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Em busca do melhor gole 

Autor de “Larousse da Cerveja”, Ronaldo Morado prepara nova edição do guia que conquistou o Brasil

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PUBLICADO EM 08/05/15 - 03h00

Figura conhecida no meio cervejeiro, o consultor Ronaldo Morado foi apontado como um dos maiores especialistas no assunto no país depois de publicar o livro “Larousse da Cerveja”, em 2009. Pode nem parecer tanto tempo assim, mas de lá para cá, na avaliação dele, muita coisa mudou.

Agora, ele promete voltar à cena com dois lançamentos: já está com a esperada segunda edição do “Larous\se” finalizada e ainda quer publicar outro título (claro, sobre cerveja, mas em um formato diferente) até o fim do ano. Até agora, os números do “Larousse” impressionam no mirrado mercado literário brasileiro: já são seis reimpressões do guia, com tiragem de 25 mil exemplares em cada uma delas.

Como antes de enveredar pelo mundo cervejeiro, hoje Morado atua como consultor para empresas de alta tecnologia. Mas segue procurando, mundo afora, os melhores goles das melhores cervejas. O “Larousse” foi o resultado dessa paixão de décadas e a primeira obra nacional a caminhar pelo tema.

A abertura do nicho das cervejas especiais, para ele, está inserida em um cenário mais amplo, da sofisticação do padrão de consumo geral – uma mudança que começou há pelo menos 30 anos. “Em várias áreas da vida, seja na roupa, no carro, no design das coisas, até nos restaurantes e bebidas que escolhem, as pessoas têm procurado algo a mais. Não basta mais ser bom, tem que ter um apelo diferente”, diz Morado. Com as cervejas foi assim: “hoje, o consumidor não aceita apenas o que é oferecido, porque ele conhece mais, sabe mais”, completa.

Na avaliação de Morado, tudo aconteceu porque os jovens passaram a se interessar pelo consumo e produção de cervejas fora do estilo dominante no mercado, a pilsen. E Minas Gerais teve um papel importante nisso. “Belo Horizonte soube construir um pólo de micro-cervejarias como nenhuma outra região no Brasil. As fábricas estão próximas, o que concentrou o movimento e o tornou mais intenso”, comenta ele.

A ousadia dos fabricantes mineiros também foi decisiva nesse processo, intensificado a partir de 2005. “Enquanto Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo se voltaram à produção mais tradicional de cervejas, Minas buscou a inovação. Foi pioneiro e ditou tendência”, avalia o cervejólogo. Para ele, o mestre-cervejeiro da Falk Bier, Marco Falcone, atuou como líder e catalisador nesse processo de união das micro-cervejarias.

Embora não esconda uma ponta de orgulho ao falar sobre o mercado mineiro, Morado diz que ainda há muito a evoluir. “A cena está bem mais madura do que há dez anos, mas a produção de todas as micro somadas não chega a 0,5% do mercado. Existe uma disparidade muito grande com as gigantes do setor”, afirma.

Enquanto parte do mercado avaliou a compra da Wäls como um sinal de que (finalmente) uma indústria do porte da AmBev estaria cedendo à tendência das cervejas especiais, Morado tem uma opinião contrária.

“O que a AmBev comprou foi o mestre-cervejeiro da Wäls, José Felipe Pedras Carneiro, que é um talento. Um profissional desse porte, com dom e conhecimento, não se encontra à disposição no mercado e não se forma do dia para a noite. O mercado de cervejas especiais não ameaça em nível algum a AmBev, mas um verdadeiro talento jovem pode fazer muito bem à empresa. Isso é ouro puro para eles”, pontua.

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