, diz.

Para ele, muitos estão buscando voltar para o mercado de trabalho depois que a crise gerou um grande número de desempregados no país. “O curso técnico é um dos caminhos mais rápidos para ter um emprego qualificado. É quase um imperativo”, argumenta.

Em função disso, a instituição ampliou o número de vagas. “Isso ocorre porque somos a única escola a ter convênios com os principais hospitais de Belo Horizonte e região”, conta.

Mercado. Alcântara e Hamacek compartilham a visão de que os cursos técnicos também podem ajudar o aluno a decidir sobre seu futuro profissional. “Muitas vezes, a gente ouve falar que alguém se arrependeu do curso que escolheu fazer na faculdade quando ele não está nem na metade. Se fosse um curso técnico, já teria concluído, poderia ver como é trabalhar na área e não ficar apenas na teoria. Quando a pessoa vê que é isso mesmo o que ela quer, pode ir para a faculdade tendo uma base muito maior e se destacar entre os colegas”, justifica Alcântara. 

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