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Raimundo Couto

Novatos em duas rodas

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PUBLICADO EM 15/02/17 - 03h00

O caderno Super Motor tem na abrangência da cobertura dos assuntos ligados ao universo sobre rodas sua essência. Aqui tratamos de lançamentos e avaliações de automóveis, também abrimos nosso espaço para os pesados, o mercado de uma forma geral e, claro, as motocicletas. E delas vamos nos ocupar nesta semana, repassando um trabalho muito bem-elaborado por Geraldo Tite Simões, colega jornalista e instrutor de pilotagem dos cursos BikeMaster e Abtrans.

Motociclista experiente e responsável por ministrar palestra sobre o tema segurança, Tite, como é mais conhecido, enumera entre outras razões o medo, o receio de quem está pela primeira vez pegando em uma moto. “O medo é um sentimento totalmente natural que aparece diante do desconhecido. Geralmente quem abre mão de usar a moto como meio de transporte nunca pilotou uma ou teve uma primeira e única experiência desagradável”, explica Tite, que elenca algumas dicas para ajudar este novo integrante do mundo das duas rodas.

“A primeira dica de segurança, especialmente para os novatos é: respeite o medo. Só existem dois tipos de motociclistas que se julgam destemidos: os mentirosos e os loucos. Todo ser vivo tem medo e precisa sentir, porque é o que preserva a espécie. O conhecimento é a melhor forma de controlar o medo. Quanto mais conhecer o veículo, sua dinâmica, os pontos fortes e fracos e as formas de se proteger, maior será a sensação de segurança. Saiba escolher a moto certa.

“Muitos motociclistas novatos passam por uma experiência ruim porque fizeram a escolha errada da moto. Ninguém nasce sabendo, portanto, ao começar a pilotar motos é preciso estar ciente que algumas exigem mais empenho físico e técnico para conduzir. Antes de decidir pela moto, faça pesquisa e avalie principalmente as dimensões. No caso da primeira moto, não precisa nem ser uma utilitária pequena de 125 cm³ ou 160 cm³, porque uma moto de 250 cm³ é melhor, mais segura e não é tão mais pesada.

O erro mais comum na escolha de uma moto é não definir o uso que fará. Isso gera motociclistas insatisfeitos porque compraram uma grande e pesada para enfrentar 20 km de congestionamento todos os dias. Ou aqueles que compram uma moto fora de estrada e jamais rodarão sequer um quilômetro por estradas de terra.

“Respeitar os limites: É comum o motociclista iniciante sentir o desejo de passear com grupos de amigos, participar de motoclubes e grupos. Mas nem todos tem o mesmo nível de experiência. Tentar acompanhar um motociclista mais experiente pode ser um grande erro. Na verdade, quando um grupo tem consciência da presença de um novato, o ritmo deve respeitar os limites do mais novo. Ou então é melhor marcar um ponto de encontro, e cada um vai em seu ritmo.

“Prepotência. Os três fatores que levam ao acidente são: negligência, imprudência e imperícia. Mas existe a prepotência, que é a sensação de que nada de ruim pode acontecer com a pessoa.
Geralmente é mais comum na adolescência, mas algumas pessoas carregam essa característica para sempre, especialmente os homens.

“O melhor remédio para a prepotência é a humildade. Fazer só aquilo que é capaz é a melhor postura para quem quer pilotar bem e por muitos anos. E quando não se sentir capaz, ainda existe a chance de se inscrever em cursos de pilotagem de qualidade que ajudarão a conhecer e respeitar os limites de cada um.

“Calma! Um dos conceitos mais equivocados com relação às motos é acreditar ser um veículo para quem tem pressa! Mentira, porque a moto é um veículo para quem não quer perder tempo. São conceitos muito diferentes que precisam ser entendidos. A pressa é querer ir mais rápido do que a condição permite. Quem usa moto não precisa correr, porque já está bem mais rápido do que o trânsito.”, termina Tite Simões. 

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