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Crime

Professor de medicina da UFMG é morto a facadas dentro de ônibus em BH

O suspeito disse à polícia que a intenção não era roubar e sim se vingar do idoso

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PUBLICADO EM 13/11/17 - 15h54

Durante um assalto no ônibus da linha 9805 Santa Efigênia/ Renascença o professor de medicina Antonio Leite Alves Radicchi, de 60 anos, foi esfaqueado e morto por um homem, de 26, na manhã desta segunda-feira (13).

Radicchi chegou a ser socorrido e encaminhado em estado grave para o Hospital de Pronto Socorro Odilon Behrens, mas segundo assessoria do hospital, mesmo passando por uma cirurgia, o professor não resistiu morreu.

Filho adotivo do cartunista mineiro Radicchi, o professor tinha doutorado em Medicina Preventiva e foi um dos fundadores do projeto Manuelzão. Apolo Heringer, amigo, de Radicchi disse que ele andava muito de ônibus, apesar de ter carro.

"Raramente usava o carro. Andava sempre de ônibus. Ele era um cara simples. E um caro extremamente corre. Uma coisa impressionante. Ele foi criado no conjunto IAPI e foi ali que ele foi morto. Olha como é a vida", disse Apolo.

O crime

Segundo informações de militares do 16º batalhão, o autor do crime e a namorada dele, de 23 anos, entraram no coletivo e anunciaram o assalto, na altura do bairro Concórdia, região Nordeste de Belo Horizonte.

De acordo com o que testemunhas disseram à polícia, o autor parecia conhecer a vítima identificada como “toninho” que estava no interior do veículo. Durante o anúncio do assalto houve discussão entre os dois e o autor teria falado pra Toninho que “sua hora chegou, vai me levar pra Pedreira agora? Vai?” disse em tom de ameaça.

Ainda segundo a PM, houve luta corporal entre os dois e o assaltante efetuou vários golpes de facadas no Toninho. O casal de assaltantes fugiu com uma mochila e um celular. Ainda segundo informações dos militares, o motorista do ônibus levou o homem ferido para o Hospital Odilon Behrens em estado grave.

Durante buscas pelo bairro Concórdia o casal foi localizado na casa onde moram. Conforme militares, no local foi encontrado uma jaqueta suja de sangue. A mochila e o celular não foram encontrados.

O suspeito disse à polícia que a intenção não era roubar e sim se vingar de Toninho que na semana passada, durante uma briga de bar, no bairro Floresta, quebrou garrafas de vidro na cabeça dele. A família da vítima contesta a versão e diz que as investigações da Polícia Civil confirmarão a negativa.

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