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Maratona mundial revela talentos na criação de games

Desenvolvimento de jogos mobilizou quase 50 pessoas por 48 horas em BH

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Global Game Jam 2017. Programadores, artistas e game designers tiveram o tema “ondas” como inspiração
PUBLICADO EM 28/01/17 - 03h00

O Laboratório Aberto do Senai em Belo Horizonte se transformou em um acampamento de desenvolvedores de games durante um fim de semana inteiro. Na maratona de 48 horas, quase 50 programadores, artistas e game designers se reuniram em equipes que viraram a noite para desenvolver seis jogos no Global Game Jam (GGJ) 2017. O evento foi realizado em 702 localidades.

“Eu fiquei surpresa. Achei que conseguiríamos muito menos. Fizemos um jogo fechadinho e ficou bem legal”, comemorou Luiza Diniz, que cursa o quarto período de jogos digitais na PUC. Ela aproveitou a GGJ para afinar suas habilidades como modeladora 3D. “Em apenas 48 horas, tenho algo grande para o meu portfólio”.

Em parceria com quatro colegas, Luiza Diniz desenvolveu um jogo de estratégia ambientado em uma boate dos anos 1970, em que os jogadores eliminam rivais dançando. A inspiração deveria, obrigatoriamente, vir do tema “ondas”, selecionado pela organização central do evento para guiar a criatividade dos participantes.

Um dos games em Belo Horizonte, por exemplo, colocava o jogador no papel de líder da torcida do pior time do mundo. Usando ondas sonoras e controles baseados em ritmo, era preciso empolgar a arquibancada, empurrando os jogadores em campo à vitória.

“Você é o 12º jogador”, detalhou Pedro Ragazzi, que há quatro anos trabalha com jogos digitais. “É uma experiência excelente (a GGJ) para desenvolver habilidades de trabalho em equipe, essencial para esse tipo de trabalho. Não adianta ser só um artista exímio ou um programador excepcional. É preciso saber reunir o time e trabalhar junto”, argumentou. “Você precisa ter confiança nas pessoas que estão com você. Esse sentimento de equipe é essencial para o trabalho”, completou Pedro.

Dinâmica. A GGJ objetiva fomentar a interação entre desenvolvedores de games e a criatividade. Os times são formados em uma sexta-feira e, no domingo, apresentam o resultado do trabalho à comunidade internacional, publicando o game no site da organização.

FOTO: Mariela Guimarães
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Times divulgaram o resultado dos trabalhos no site da organização do evento


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De olho nos talentos, a aceleradora Playbor compareceu à Global Game Jam (GGJ) 2017, em BH, para convidar os participantes para o primeiro processo de pré-aceleração em jogos digitais do Brasil. As inscrições estão abertas.

“Queremos encontrar talentos da cena nacional de desenvolvimento de jogos e levá-los ao nível profissional. Hoje, nosso ecossistema abriga muita gente com um perfil técnico excelente, comparável aos maiores mercados mundiais, mas na parte de negócios, ainda há amadorismo”, afirmou o CEO da empresa, Marcelo Rodrigues.

A organização da GGJ foi da Gaming, a recém-fundada associação de desenvolvedores de games de Minas Gerais, com participação do Senai. “Nosso plano é apoiar mais iniciativas que fortaleçam a cena mineira de jogos eletrônicos”, afirmou o presidente da Gaming, Raoni Dorim, veterano da indústria e professor no curso de jogos digitais da Fumec.

A diretora do Laboratório Aberto, Márcia Andrade, aposta no “crescimento da indústria de jogos” em Minas.

Inovação. A diretora do Laboratório Aberto do Senai, Márcia Andrade, lembra que a indústria de jogos é “muito forte” no mundo

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