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Cândido Henrique

O favoritismo do início do ano e seus riscos

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PUBLICADO EM 14/01/18 - 03h00

Começa o ano. O mercado gira. E as apostas começam. Com Fred, Mancuello, Edilson e Bruno Silva, o Cruzeiro aparece como o “elenco mais forte do Brasil”, ao lado do Palmeiras. Favoritismo que enche o torcedor de esperança, mas que, em 2017, foi sinônimo de muita dor de cabeça.

O Atlético, que não tem mais Fred e Robinho, ganhou esta alcunha no ano passado e fracassou. O título do Campeonato Mineiro foi muito pouco para quem sonhava com o segundo título da Libertadores e uma campanha mais digna no Campeonato Brasileiro. Não veio nada disso e o clube entrou em reformulação.

Mais ambicioso, o Cruzeiro foi às compras e mostrou que a meta para 2018 é alta. Não é raro ouvir o presidente Wagner Pires e o vice-presidente de futebol, Itair Machado, falarem de Mundial de Clubes. Isso sem mesmo conquistar ainda a Libertadores da América, torneio querido por muitos, traiçoeiro para todos e que o Cruzeiro não vence há mais de duas décadas.

O Galo está no meio de uma reforma grande em seu elenco. Trouxe jogadores promissores, como Róger Guedes e Iago Maidana, e mostra que também não está para brincadeira quando os dois nomes mais falados para completar o elenco são Walace, ex-Grêmio e atualmente na Alemanha, e Gustavo Scarpa, o craque revelado pelo Fluminense.

O presidente Sérgio Sette Câmara é mais comedido nas palavras do que o seu rival azul, mas também sonha com um título que não vem há quase cinco décadas: o Campeonato Brasileiro. Nos dois casos, ainda é muito cedo para falar se estas conquistas serão possíveis ou até mesmo prováveis. O futebol brasileiro e sul-americano é o mais dinâmico do mundo. E o título do Corinthians em 2017 está aí para provar isso.

A lógica mercantilista que dá muito certo na Europa, em que quem investe mais ganha mais, nem sempre dá certo para o nosso lado por uma série de questões. Como os melhores estão no Velho Mundo, ficamos com aqueles jogadores que não triunfaram por lá e também com as revelações, que surgem aos montes por aqui.

Um grande jogador que nasce nas categorias de base de um clube pode significar um mega título para uma equipe. Assim como uma mega contratação de um refugo europeu pode trazer uma bela dor de cabeça.

Então, para que um time confirme o seu favoritismo, é preciso que ele trabalhe, tenha um conjunto e também reze para que um caminhão de lesões não chegue e atrapalhe a temporada, como já cansamos de ver. Ser campeão na América do Sul é menos óbvio do que na Europa.

No entanto, enquanto a bola não rola, podemos brincar de projetar o futuro. O Cruzeiro muda de patamar, certamente, com os jogadores que chegaram. Fred dá a definição fina que faltou em 2017 e já é o grande nome da temporada, ao trocar de lado.

Já o Galo, muda o seu perfil e promete ser um time mais competitivo em 2018. No entanto, se os negócios com Walace e Gustavo Scarpa derem certo, o alvinegro também muda de patamar. E vai brigar, certamente, para acabar com jejum tão incômodo no Campeonato Brasileiro.

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