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Raimundo Couto

De olho no óleo

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PUBLICADO EM 13/09/17 - 03h00

Os cuidados na manutenção de seu automóvel vão muito além de lavar, encerar e abastecer. É muito importante ficar atento para as trocas de óleo, pois o descuido poderá causar problemas sérios ao motor, inclusive, em casos extremos, pode até fundir a máquina. Para assegurar o desempenho do automóvel é preciso que a troca de óleo seja regular, uma vez que a lubrificação adequada diminui o atrito entre as peças do motor.

Esse é um assunto que muita gente diz entender, mas que, no fundo, só mesmo especialistas podem esclarecer com mais precisão. Existem muitos mitos que envolvem esse tema, e separamos alguns para comentar com você em nosso encontro semanal. Todos os lubrificantes possuem um período de troca pré-determinado pela montadora do veículo e informado no manual do proprietário. O que define a periodicidade da substituição é a quilometragem ou prazo do produto no motor do veículo. E, lembre-se, o óleo recomendado pelo fabricante no manual do proprietário é sempre a melhor opção para o motor de seu carro. A viscosidade do lubrificante pode ser identificada na embalagem, conforme normatização da Sociedade de Engenharia Automotiva (SAE Brasil).

Óleos multiviscosos são os mais comuns para motores automotivos. Sabe-se que 75% do desgaste do motor ocorre no momento da partida, em função dos poucos segundos que o motor trabalha a seco. Sendo assim, nesse momento é essencial que o lubrificante flua o mais rápido possível para chegar ao motor. Essa é a importância de se utilizar produtos com viscosidade menor no momento da partida, e é uma tendência para os novos projetos: cada vez mais a presença de lubrificantes de baixas viscosidades e que atendam as exigências para redução de consumo de combustível e emissão de gases poluentes. Uma dúvida muito comum discorre sobre a diferença de óleos lubrificantes para automóveis e motocicletas. Todos eles são compostos por óleo básico e aditivos. Tanto para carros como para motos são semelhantes, mas não possuem a mesma aditivação, apesar de serem regulamentados pela mesma norma.

Os lubrificantes para motos possuem aditivos diferenciados dos para carros em função de a embreagem ser lubrificada pelo óleo do motor. Sendo assim, a utilização de óleos de carros em motos, por exemplo, pode ocasionar problemas na embreagem. Mais uma questão polêmica são os aditivos. Melhoram? Fazem diferença? Os aditivos fazem parte da formulação do produto e melhoram seu desempenho quando de acordo com as regulamentações API/ACEA.

Os aditivos “avulsos”, que são comercializados no mercado, não são recomendados pelos fabricantes de lubrificantes, pois todos os óleos de boa qualidade são formulados com a quantidade de aditivos necessária para que o produto desempenhe perfeitamente sua função.

O uso de aditivos errados pode desbalancear a formulação do óleo, ocasionando borra ou, em casos extremos, lubrificação ineficiente do motor. E, para terminar, uma pergunta frequente: o motor deve estar frio na hora de verificar o nível e quente na hora da troca de óleo. Para medir o nível do óleo é importante aguardar, aproximadamente, dez minutos após parar o veículo para que o óleo retorne ao cárter, fazendo com que a leitura seja precisa com relação ao volume. Para trocar o óleo é importante que o motor esteja quente, pois, dessa forma, o produto flui com mais facilidade e carrega com ele a sujeira do motor, para que a troca seja realizada o mais rápido possível.

Lembrando apenas que o nível correto do óleo é entre o máximo e o mínimo da vareta, ou seja, não se deve mantê-lo nível próximo a nenhuma das extremidades da vareta. Sem querer generalizar os serviços prestados nos postos de abastecimento, todo cuidado é pouco no momento em que o frentista faz a clássica pergunta: “Posso dar uma olhadinha na frente, doutor?”

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