Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Paulo Navarro

Túmulos e tumbas

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Fonte Normal
PUBLICADO EM Mon Sep 11 03:00:00 BRT 2017

Túmulos e tumbas

Num humor bairrista e carioca, Vinicius de Moraes decretou que São Paulo era o túmulo do samba. Adoniram Barbosa e o Carnaval comprovam. São Paulo também é o túmulo do turismo, ou alguém é louco para conhecer o largo do Arouche? E Belo Horizonte? Pior ainda! Além de não ter samba e turismo, tem nada de São Paulo. A começar pelo dinheiro que dá a São Paulo o turismo de negócios e mais dinheiro.

Sarcófagos experimentais

“Oferecer experiências aos turistas”. É o que querem Fernanda Maia, formada em turismo e gestão em hotelaria, e Bethânia Monteiro, arquiteta. Sócias da Experience Infinity. As duas pensam em ir muito além dos “tradicionais e fantásticos atrativos da cidade”. Fantásticos.

Além do aquém

Fernanda Maia queria “algo fora do tradicional, da rotina, aquilo que não era de praxe (...), abrir uma empresa que vende experiências, que cria novos olhares, novas sensações aos turistas”. É uma Polyanna! Um Candide (de Voltaire). Então, ela e Bethânia rabiscaram roteiros com o foco na experiência do consumidor, não só a racional, mas a emocional.

Curtas e finas

Mas quais as experiências fantásticas, belas, imponentes e charmosas vendidas por Fernanda e Bethânia?

Elas não propõem museus de verdade e políticas de adoção e captação de recursos e acervos. Nem monumentos em ruas e
praças ou street art de verdade.

Nada de revitalizar o centro e praças inúteis como a da Estação. Nada de jardins de esculturas, zona de bares e restaurantes. Datas temáticas, festivais, etc.

Elas querem coisa mais “emocionante” atraindo hordas de turistas: “Pedalando pelos muros: ciclismo por painéis de street art pelas ruas de BH”.

“Olhares invisíveis: onde o turista é convidado a fotografar BH”.

“Caminhos das artes e histórias mineiras: caminhar pela Savassi...” Para ver placas de aluga-se e mendigos dormindo em lojas fechadas?

“Serras e sabores de Minas: Um passeio pelas serras e pelas fábricas da bala delícia e da Coca-Cola”. Sem comentários!

“Museu do Grupo Giramundo, Tambor Mineiro - música e ritmo”. Morri! E de tédio...

FOTO: Edy Fernandes/divulgação

Bruna Miranda e Ticha Ribeiro.

FOTO: Mídia e Conexão/divulgação

Bruna Rezende, Letícia Rezende, Patrícia Pires, Ticha Ribeiro, Gabriela Azeredo e Bruna Miranda.

FOTO: Mídia e Conexão/divulgação

Maria Tereza Bitar, Luzinete Fernandes e Fernanda Mourão.

Tumbas e sarcófagos

“Sorry”, valeu a intenção desesperada de tirar vinho das pedras, mil perdões, mas essa notícia é o cúmulo do “sem noção e loção”, como a Estrada Real, na verdade, é a BR–171: “Turismo de experiência é a bola da vez. Startup de Belo Horizonte vence desafio Braztoa Sudeste”.

Sarcófagos do além

Sim, a dupla chama de fantásticos o conjunto da Pampulha, o Circuito Liberdade com seus museus e cafés (que cafés?), na praça da Liberdade, a praça do Papa, seu “belo e imponente” mirante, o “charme” dos parques Mangabeiras e Municipal e a diversidade gastronômica e cultural do Mercado Central (só para citar alguns). Alguns? Tem mais? Mil perdões, mas a crítica é, realmente, construtiva. Sinceramente, o que há de fantástico, imponente e charmoso em BH? Está mais é para experiência de morte!

FOTO: Rafa Aguiar/CMBH/Divulgação

No Seminário Internacional A Mulher no Século XXI, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, a cônsul Maria Ximena Alvarez, do Uruguai, a conselheira Kristin Kane, da Embaixada dos EUA em Brasília, a cônsul Rita Rico, dos EUA, a vereadora Marilda Portela, a cônsul Aurora Russi, da Itália, e a cônsul Joana Caliço, de Portugal.

FOTO: Edy Fernandes/divulgação

Ana Paula Vieira e Moema Pina.

FOTO: Edy Fernandes/divulgação

Carol Furtado e Érica Fantini.

FOTO: Mídia e Conexão/divulgação

Ciléia Faleiro e Jeise Moreira.

Programação

12 de setembro, terça-feira, 19h30 [PALESTRA]Como a arquitetura preservada pode continuar viva e ainda assim evoluir? Com Flávio Carsalade (arquiteto). | Hoje, mais de 12% do território global é preservado e mais um percentual significativo está em processo de tombamento cultural, histórico, de memória, do passado. O que será das gerações futuras? Qual a margem para que elas se reinventem se estão condenadas a manter e preservar uma parcela tão relevante do planeta? Conversa sobre preservação, memória, tombamento, turismo, intervenção em patrimônio histórico, recursos e cidades contemporâneas. Inscrições: http://guaja.cc/sapucai

O que achou deste artigo?
Fechar

Túmulos e tumbas
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório

comentários (1)

Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter