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Márcio Coimbra

Riscos da renovação

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PUBLICADO EM 04/12/17 - 03h00

O presidente Michel Temer entrará no último ano de governo com números invejáveis. Apesar da reforma da Previdência ainda ser uma incógnita, diversas outras saíram dos escaninhos do governo para acertar os rumos do país. Certamente o desejo era que tivéssemos avançado mais, entretanto, diante das circunstâncias, o Brasil pôde neste pouco tempo corrigir erros estruturais que retiraram o país do perigoso caminho que estava sendo trilhado.

Entretanto, isto somente foi possível porque a administração pública voltou a ser comandada por políticos que entendem os mecanismos de governo e sabem fazer com que as engrenagens do Congresso Nacional funcionem a seu favor. Depois de ter comandado a Câmara dos Deputados por três vezes, o presidente conhece melhor do que ninguém os atalhos, caminhos e direções para conseguir aprovar seus projetos no Legislativo.

Por mais que a popularidade do presidente seja baixa, é difícil imaginar um nome capaz de movimentar agendas reformistas desta magnitude em tão pouco espaço de tempo. Era exatamente aquilo que o Brasil precisava: alguém capaz de encampar mudanças sem mirar no resultado eleitoral seguinte. Isto significa impopularidade no curto prazo, mas certeza que o julgamento da história fará jus ao que foi corrigido, reformado e reorientado.

Entretanto, o país vive um período de renovação na política. Uma onda que começou em 2013 e pode desaguar na maior mudança de nomes em Brasília desde o advento da Nova República. Movimentos começaram a tomar forma e nomes de fora da política, mas parte do mainstream começaram a ser testados para disputar o Planalto. Na mesma linha, iniciativas que visam não reeleger qualquer um dos políticos com mandato ganham impulso.

Neste momento entra a prudência. Precisamos entender que o clima de embate não fará o Brasil amadurecer, tampouco movimentos voluntariosos de uma geração que acredita ser possível mudar os rumos com a simples troca de nomes. A política sempre precisará de nomes maduros e experimentados, que saibam os caminhos dos acordos e alianças necessários para fazer uma democracia se mover de verdade. Devemos entender que maturidade e experiência, nem sempre são sinônimos de armações e conchavos.

Uma renovação ampla gerará desafios enormes em um novo governo. Teremos uma agenda de interesses difusa, diante de uma pluralidade excessiva, gerando desafios enormes para levar adiante as reformas estruturais que ainda precisam ser alcançadas. Parlamentares sem experiência, afoitos e deslumbrados com os corredores de Brasília tendem a produzir resultados pífios, até serem substituídos por políticos experimentados que geram resultados.

Este é o desafio que se impõe ao nosso país. Sem dúvida, precisamos renovar, mas com ponderação e responsabilidade. Enquanto a política tradicional vem apresentado resultados, precisamos avaliar quais novos nomes possuem maturidade para o tamanho do desafio. O grau de renovação imposto pelo eleitorado, ditará os novos caminhos. A conferir. 

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