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Leandro Cabido

97 anos de um gigante incontestável

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PUBLICADO EM 02/01/18 - 03h00

Um clube que conserva a tradição de ser heroico e imortal. Que consegue aliar a paixão de um torcedor exigente com a vontade de se tornar o máximo campeão. É preciso sempre contar a história daquele que colocou seus seguidores no ponto mais alto do país e das Américas no papel. Em seus 97 anos, mais do que nunca, o Cruzeiro é um gigante incontestável.

Todo 2 de janeiro, desde o remoto 1921, quando ainda era Palestra, da comunidade italiana de Belo Horizonte, é para se comemorar. Nada vem por acaso: desde a mudança de nome, mantendo a tradição da Azzurra, até alcançar status inimagináveis após a inauguração do Mineirão, na década de 60. Estádio, que, por si só, sempre será remetido às finais inesquecíveis, com quebras de recordes e feitos memoráveis.

O estilo de jogo celeste sempre foi envolvente: de toque rápido, rasteiro, que culminou com Tostão, passando pelas estrelas de 1976, alcançando ares de terror dos rivais na década de 90 e se consolidando de vez nos anos 2000. Não é à toa que até o momento apenas a equipe mineira – fora do eixo Rio-São Paulo – foi triunfante no Campeonato Brasileiro após 2003. E não só foi campeão, como venceu em três oportunidades, e de maneira categórica.

Ficaríamos aqui debruçados por dias sobre a grandeza de um time de futebol. O Cruzeiro é uma daquelas entidades que não precisam de nada além de proporcionar esse amor inabalável a seus torcedores.

Ninguém é capaz ou louco o bastante para questionar a rica trajetória daqueles que deixaram os mineiros entre os maiores e mais respeitados do mundo.

Se o aniversário coincide com a renovação de uma nova temporada, nada melhor do que já imaginar o que 2018 pode proporcionar. Soa arrogante para o torcedor azul imaginar que a atual temporada pode ser ainda melhor do que foi a de 2017? Para mim, torna o fanático apenas mais ambicioso. E, sim, ele pode esperar ainda mais do ano. Estar na Copa Libertadores para o Cruzeiro é voltar ao lugar que nunca deveria ter deixado. A lenda celeste precisa de mais um capítulo vitorioso. A história no continente deve ser recontada 20 anos depois daquela final contra os peruanos do Sporting Cristal no Mineirão.

Se a América é obsessão, voltar a triunfar no Brasil é marcar um passo em sua rotina. Se no ano passado foi a Copa do Brasil pela quinta vez, por que não igualar o feito no Brasileirão? Para um clube do tamanho da Raposa, fazer frente a outros gigantes do futebol brasileiro é mera formalidade.

Com tudo isso, é necessário deixar claro que faltam três anos para o centenário. O ano de 2021 parecia muito distante até há pouco tempo, mas é logo ali. O planejamento para a data já deve começar.

Mas, afinal, o que o cruzeirense deseja na data mais marcante de todas? Difícil a resposta para uma esquadra que tem quase tudo. Talvez a maior alegria para a própria China Azul seja ter se tornado o próprio orgulho. Resta esperar o grande acontecimento. Com boa gestão e muita competência, coisas boas virão. Basta ninguém atrapalhar.

Parabéns ao Cruzeiro querido por seu aniversário!

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